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Policial

nora planejou morte de sogra e separou pedaço de madeira na noite anterior ao crime

Para a Justiça, a preparação, a espera pela vítima e o uso sucessivo de diferentes meios de violência são elementos que apontam para uma ação previamente pensada.

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A investigação sobre a morte da servidora pública Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, aponta que a nora dela, Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, teria planejado o crime na noite anterior ao assassinato. Segundo decisão da Justiça de Mato Grosso, ela teria cogitado matar a sogra, separado o pedaço de madeira que seria usado no ataque, no dia seguinte, ido até a residência da vítima.

Conforme os autos, Alessandra tinha acesso à chave da casa e teria aguardado Maria Aparecida na área dos fundos da residência. A vítima foi atacada com golpes na cabeça e, posteriormente, um fio de extensão elétrica teria sido utilizado no pescoço dela.

A informação consta da decisão do juiz Nelson Luiz Pereira Júnior, do Plantão da Comarca de Porto Alegre do Norte, que analisou os elementos reunidos pela Polícia Civil após o assassinato.

De acordo com o documento, a suspeita teria relatado durante o interrogatório que já havia cogitado cometer o crime na noite anterior. Ela teria separado o pedaço de madeira e, posteriormente, se deslocado até a casa da sogra, onde esperou pela vítima.

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A versão apresentada contrasta com o relato inicial atribuído a Alessandra, segundo o qual ela teria agido em meio ao desespero e sem planejamento. Para a Justiça, entretanto, a preparação, a espera pela vítima e o uso sucessivo de diferentes meios de violência são elementos que apontam para uma ação previamente pensada.

Depois do crime, Alessandra teria dito espontaneamente a um policial militar que havia acontecido “uma coisa horrível” com sua sogra. Na delegacia, ela confessou o assassinato e teria detalhado a motivação e a dinâmica do crime.

Segundo o relato registrado nos autos, Alessandra teria cometido o assassinato com a intenção de provocar sofrimento no companheiro e impedir o rompimento do relacionamento, tendo como alvo a mãe dele.

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Policial

Advogada é presa suspeita de mandar matar o marido por seguro de R$ 1 milhão

O biomédico e empresário Aurélio Campos de Oliveira foi morto em Goiatuba , no sul de Goiás. Segundo a polícia, ele foi morto com pauladas no rosto e tiro de arma de fogo.

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/ G1-GO

Uma advogada de 47 anos foi presa pela Polícia Civil, suspeita de ter planejado a morte do próprio marido por causa de um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão. Mais dois homens, de 27 e 30 anos, também foram presos, suspeitos de participação no homicídio. O biomédico e empresário Aurélio Campos de Oliveira, de 45 anos, foi morto em Goiatuba , no sul de Goiás.

Como as identidades dos suspeitos não foram divulgadas pela polícia, o g1 não conseguiu localizar as suas defesas.

De acordo com o delegado Patrick Carniel, Aurélio, que tinha uma laboratório, foi morto no dia 30 de abril. O corpo foi localizado abandonado em uma estrada de difícil acesso, na zona rural do município, dias depois.

Segundo a investigação, o empresário foi executado com pauladas no rosto e tiro de espingarda. De acordo com a Polícia Científica, a perícia identificou 26 perfurações no corpo, sendo a maioria causada por arma do tipo espingarda.

O corpo de Aurélio foi levado até a zona rural em um carro alugado, cujo aluguel estava em nome dele mesmo. O veículo também foi abandonado, mas em outro local, igualmente ermo.

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Dinâmica do crime

Segundo o delegado, antes de ser morto Aurélio recebeu uma substância de uso veterinário com propriedades sedativas. O objetivo, segundo a polícia, era deixá-lo vulnerável durante o crime.

Na noite do crime, por volta das 21h40, a esposa teria filmado o marido já deitado na cama, sedado, e enviado o vídeo para os comparsas. Os homens eram clientes dela e teriam participado da ação em troca de R$ 50 mil, que seriam divididos entre eles. O valor, contudo, segundo o delegado, não chegou a ser pago.

Pouco tempo depois, a mulher deixou a casa com a filha de 13 anos, fruto de outro relacionamento, para levá-la ao hospital. Enquanto ia ao hospital, os homens entraram na casa e mataram Aurélio.

As investigações também apontaram que a mulher teria se encontrado com os dois comparsas e entregado luvas para eles usarem durante o homicídio. Após o crime, os dois foram beber em um bar e pediram que a conta fosse paga pela esposa de Aurélio.

Segundo as investigações, por volta da 0h40 do dia 1º de maio, a mulher voltou para casa, após a retirada do corpo. Ela, então, fotografou o ambiente do crime e enviou as fotos para os comparsas, para indicar os rastros deixados pela execução. “O desaparecimento da vítima, contudo, somente foi comunicado às autoridades por volta das 6h”, afirmou a polícia, em nota.

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Pesquisas por venenos

De acordo com o delegado, fatos que aconteceram bem antes do crime apontam para uma ação planejada pela esposa, como pesquisas realizadas por ela na internet relacionadas a efeitos de plantas tóxicas e venenos.

Outro ponto que chamou a atenção da polícia foi que o seguro de vida de R$ 1 milhão em nome de Aurélio havia sido contratado cerca de quatro meses antes da morte, tendo a esposa como única beneficiária. Além disso, a mulher conseguiu convencê-lo a adotar a sua filha pouco tempo antes do crime.

A mulher e os comparsas foram presos preventivamente A Polícia Civil informou que as investigações ainda estão em andamento para o completo esclarecimento das circunstâncias do homicídio, além da exata participação individual de cada investigado.

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