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Política

Eleições: o que é permitido e o que é proibido nas redes sociais

Campanha eleitoral nas redes e riscos do uso de IA desafiam TSE, que criou regras específicas para o ambiente digital.

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Com a proximidade das eleições de 2026 e a pré-campanha já em andamento, o ambiente digital começa a fervilhar. Por isso, é preciso estar atento às regras sobre o que é permitido e o que é proibido em redes sociais, aplicativos de mensagens e demais plataformas de internet.

A importância da atuação digital é cada vez maior na disputa por votos, e os candidatos reconhecem no espaço virtual um meio combativo e efusivo de fazer campanha. O avanço no uso da tecnologia, porém, torna mais complexo o trabalho da Justiça Eleitoral na fiscalização das campanhas e no combate à desinformação e à disseminação de conteúdos falsos, manipulados ou descontextualizados.

Para proteger os eleitores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem atualizando as regras para disciplinar, entre outros pontos, o uso das redes sociais e da inteligência artificial (IA) pelos partidos, candidatos e provedores de internet.

Neste ano, pela primeira vez as campanhas para presidente, governador, senador e deputado deverão seguir norma do TSE que regulamenta o uso de IA na propaganda eleitoral. As regras foram estabelecidas nas eleições municipais em 2024 e atualizadas pela corte eleitoral.

É proibido, por exemplo, o uso de deepfakes (conteúdos fraudulentos produzidos por inteligência artificial de forma hiper-realista, com rostos e vozes manipuladas). E todo material produzido por IA deverá exibir um aviso, entre outras restrições.

Propaganda eleitoral

A propaganda eleitoral só será permitida a partir de 16 de agosto, inclusive na internet. As normas são definidas na Resolução TSE 23.610.

Assim como nas eleições de 2024, continua proibido o disparo de mensagens de conteúdo político-eleitoral em massa. Isso vale tanto para aplicativos de mensagens como para plataformas digitais.

O impulsionamento de conteúdo — prática de pagar para plataformas digitais (como Instagram, Facebook, TikTok ou Google) aumentarem a visibilidade de uma postagem — é permitido, mas tem que ser claramente identificado. Apenas candidatos, partidos, federações ou coligações podem contratar o serviço. Plataformas e provedores que oferecem o mecanismo devem ser cadastradas na Justiça Eleitoral e garantir que seja tecnicamente possível aos contratantes inserir o aviso de conteúdo impulsionado.

As  notícias falsas (fake news) e as publicações inverídicas estão na mira da Justiça Eleitoral, que pode determinar a remoção de conteúdo, a retirada de publicações ofensivas, dar direito de resposta e responsabilizar os envolvidos. Em alguns casos, o descumprimento das regras poderá acarretar a cassação do registro do candidato.

Inteligência artificial

Conteúdos gerados ou manipulados por IA ou tecnologia equivalente (chamados de conteúdos sintéticos multimídia) devem ser rotulados de forma explícita, destacada e acessível. O responsável pela propaganda precisa informar que o conteúdo foi fabricado ou manipulado e qual tecnologia foi utilizada, determina a regra eleitoral. Isso vale para áudios, vídeos, textos e imagens.

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No período que vai de 72 horas antes até 24 horas após o término do pleito, porém, é vedada a publicação ou a republicação de novos conteúdos sintéticos que usem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou de pessoa pública, mesmo que rotulados. A interdição vale tanto para publicação gratuita quanto para impulsionamento pago.

Durante todo o período eleitoral, é proibido o uso de deepfake para prejudicar ou para favorecer candidatura. A resolução do TSE define como deepfake o conteúdo sintético em áudio ou vídeo gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia.

Outras regras

Qualquer pessoa pode divulgar seu posicionamento político em redes sociais, blogs, sites pessoais e aplicativos, desde que não haja propaganda eleitoral antecipada. Mas a manifestação de eleitores poderá ser limitada quando houver ofensa à honra ou à imagem de candidatos, partidos, federações ou coligações, ou quando forem divulgados fatos sabidamente inverídicos.

A resolução do TSE também trata da atuação dos influenciadores digitais com grande alcance. Para eles, é permitido o apoio espontâneo, compartilhamentos orgânicos (boca a boca digital), uso de hashtags e mobilizações espontâneas em redes sociais. Mas os influenciadores não podem ser pagos para publicar propaganda eleitoral, nem receber vantagens econômicas para que os perfis promovam os candidatos.

Também é proibida propaganda eleitoral, mesmo que gratuita, em perfis de empresas, sites de pessoas jurídicas, páginas corporativas e canais institucionais. Outra regra, atualizada neste ano, é a proibição de assédio eleitoral em ambiente de trabalho, seja ele público ou privado.

