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Araguaia pode superar BR-163 na produção de grãos, afirma Dr. Eugênio em podcast

O episódio integra a proposta do podcast de aproximar produtores rurais e representantes públicos, ampliando o acesso a informações de interesse do setor

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O Apro360, podcast da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), recebeu nesta quarta-feira (22.07) o deputado estadual Dr. Eugênio para um bate-papo sobre sua trajetória política, infraestrutura logística, desenvolvimento regional e os principais desafios e oportunidades para o fortalecimento do agronegócio mato-grossense.

“Não vamos derrubar nenhuma árvore”: saldo histórico na produção do Araguaia

Durante o episódio, o parlamentar destacou a importância da atuação conjunta entre o poder público e o setor produtivo para ampliar a industrialização de Mato Grosso. Segundo ele, o estado precisa avançar para além da exportação de commodities e fortalecer a agroindústria como estratégia de desenvolvimento econômico e geração de empregos.

“O setor precisa olhar cada vez mais para a agroindústria e fortalecê-la. Os grandes produtores e os grandes empreendedores de Mato Grosso também estão percebendo que não basta apenas exportar a nossa soja como commodity. Nós podemos exportá-la dessa forma, mas não vamos agregar todo o valor necessário a um produto tão importante para a nossa economia. Por isso, a agroindústria é fundamental, e eu fico muito feliz ao ver esse movimento acontecendo. Essas empresas estão vindo para a região do Araguaia e para Mato Grosso porque fazem um estudo minucioso da nossa região e do nosso estado e concluem que temos as potencialidades necessárias para o desenvolvimento da agroindústria. Isso é um sinal muito claro da força e do potencial da nossa região”, destacou o deputado estadual Dr. Eugênio.

O podcast também abordou o potencial de expansão da produção agropecuária na região do Araguaia e o processo de destravamento de áreas úmidas classificadas como de uso restrito. De acordo com o parlamentar, a possibilidade de utilização produtiva de áreas já consolidadas pode ampliar a produção sem a necessidade de novos desmatamentos, além de contribuir para a recuperação de áreas de pastagens degradadas.

“Recentemente, um estudioso mostrou com números e dados, que, se o Araguaia fosse um país, seria um dos países com maior crescimento percentual do planeta. A nossa região vem crescendo em um ritmo muito acelerado, inclusive acima de grandes economias. Enquanto o Brasil cresce pouco mais de 2%, o Araguaia cresceu mais de 11%. Isso mostra a força e a potencialidade da região. E o destravamento dessas áreas úmidas foi fundamental. Nós tínhamos cerca de 4,5 milhões de hectares classificados como áreas de uso restrito, inclusive com jazidas de calcário, principalmente no município de Cocalinho. Nessas áreas, o produtor de bovinos não podia vender para os frigoríficos, e os frigoríficos não podiam comprar. No caso da soja e do milho, as tradings também não compravam a produção por se tratar de áreas classificadas como de uso restrito.

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Agora, com o avanço desse processo de destravamento, vamos colocar 4,5 milhões de hectares à disposição do setor produtivo. E o mais importante é que não precisamos derrubar nenhuma árvore. São áreas já consolidadas, muitas delas de pastagens degradadas, que podem ser recuperadas e reativadas. Nos próximos dez anos, vamos transformar Araguaia em uma das regiões mais produtivas do estado, superando, inclusive, a região da BR-163 em produção de grãos. Esse é um sinal de que estamos no caminho certo, graças à organização do setor e às ações do governo, que estão criando condições para esse desenvolvimento”, abordou.

Ao longo da entrevista, Dr. Eugênio também compartilhou sua visão sobre as demandas dos produtores rurais e os desafios de infraestrutura enfrentados pelas regiões do interior. Apesar dos avanços recentes em obras de pavimentação e construção de pontes, ainda existem gargalos que precisam ser superados para garantir melhores condições de escoamento da produção.

“Na questão da pavimentação, das pontes e da infraestrutura, nós evoluímos bastante. Mas estamos prestes a enfrentar um problema que afeta todo o estado de Mato Grosso, e a região do Araguaia não é diferente: o impacto imediato dos pedágios, que estão sendo implantados com valores muito altos nas nossas rodovias. Mas ainda temos muitos gargalos que precisam ser destravados. Um deles é a BR-158, que continua sendo um problema muito sério e acaba criando uma espécie de divisão na região. Temos um Araguaia até Porto Alegre do Norte e outro Araguaia a partir de Porto Alegre do Norte.

