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Operação mira suspeitos de furtar gado avaliado em R$ 148 mil de fazenda em Aragarças

A ação cumpriu mandados judiciais em municípios de Goiás e de Mato Grosso.

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 / Semana 7

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã de quarta-feira (23), a Operação Campo Aberto, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada no furto, transporte e receptação de gado de alto valor. A ação cumpriu mandados judiciais em municípios do estado goiano e de Mato Grosso.

A operação é coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (DERCR), com apoio de policiais civis da Delegacia de Aragarças-GO e de Barra do Garças-MT, bem como de policiais militares do Batalhão Rural de Goiás.

De acordo com a polícia, a investigação teve início após a subtração de 40 cabeças de gado da raça Nelore, avaliadas em R$ 148 mil, de uma fazenda localizada no município de Aragarças. O grupo demonstrava elevado grau de organização e conhecimento logístico da propriedade, atuando com acesso a chaves mantidas em locais restritos e desativando intencionalmente o sistema de monitoramento por câmeras para efetuar o embarque e transporte do rebanho sem levantar suspeitas.

Por decisão proferida pelo Juízo da 2ª Vara das Garantias da Comarca de Goiânia, foram expedidos mandados judiciais de prisão temporária decretadas por cinco dias contra cinco investigados apontados como executores, articuladores locais, organizadores logísticos e transportadores do gado subtraído.

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Também foram expedidos mandados de buscas e apreensões domiciliares para nove endereços situados em Aragarças, Itumbiara-GO, Quirinópolis-GO, Barra do Garças e General Carneiro-MT.

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Trabalhador é morto a tiros após discussão por valor de diária em MT

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Trabalhador foi morto a tiros na noite desta terça-feira (22), dentro de uma fazenda, localizada nas proximidades de Nova Bandeirantes (1.028 km ao norte de Cuiabá), após uma discussão entre a vítima e um colega de trabalho relacionada ao valor das diárias.

A identidade da vítima ainda não havia sido confirmada oficialmente pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), já que foram encontrados documentos pertencentes a duas pessoas entre os pertences do homem.

Segundo informações repassadas à Polícia Civil, o proprietário da fazenda havia contratado a vítima cerca de uma semana antes para trabalhar como diarista. Na noite do crime, o proprietário estava em Alta Floresta quando recebeu uma ligação do suspeito, por volta das 21h15, relatando que a vítima estava alcoolizada, reclamava do valor das diárias e queria receber o pagamento para deixar a propriedade.

O proprietário então providenciou uma carona para que a vítima deixasse a fazenda na manhã seguinte e comunicou a decisão aos dois trabalhadores. Na propriedade estavam o suspeito, a vítima e uma terceira pessoa, que também trabalhava no local.

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O dono da fazenda orientou o suspeito a permanecer em seu quarto e deixar os demais trabalhadores do lado de fora da casa até que os ânimos se acalmassem.

Por volta das 21h49, entretanto, o proprietário recebeu uma mensagem do suspeito afirmando que a vítima teria entrado no quarto armada com uma faca. Segundo a versão apresentada por ele, para se defender, efetuou disparos de arma de fogo contra o homem, que morreu no local.

A Polícia Civil e a equipe da Politec de Alta Floresta seguiram para a propriedade durante a madrugada, chegando ao local por volta das 4h20. A casa estava aberta e com as luzes acesas.

A vítima foi encontrada caída no quarto, logo após a porta, com os pés voltados para o interior do cômodo e a cabeça em direção à entrada. O corpo apresentava perfurações semelhantes às provocadas por disparos de arma de fogo.

Uma faca de cozinha foi encontrada na mão esquerda da vítima e apreendida pela perícia. Também foram recolhidos dois projéteis de chumbo e uma cápsula deflagrada.

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Durante os trabalhos, uma testemunha que estava na propriedade no momento do crime se apresentou aos policiais. Ele contou que os trabalhadores preparavam a carne de um porco abatido naquele dia e que o suspeito estava ingerindo cachaça. Em determinado momento, segundo o relato, a vítima iniciou uma discussão com o suspeito por causa do valor das diárias.

A testemunha afirmou ainda que viu o suspeito entrar no quarto e, algum tempo depois, a vítima também entrar na residência. Como estava do lado de fora da casa, porém, não conseguiu observar o que ocorreu dentro do cômodo.

Após a conclusão da perícia, o corpo foi recolhido e encaminhado para Alta Floresta, onde será submetido aos exames de necropsia e identificação.

A Polícia Civil apreendeu a faca, os projéteis e a cápsula encontrados no local. A testemunha foi conduzida à delegacia para prestar depoimento e permanecer à disposição da autoridade policial.

O caso é investigado como homicídio doloso, e as circunstâncias dos disparos, bem como a versão apresentada pelo suspeito, deverão ser esclarecidas no decorrer da investigação.

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