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DIA DO INDIO

ALMT reforça ações de saúde, acolhimento e apoio aos povos indígenas

Projeto Abril Indígena será lançado no dia 28 de abril pela Câmara Setorial Temática da Saúde Indígena, com o objetivo de arrecadar doações para a Casa de Saúde Indígena (CASAI) de Cuiabá.

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 / ALMT

Garantir atendimento digno e respeitoso às comunidades indígenas tem sido uma das prioridades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que vem ampliando ações voltadas à saúde e à qualidade de vida dos povos originários.

No dia 19 de abril, quando se celebra o Dia dos Povos Indígenas, o Parlamento estadual reforça essa agenda por meio da atuação da Câmara Setorial Temática (CST) da Saúde Indígena, criada para ouvir as comunidades, articular soluções e acompanhar de perto os desafios enfrentados nas aldeias.

Neste mês, a principal mobilização é o projeto Abril Indígena, iniciativa da CST, que será lançado no dia 28 de abril, às 10h, no Auditório Deputado Milton Figueiredo. A ação solidária busca arrecadar roupas, brinquedos e materiais para melhorar as condições da Casa de Saúde Indígena (CASAI) de Cuiabá.

As doações poderão ser feitas de 28 de abril até o dia 25 de maio e, para facilitar a participação da população, a Assembleia Legislativa disponibilizou pontos de coleta em suas dependências para o recebimento dos itens.

A proposta também prevê pequenas reformas e a criação de um espaço de convivência lúdico para crianças indígenas em tratamento de saúde, fortalecendo o cuidado humanizado e a atenção às famílias.

Instalada em julho de 2025, por iniciativa do deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a Câmara Setorial Temática da Saúde Indígena passou a transformar o debate sobre os direitos dos povos originários em uma agenda permanente de escuta, articulação e encaminhamento de soluções voltadas à melhoria das condições de saúde e de qualidade de vida nas comunidades.

A iniciativa reúne lideranças indígenas, representantes do poder público, especialistas e entidades da sociedade civil com o objetivo de buscar respostas para desafios relacionados ao acesso à saúde, ao saneamento, à prevenção de doenças e ao atendimento com respeito às especificidades culturais de cada povo.

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Para Russi, a atuação da Câmara Setorial demonstra o compromisso do Parlamento em transformar o diálogo com as comunidades em ações concretas.

“Cuidar da saúde dos povos indígenas é uma responsabilidade que precisa ser assumida com seriedade e respeito. A Assembleia tem buscado ouvir as comunidades e trabalhar para que as demandas apresentadas se transformem em políticas públicas que garantam dignidade e atendimento adequado. Neste mês, quando celebramos o Dia dos Povos Indígenas, reafirmamos nosso compromisso de continuar avançando nessa agenda”, afirma.

Balanço – Desde sua criação, a CST da Saúde Indígena vem atuando em diferentes frentes, promovendo visitas às comunidades, reuniões com instituições públicas e acompanhamento das principais demandas apresentadas pelas lideranças indígenas.

Entre as ações realizadas, estão a promoção de diálogo com órgãos de saúde, assistência social e de controle, além da articulação para fortalecer o acesso aos serviços básicos e melhorar o atendimento nas aldeias.

Uma das iniciativas desenvolvidas foi a articulação com o Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (COREN-MT) e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para ampliar o acesso a serviços de saúde voltados às mulheres indígenas, garantindo orientação adequada, respeito às tradições e autonomia no cuidado com a saúde.

Outra frente importante envolve o debate sobre segurança alimentar nas comunidades indígenas. Nesse contexto, a CST atuou na discussão sobre a qualidade e a adequação cultural dos alimentos distribuídos às famílias, com o objetivo de garantir que os produtos atendam às necessidades nutricionais e respeitem os hábitos alimentares tradicionais dos povos indígenas.

Os trabalhos também têm repercutido na formulação de proposições voltadas ao atendimento mais humanizado das comunidades indígenas.

A partir dos debates, das demandas apresentadas pelas lideranças e das informações levantadas no âmbito da CST, o deputado Max Russi apresentou a Indicação nº 5099/2025, que solicita à Secretaria de Estado de Saúde a adoção de medidas para garantir atendimento prioritário e sem discriminação às comunidades indígenas.

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A proposta prevê protocolos diferenciados de urgência, capacitação das equipes, presença de intérpretes e de agentes indígenas de saúde nas unidades, além de integração efetiva com os distritos sanitários especiais. O foco é assegurar atendimento adequado, respeitoso e compatível com as especificidades culturais dos povos indígenas em todo o estado.