Tendência crescente

A evolução da internet e das redes sociais mudou completamente a forma como as campanhas eleitorais são feitas, tanto no Brasil como em outros países, avalia o consultor legislativo do Senado Gilberto Guerzoni. Por isso, cada vez mais, os políticos devem enfatizar a presença nas redes sociais, estar mais próximos do eleitor no ambiente digital, porque os que não fazem isso têm mais dificuldade para se eleger. Nesse cenário, a propaganda eleitoral na Tv e rádio perde importância, observa:

— A audiência dos programas eleitorais no rádio e na televisão caiu significativamente nos últimos tempos, e o eleitor é muito mais atingido pelas redes sociais. Muda a forma como o eleitorado se informa, e não só sobre as matérias diretamente ligadas às eleições. O acesso à internet e a interação nas redes têm mudado a forma como as informações chegam à população. Isso influencia fortemente as campanhas eleitorais.

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Guerzoni alerta, no entanto, para os riscos da evolução da IA, que tem tornado cada vez mais difícil distinguir o que é produzido por inteligência artificial e o que é produzido de forma real e concreta, o que representa um risco sério para os eleitores.

— Não há dúvida de que a inteligência artificial é um grande desafio no processo eleitoral. Ao mesmo tempo que é um instrumento bastante importante, que permite que se trabalhe as campanhas eleitorais de uma forma diferente, ela tem um potencial muito grande de enganar o eleitor, de fazer o eleitor acreditar em coisas que não são reais.

Segundo o consultor, será preciso aprender a lidar com essa realidade e esclarecer a sociedade, cada vez mais, sobre o que está acontecendo.

— Não é algo fácil e vai se tornar cada vez mais difícil com a evolução da tecnologia, mas é um desafio que tem de ser enfrentado tanto pelos candidatos quanto como pelos órgãos de administração do processo eleitoral.

Como denunciar

Para combater irregularidades e crimes eleitorais, vários órgãos trabalham com canais de denúncia. Entre outras ações, o TSE conta com o Siade, uma ferramenta que possibilita o apontamento de fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados que possam interferir no processo eleitoral.

Pelo Siade, são emitidos alertas que serão verificados por uma equipe. Quando houver indicação de crimes ou ilícitos eleitorais de caráter administrativo, os alertas serão encaminhados às instâncias competentes. Saiba mais aqui.

Denúncias também podem ser feitas aos Ministérios Públicos de cada estado. Saiba mais aqui.

O Senado também possui um serviço oficial de combate à desinformação. No Senado Verifica, uma equipe de jornalistas apura a veracidade de conteúdos relacionados à Casa e à atividade legislativa.

Em março de 2022, o Senado assinou um protocolo de intenções para integrar o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral, o que acontece por meio do Senado Verifica. O serviço identifica conteúdos enganosos que circulam nas plataformas digitais e também oferece o esclarecimento técnico de forma ágil pelos canais oficiais.

Qualquer pessoa pode enviar postagens duvidosas sobre o processo eleitoral e sobre as eleições para o Senado.

As informações podem ser enviadas por WhatsApp (61 98190-0601), pelo telefone 0800 061 2211, pelo e-mail [email protected] ou por formulário de mensagem.

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Política

Araguaia pode superar BR-163 na produção de grãos, afirma Dr. Eugênio em podcast

O episódio integra a proposta do podcast de aproximar produtores rurais e representantes públicos, ampliando o acesso a informações de interesse do setor

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O Apro360, podcast da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), recebeu nesta quarta-feira (22.07) o deputado estadual Dr. Eugênio para um bate-papo sobre sua trajetória política, infraestrutura logística, desenvolvimento regional e os principais desafios e oportunidades para o fortalecimento do agronegócio mato-grossense.

“Não vamos derrubar nenhuma árvore”: saldo histórico na produção do Araguaia

Durante o episódio, o parlamentar destacou a importância da atuação conjunta entre o poder público e o setor produtivo para ampliar a industrialização de Mato Grosso. Segundo ele, o estado precisa avançar para além da exportação de commodities e fortalecer a agroindústria como estratégia de desenvolvimento econômico e geração de empregos.

“O setor precisa olhar cada vez mais para a agroindústria e fortalecê-la. Os grandes produtores e os grandes empreendedores de Mato Grosso também estão percebendo que não basta apenas exportar a nossa soja como commodity. Nós podemos exportá-la dessa forma, mas não vamos agregar todo o valor necessário a um produto tão importante para a nossa economia. Por isso, a agroindústria é fundamental, e eu fico muito feliz ao ver esse movimento acontecendo. Essas empresas estão vindo para a região do Araguaia e para Mato Grosso porque fazem um estudo minucioso da nossa região e do nosso estado e concluem que temos as potencialidades necessárias para o desenvolvimento da agroindústria. Isso é um sinal muito claro da força e do potencial da nossa região”, destacou o deputado estadual Dr. Eugênio.

