SAFRA
Querência e São Félix do Araguaia estão entre os 20 maiores produtores de milho do Brasil; veja ranking
Juntos, eles produzem o equivalente a 21% de todo o cereal colhido no país
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As três safras de milho do ciclo 2025/26 devem chegar a 142,9 milhões de toneladas, de acordo com o último balanço da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Trata-se de uma produção recorde, 1,3% superior à da temporada passada, que já tinha sido histórica.
Contudo, a produtividade deste ano é levemente inferior, apontada em 6.326 kg por hectare (105,4 sacas/ha). Já a área é estimada em 22,6 milhões de hectares, incremento de 3,5% ante à campanha 2024/25.
Tais números são possíveis graças à pujança de grandes propriedades, cada vez mais tecnificadas e sustentáveis. Confira a lista dos 20 municípios que mais produzem milho no país, conforme o último levantamento Produção Agrícola Municipal (PAM), do IBGE, referente ao ano de 2024:

É possível notar que dos 20 municípios que mais produzem o cereal, 17 estão em Mato Grosso (85%), o que mostra uma concentração significativamente maior em relação aos locais que mais cultivam soja, com 11 mato-grossenses (55%).
Além disso, 16 deles colhem mais de 1 milhão de toneladas, com os quatro restantes muito próximos da marca. Juntos, os 20 somam 30,2 milhões de toneladas, o equivalente a 21% de todo o grão colhido pelo país.
De acordo com o estudo do IBGE, o milho foi produzido em 5.036 municípios brasileiros em 2024, ou seja, está presente em 90,3% das unidades político-administrativas do país, ao passo que a soja ocupa 47,3% desse espaço.
Agricultura
Fertilizantes mais caros elevam custo da safra e fazem calcário ganhar importância em Mato Grosso
Alta da ureia, do MAP e do cloreto de potássio pressiona orçamento dos produtores e aumenta a busca por estratégias capazes de melhorar o aproveitamento dos nutrientes e preservar a produtividade
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A alta dos preços dos fertilizantes está pressionando o custo de produção em Mato Grosso e levando produtores a rever o planejamento para a safra 2026/27. Com a piora na relação de troca e o encarecimento dos principais nutrientes utilizados no campo, a busca por maior eficiência no uso dos insumos ganhou espaço nas decisões das propriedades. Nesse contexto, o calcário passou a ser visto não apenas como um corretivo de solo, mas como uma ferramenta para reduzir desperdícios e melhorar o retorno dos investimentos em adubação.
Dados recentes do Banco Central mostram a dimensão da pressão. O preço de referência da ureia granular entregue no Brasil subiu 50% em maio deste ano, em comparação com a média registrada nos dois primeiros meses de 2026. No mesmo período, o fosfato monoamônico (MAP) acumulou valorização de 29,7%, enquanto o cloreto de potássio teve alta de 9,7%.
Os aumentos atingem diretamente o planejamento financeiro das propriedades, já que fertilizantes estão entre os principais componentes do custo de produção de culturas como soja e milho. Com os insumos mais caros, qualquer perda de eficiência na adubação representa um impacto maior sobre a rentabilidade da atividade.
Além da valorização dos produtos, o mercado internacional continua sujeito a instabilidades geopolíticas. As incertezas envolvendo rotas estratégicas de transporte marítimo no Oriente Médio, por exemplo, podem pressionar fretes, seguros e os custos das matérias-primas utilizadas na fabricação dos fertilizantes.
Estudos do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam que esse ambiente contribuiu para elevar o custo potencial da safra 2026/27, especialmente para culturas de grande importância econômica no estado, como soja e milho.
Calcário ganha espaço no planejamento
Diante desse cenário, a correção da acidez do solo ganha importância. A calagem melhora as condições químicas da terra, aumenta a disponibilidade de nutrientes e favorece o desenvolvimento das raízes. Na prática, um solo adequadamente corrigido permite que a planta aproveite melhor os fertilizantes aplicados.
É justamente essa relação que faz do calcário uma alternativa estratégica em momentos de pressão sobre os custos. A intenção não é substituir a adubação, mas melhorar sua eficiência e reduzir perdas, fazendo com que o investimento realizado em fertilizantes tenha maior aproveitamento pela lavoura.
A estratégia também ganha relevância porque o Brasil mantém forte dependência das importações de fertilizantes. A necessidade de buscar nutrientes no mercado externo deixa os produtores expostos às variações de preços internacionais, custos de transporte, câmbio e fatores geopolíticos que podem afetar a oferta.
Para o CEO do Grupo Reical, João Afonso, o comportamento do mercado mostra uma mudança na forma como os agricultores estão planejando os investimentos.
“A correção adequada do solo é um investimento que gera retorno durante várias safras. Quando o produtor trabalha com um solo corrigido, melhora o aproveitamento dos fertilizantes, reduz perdas, aumenta a disponibilidade de nutrientes e cria condições para alcançar maior produtividade. Em um período de custos elevados, essa estratégia se torna ainda mais importante”, afirma.
Segundo o executivo, outro movimento observado no mercado é a antecipação das compras de corretivos agrícolas. A medida permite aos agricultores se prepararem para o período de maior demanda e reduzirem os riscos relacionados à disponibilidade do produto.
“Percebemos um planejamento mais antecipado por parte dos produtores. O calcário deixou de ser visto apenas como uma operação de rotina e passou a ocupar um papel estratégico dentro do planejamento financeiro e agronômico das propriedades”, destaca.
Eficiência ganha peso nas decisões
Com a elevação dos custos dos fertilizantes, o desafio do produtor para a próxima safra não está apenas em comprar os insumos, mas em garantir que cada aplicação resulte no maior aproveitamento possível pelas plantas.
Nesse processo, a construção da fertilidade do solo ganha importância. Além de contribuir para o equilíbrio químico, a correção adequada favorece a atividade biológica e o desenvolvimento do sistema radicular, criando melhores condições para o desempenho das culturas.
Para empresas do setor de corretivos agrícolas, como o Grupo Reical, a conjuntura reforça uma tendência de maior atenção à qualidade do solo e à eficiência dos investimentos realizados no campo.
“Em um ambiente de custos elevados e maior busca por eficiência, a expectativa é de que o calcário continue desempenhando papel central nas decisões dos produtores rurais ao longo da preparação da safra 2026/27”, finaliza João Afonso.
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