O parlamentar apresentou ainda a Indicação nº 832/2026, que propõe a criação de um Programa Estadual de Apoio Previdenciário às Comunidades Indígenas. A matéria foi lida e aprovada em votação única durante a 15ª Sessão Ordinária, realizada no dia 25 de março deste ano.

A atuação do grupo também alcançou a juventude indígena, com participação em encontros voltados ao debate sobre saúde mental, prevenção de doenças e fortalecimento da identidade cultural. As discussões destacaram a importância de políticas públicas que considerem as especificidades de cada povo e promovam acolhimento e proteção às novas gerações.

Paloma Alves Velozo, presidente da CST, ressalta que os trabalhos desenvolvidos têm como base o diálogo permanente com as comunidades e o respeito às suas realidades.

“A CST nasceu da necessidade de ouvir os povos indígenas e construir soluções junto com eles. Nosso trabalho é aproximar as instituições das comunidades e buscar respostas reais para desafios que afetam diretamente a vida das famílias. Cada ação realizada representa um avanço na construção de políticas públicas mais sensíveis e eficazes.”

Além das articulações institucionais, a Câmara Setorial promoveu capacitações voltadas aos profissionais que atuam diretamente no atendimento à saúde das comunidades indígenas, fortalecendo a qualificação técnica e a melhoria dos serviços prestados. A iniciativa reforça o compromisso da Assembleia Legislativa com a garantia de um atendimento mais humanizado e eficiente.

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Política

Ex – primeira-dama manda deputado ‘tomar vergonha na cara’ após críticas a Mauro em MT

Na disputa, Botelho ficou em terceiro lugar.

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 / GD

Após Eduardo Botelho (MDB) atribuir parte da sua derrota para prefeito de Cuiabá, nas eleições de 2024, ao ex-governador Mauro Mendes (União) e a estratégia eleitoral usada na época, a ex-primeira-dama Virginia Mendes tornou público um desgaste que já se comentava nos bastidores. Ela nunca quis apoiá-lo. Afirmou ainda que ele mente muito e mandou Botelho “tomar vergonha na cara”.

Botelho foi questionado pelo jornalista Airton Marques, do podcast PodOlhar, do site Olhar Direto, se ele conversou com Mauro sobre o resultado da eleição. O deputado diz que “várias vezes” e que talvez o ex-governador “não goste”, mas que ele “fala a verdade”.

“Eu falo a verdade, olha, você atrapalhou. Ainda falou uma coisa perto da eleição, em relação aos pescadores, que não era verdade e me prejudicou. Teve (sic) várias situações que me prejudicaram na campanha naquela época. Deixou mágoa? Não, nenhuma. Eu que fiquei atrás dele, os marqueteiros falaram que eu tinha que correr atrás dele. Então, por que vou ficar zangado? De jeito nenhum”, disse.

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Botelho ainda ressalta que “o apoio de Mauro não somou”. “Na verdade, ele tirou de mim. Eu tinha 37% quando ele entrou na minha campanha e o resultado das eleições foi eu terminar com 27% dos votos. Hoje, se eu fizesse uma campanha, eu não pretendo mais ser candidato a prefeito nem a nenhum cargo do Executivo, eu faria diferente. Eu não seguiria mais a conversa daqueles marqueteiros que ficam ali achando que sabem e não sabem de nada”, finalizou.

Na disputa, Botelho ficou em terceiro lugar, perdendo para o atual prefeito, Abilio Brunini (PL) e para o colega de Assembleia, Lúdio Cabral (PT), que disputou o segundo turno.

‘Aceite a derrota’

Em agosto de 2024, quando a candidatura de Botelho foi homologada na convenção do União Brasil, onde ele era filiado, Virginia Mendes apareceu abraçada com a bandeira do Brasil e declarou que “estava ao lado da população que clama por atenção”, disse ainda que acreditava que aquele era o “melhor projeto”.

Na época, nos bastidores, já se comentava que Virginia não queria apoiar Botelho e sua preferência era Fábio Garcia, então secretário-chefe da Casa Civil de Mauro. Depois da entrevista de Botelho no podcast, ela escancarou a rixa interna.

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A ex-primeira-dama não gostou nenhum pouco das falas do deputado e o atacou nos comentários da publicação. “Brincadeira, aceita a sua derrota. Todos te apoiaram, mas você foi péssimo no debate, assuma isso, não jogue a culpa em ninguém”, disse.

Ela continuou. “Por isso nunca quis te apoiar, você mente muito… toma vergonha na sua cara”. Botelho não se manifestou.

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