MOMENTO DE LUTO
Deputado Dr. Eugênio defende traslado gratuito, em óbito de pacientes regulados pelo estado
Proposta estabelece que estado assuma a responsabilidade pelo transporte intermunicipal do corpo, evitando desamparo à família em momento de luto.
/ Assessoria
Se um paciente regulado pelo estado de Mato Grosso morre em Cuiabá e o corpo precisa ser transportado para o município de Vila Rica (MT), o traslado custará aos parentes próximos cerca de R$ 10 mil. Nem toda família tem esse valor de imediato e, quando a situação se apresenta, os enlutados iniciam uma corrida desumana contra o tempo, sem o amparo do estado, apenas com o desejo de oferecer um sepultamento digno ao ente falecido.
Para o deputado estadual Dr. Eugênio (Republicanos), a situação é inaceitável e o Governo de Mato Grosso não pode negar socorro às famílias no momento de luto. Em 2020, o parlamentar apresentou um projeto de lei, que obriga o estado a oferecer gratuitamente o traslado de cadáveres e restos mortais humanos por óbitos de pacientes regulados pela Central de Regulação do Estado de Mato Grosso (CRUE).
Na prática, o projeto estabelece o transporte gratuito do corpo do paciente que faleceu durante tratamento em cidade diferente da sua de origem, enquanto estava regulado pelo serviço de saúde do estado. O custeio de despesas como o traslado e serviços funerários preparatórios seriam custeados por uma ação conjunta entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria de Estado de Assistência Social (SETASC).
O texto foi reapresentado em 2025, com coautoria do deputado Eduardo Botelho (MDB), chegou a ser sancionado, mas o Governo conseguiu, junto à Procuradoria-Geral do Estado (PGE/MT), alegar inconstitucionalidade, inviabilizando a aplicação da lei.
Agora, o deputado Dr. Eugênio está liderando um movimento parlamentar para defender e reapresentar o projeto.
“Se o estado foi incapaz de atender o paciente na região de origem e assumiu a responsabilidade por ele para transferi-lo a um grande centro, o estado não pode parar de dar assistência após o óbito. É dever do estado levar esse corpo de volta”, afirmou o parlamentar.
A defesa da proposta foi reforçada publicamente, na última terça-feira (5), durante reunião da Comissão de Saúde da ALMT, a qual o deputado Dr. Eugênio é presidente.
“Sugiro que nós façamos uma ação junto à PGE para mudar esse posicionamento. Isso é uma desumanidade com a população pobre. É humilhante para a pessoa que está sofrendo o luto.Nós não vamos desistir e estamos trabalhando um caminho para a voltar a discutir esse projeto”, disse.
Política
Deputada de Mato Grosso quer barrar trans em banheiros e esportes femininos
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Em meio a debates cada vez mais presentes no país sobre segurança, privacidade e regras claras em espaços femininos, a deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) apresentou na Câmara dos Deputados o projeto da chamada “Lei Cor de Rosa”. A proposta busca estabelecer critérios objetivos para garantir a proteção de mulheres em ambientes exclusivos, como banheiros, vestiários, alas prisionais, competições esportivas e políticas públicas criadas especificamente para o público feminino.
A parlamentar defende que o projeto nasce da necessidade de trazer mais ordenamento jurídico e evitar conflitos em temas que vêm gerando debates em diferentes partes do país. Na prática, o texto define que espaços e benefícios destinados exclusivamente às mulheres terão como critério o sexo biológico feminino.
A proposta também aborda situações consideradas sensíveis, principalmente em locais onde mulheres se encontram em condição de vulnerabilidade, como presídios, vestiários e ambientes íntimos. O entendimento é de que a criação de regras claras ajuda a preservar a integridade física, emocional e psicológica das mulheres.
No esporte, por exemplo, o texto reforça a defesa da igualdade competitiva nas categorias femininas. O projeto argumenta que diferenças físicas e musculares precisam ser consideradas para garantir equilíbrio e justiça nas disputas, tema que tem sido amplamente debatido no cenário internacional.
Outro ponto destacado é a preservação da finalidade original de políticas públicas criadas para mulheres, como cotas, programas assistenciais e ações afirmativas. A parlamentar frisa que esses mecanismos foram estruturados historicamente para enfrentar desigualdades concretas vividas pelas mulheres ao longo dos anos.
Ao apresentar o projeto, Coronel Fernanda afirma que a intenção não é promover divisão, mas ampliar o debate sobre proteção feminina e oferecer mais previsibilidade jurídica para situações que hoje acabam gerando conflitos e insegurança.
“A medida não busca restringir direitos individuais, mas assegurar efetividade às políticas públicas voltadas às mulheres e garantir segurança, privacidade e previsibilidade jurídica diante de um tema que tem provocado debates crescentes no país”, completou a deputada.
A proposta também abre espaço para uma discussão mais ampla sobre adaptações estruturais em espaços públicos e privados, incluindo alternativas como ambientes neutros ou terceiros banheiros, solução já debatida em diversos países como forma de conciliar inclusão, segurança e privacidade.
O projeto prevê ainda punições graduais para casos de descumprimento das regras, especialmente em situações que envolvam constrangimento, intimidação ou violência.
Para Coronel Fernanda, a proposta representa um avanço no fortalecimento de políticas de proteção às mulheres e no direito de frequentarem espaços exclusivos com mais tranquilidade, segurança e respeito.
“É o ordenamento que garante liberdade e harmonia. Um exemplo é a Lei Antifumo, que à época gerou polêmica e intenso debate, mas hoje está incorporada ao cotidiano e contribuiu para uma convivência mais equilibrada entre fumantes e não fumantes. “, finaliza a deputada.
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