O podcast também abordou o potencial de expansão da produção agropecuária na região do Araguaia e o processo de destravamento de áreas úmidas classificadas como de uso restrito. De acordo com o parlamentar, a possibilidade de utilização produtiva de áreas já consolidadas pode ampliar a produção sem a necessidade de novos desmatamentos, além de contribuir para a recuperação de áreas de pastagens degradadas.

“Recentemente, um estudioso mostrou com números e dados, que, se o Araguaia fosse um país, seria um dos países com maior crescimento percentual do planeta. A nossa região vem crescendo em um ritmo muito acelerado, inclusive acima de grandes economias. Enquanto o Brasil cresce pouco mais de 2%, o Araguaia cresceu mais de 11%. Isso mostra a força e a potencialidade da região. E o destravamento dessas áreas úmidas foi fundamental. Nós tínhamos cerca de 4,5 milhões de hectares classificados como áreas de uso restrito, inclusive com jazidas de calcário, principalmente no município de Cocalinho. Nessas áreas, o produtor de bovinos não podia vender para os frigoríficos, e os frigoríficos não podiam comprar. No caso da soja e do milho, as tradings também não compravam a produção por se tratar de áreas classificadas como de uso restrito.

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Agora, com o avanço desse processo de destravamento, vamos colocar 4,5 milhões de hectares à disposição do setor produtivo. E o mais importante é que não precisamos derrubar nenhuma árvore. São áreas já consolidadas, muitas delas de pastagens degradadas, que podem ser recuperadas e reativadas. Nos próximos dez anos, vamos transformar Araguaia em uma das regiões mais produtivas do estado, superando, inclusive, a região da BR-163 em produção de grãos. Esse é um sinal de que estamos no caminho certo, graças à organização do setor e às ações do governo, que estão criando condições para esse desenvolvimento”, abordou.

Ao longo da entrevista, Dr. Eugênio também compartilhou sua visão sobre as demandas dos produtores rurais e os desafios de infraestrutura enfrentados pelas regiões do interior. Apesar dos avanços recentes em obras de pavimentação e construção de pontes, ainda existem gargalos que precisam ser superados para garantir melhores condições de escoamento da produção.

“Na questão da pavimentação, das pontes e da infraestrutura, nós evoluímos bastante. Mas estamos prestes a enfrentar um problema que afeta todo o estado de Mato Grosso, e a região do Araguaia não é diferente: o impacto imediato dos pedágios, que estão sendo implantados com valores muito altos nas nossas rodovias. Mas ainda temos muitos gargalos que precisam ser destravados. Um deles é a BR-158, que continua sendo um problema muito sério e acaba criando uma espécie de divisão na região. Temos um Araguaia até Porto Alegre do Norte e outro Araguaia a partir de Porto Alegre do Norte.

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Não podemos continuar com essa divisão, e grande parte desse problema está relacionada à BR-158. O governo federal comemora a pavimentação de 12 quilômetros da rodovia. Mas ainda temos cerca de 198 quilômetros a serem pavimentados pelo contorno, que foi definido como alternativa ao traçado original da BR-158”, compartilhou o convidado.

Ao final do programa, o deputado estadual reafirmou seu apoio às pautas defendidas pelo setor produtivo e destacou sua posição contrária ao retorno do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), defendendo a manutenção da suspensão da cobrança como forma de reduzir a pressão sobre os produtores rurais em um cenário de custos elevados.

“Para finalizar, preciso ressaltar uma importante conquista, que ainda não comentamos: a suspensão do Fethab até dezembro. Produtor, pode ter certeza de que esse Fethab não volta mais. Agora, precisamos entender que, se o Estado de Mato Grosso mostrou que é capaz de se movimentar e funcionar sem o Fethab, não há razão para que esse tributo volte, especialmente neste momento de crise. O direito de cobrar o Fethab foi suspenso e, agora, o setor produtivo não pode simplesmente aceitar que ele volte. Nós vamos lutar para que isso não aconteça. O setor terá, aqui na Assembleia Legislativa, um guerreiro para defender essa pauta. O setor produtivo já contribuiu e ajudou a construir essa máquina de arrecadação por meio dos tributos. Por isso, neste momento, não há necessidade do retorno do Fethab. Conte comigo nessa luta”, salientou o deputado estadual Dr. Eugênio durante sua participação no Apro360.

O episódio integra a proposta do podcast de promover debates sobre temas relevantes para o agronegócio e aproximar produtores rurais, especialistas e representantes dos poderes públicos, ampliando o acesso a informações de interesse do setor. A entrevista completa está disponível nos canais oficiais da Aprosoja MT no YouTube e no Spotify.

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