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Homem ataca policial com facão e acaba morto no interior; militar está internado
Para conter a agressão, foi efetuado um disparo de arma de fogo.
/ GD
Um homem identificado como Julio Cesar Venâncio Lira, 51, morreu na manhã de domingo (22), após um confronto com a Polícia Militar em uma residência no município de Arenápolis (258 km ao médio-norte de Cuiabá). Na ação, ele ainda atacou um policial com um facão. O militar está internado.
De acordo com a Polícia Militar, por volta das 21h30, uma mulher de 39 anos procurou ajuda na sede da 9ª Companhia Independente e relatou ter sido agredida pelo namorado, além de ter o celular destruído. Ela informou ainda que conseguiu fugir da residência.
As equipes foram até o endereço informado e tentaram contato verbal com o suspeito, que não teria atendido às ordens de rendição. Diante da situação, os policiais realizaram entrada tática no imóvel.
Segundo a PM, durante a ação, o homem teria atacado um policial militar com um facão, atingindo a mão esquerda do agente e causando ferimentos graves. Após o ataque, os policiais recuaram para prestar socorro ao militar, que foi encaminhado ao atendimento médico.
Com apoio de equipes de Nortelândia, os policiais retornaram ao local e localizaram o suspeito escondido nos fundos da residência, ainda armado com o facão. Conforme a corporação, ele novamente não obedeceu às ordens de parada e avançou contra a equipe.
Para conter a agressão, foi efetuado um disparo de arma de fogo, que atingiu o homem no tórax. Ele chegou a ser socorrido pelos próprios policiais e encaminhado ao Pronto Atendimento de Arenápolis, mas não resistiu e morreu posteriormente.
O caso foi registrado e será investigado pelas autoridades competentes.
Policial
Operação apreende 130 toneladas de madeira com cocaína líquida em MT
Segundo a Receita Federal, exames preliminares realizados pela perícia apontaram resultado positivo para cocaína.
/ GD
Uma operação conjunta entre a Receita Federal, autoridades dos Estados Unidos e a Aduana Nacional da Bolívia identificou indícios de um esquema internacional que utilizava cargas de madeira para esconder cocaína em estado líquido. Em Mato Grosso, 4 caminhões carregados com aproximadamente 130 toneladas de madeira foram retidos em Cáceres, enquanto outros 4 veículos foram interceptados em Corumbá, Mato Grosso do Sul.
Batizada de Operação Timber Shield, a ação teve início após troca de informações de inteligência entre os 3 países e contou com apoio da Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), da Bolívia. O monitoramento na faixa de fronteira ocorreu desde sexta-feira (19) e resultou na retenção dos 8 caminhões neste domingo (21).
Segundo a Receita Federal, exames preliminares realizados pela perícia apontaram resultado positivo para cocaína. A suspeita é de que a droga tenha sido misturada à estrutura da madeira, método semelhante ao identificado recentemente em uma apreensão realizada no Chile.
Ao todo, cerca de 260 toneladas de madeira estão sob fiscalização. Com base em casos anteriores envolvendo o mesmo tipo de ocultação, as autoridades estimam que entre 10% e 20% da carga possa ser composta por substância ilícita. Caso a hipótese seja confirmada, o volume poderá variar entre 20 e 50 toneladas de cocaína, configurando a maior apreensão da droga já registrada no Brasil.
A Polícia Federal assumiu a custódia do material e conduz as análises técnicas que irão determinar a quantidade exata do entorpecente e identificar os responsáveis pelo esquema criminoso.
Mato Grosso está entre os estados que mais apreendem cocaína no país. Em 2024, as forças de segurança retiraram de circulação 23,6 toneladas da droga, segundo o Mapa da Segurança Pública de 2025, ficando atrás apenas de São Paulo. Somando cocaína e maconha, o volume total apreendido no Estado chegou a 41,2 toneladas.
Entenda o caso
A Receita Federal informou que o esquema utilizava madeira para camuflar cocaína líquida, alterando a aparência da substância para dificultar a identificação em fiscalizações. Conforme informações repassadas pelos Estados Unidos, as apreensões feitas no Chile no início do mês e a operação realizada na fronteira entre Brasil e Bolívia têm relação entre si e apontam para uma mesma origem de produção em território boliviano.
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