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Não podemos continuar com essa divisão, e grande parte desse problema está relacionada à BR-158. O governo federal comemora a pavimentação de 12 quilômetros da rodovia. Mas ainda temos cerca de 198 quilômetros a serem pavimentados pelo contorno, que foi definido como alternativa ao traçado original da BR-158”, compartilhou o convidado.

Ao final do programa, o deputado estadual reafirmou seu apoio às pautas defendidas pelo setor produtivo e destacou sua posição contrária ao retorno do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), defendendo a manutenção da suspensão da cobrança como forma de reduzir a pressão sobre os produtores rurais em um cenário de custos elevados.

“Para finalizar, preciso ressaltar uma importante conquista, que ainda não comentamos: a suspensão do Fethab até dezembro. Produtor, pode ter certeza de que esse Fethab não volta mais. Agora, precisamos entender que, se o Estado de Mato Grosso mostrou que é capaz de se movimentar e funcionar sem o Fethab, não há razão para que esse tributo volte, especialmente neste momento de crise. O direito de cobrar o Fethab foi suspenso e, agora, o setor produtivo não pode simplesmente aceitar que ele volte. Nós vamos lutar para que isso não aconteça. O setor terá, aqui na Assembleia Legislativa, um guerreiro para defender essa pauta. O setor produtivo já contribuiu e ajudou a construir essa máquina de arrecadação por meio dos tributos. Por isso, neste momento, não há necessidade do retorno do Fethab. Conte comigo nessa luta”, salientou o deputado estadual Dr. Eugênio durante sua participação no Apro360.

O episódio integra a proposta do podcast de promover debates sobre temas relevantes para o agronegócio e aproximar produtores rurais, especialistas e representantes dos poderes públicos, ampliando o acesso a informações de interesse do setor. A entrevista completa está disponível nos canais oficiais da Aprosoja MT no YouTube e no Spotify.

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Política

Quase 10% da população de Mato Grosso é filiada a algum partido

Na comparação com os demais estados do Centro-Oeste e o Distrito Federal, Mato Grosso possui o segundo maior número de filiados a partidos políticos da região.

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Quase um em cada dez moradores de Mato Grosso possui filiação partidária. Um levantamento feito pelo Gazeta Digital, com dados da Justiça Eleitoral, mostra que o Estado soma 361.194 filiados a legendas políticas em 2026, o equivalente a 9,87% da população estimada em 3.658.649 habitantes. Em outros números, seria como se todos os habitantes de Várzea Grande (300.078) e Alta Floresta (62.158) fossem filiados.

Os 5 municípios com mais filiados são: Cuiabá (56.663), Rondonópolis (19.633), Várzea Grande (19.476), Sinop (13.434) e Barra do Garças (8.467). Já na lista de cidades com menos inscritos partidários são: Araguainha (414), Ponte Branca (529), Santa Rita do Trivelato (553), Figueirópolis d’Oeste (585) e Ribeirãozinho (589).

Na comparação com os demais estados do Centro-Oeste e o Distrito Federal, Mato Grosso possui o segundo maior número de filiados a partidos políticos da região. Com 361.194 eleitores vinculados a legendas, o Estado fica atrás apenas de Goiás, que reúne 665.410 filiados. Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul, com 297.365, e o Distrito Federal, com 213.493.

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O União Brasil lidera com folga o ranking de filiados, reunindo 51.577 integrantes. Em seguida aparecem MDB, com 37.801, e PL, com 33.062. Também figuram entre as maiores legendas o PSDB (28.673), PT (24.195), Cidadania (22.550), PRD (21.117), PP (20.279), PSB (19.488) e Podemos (18.049). Juntas, as dez maiores siglas reúnem cerca de 80% de todos os filiados mato-grossenses.

Na outra ponta estão partidos com presença bastante reduzida em Mato Grosso. O PSC tem apenas 30 filiados, seguido por PCO e PCB, ambos com 38, PSTU (83), UP (118), Missão (458) e Rede (462). Mesmo sendo legendas menores, todas mantêm representação formal junto à Justiça Eleitoral e podem disputar as eleições conforme as regras vigentes.

Confira o ranking

Partidos com mais filiados em MT

1. União Brasil – 51.577
2. MDB – 37.801
3. PL – 33.062
4. PSDB – 28.673
5. PT – 24.195
6. Cidadania – 22.550
7. PRD – 21.117
8. PP – 20.279
9. PSB – 19.488
10. Podemos – 18.049

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Entre os partidos de menor estrutura, os números são:

• PSC – 30
• PCO – 38
• PCB – 38
• PSTU – 83
• UP – 118
• Missão – 458
• Rede – 462

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