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Agronegócio

Contran define regras para o trânsito de máquinas agrícolas em rodovias

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A Resolução nº 1.017/24, publicada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabelece novas regras para o trânsito de máquinas agrícolas em rodovias brasileiras. A medida, fruto de parceria entre o Ministério dos Transportes (MTrans) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), regulamenta o uso de tratores e equipamentos agrícolas em vias públicas, promovendo mais segurança e organização no setor.

A nova normativa introduz o Registro Nacional de Tratores e Máquinas Agrícolas (Renagro), que passa a ser obrigatório para determinados veículos agrícolas. O objetivo é padronizar e controlar o trânsito dessas máquinas em rodovias, garantindo maior segurança para produtores e demais usuários das vias.

Veja as principais mudanças:

  1. Registro obrigatório:
    • Tratores fabricados a partir de 1º de janeiro de 2016 devem ser registrados gratuitamente no sistema do Mapa. Esse registro será necessário para que as máquinas possam circular em vias públicas.
    • Veículos fabricados até 31 de dezembro de 2015 poderão ser registrados de forma opcional no Renavam ou no Renagro.
  2. Requisitos técnicos para circulação:
    • Máquinas agrícolas que transitarem em rodovias devem atender a critérios específicos, como:
      • Largura máxima: 3,20 metros.
      • Velocidade máxima: 40 km/h em vias pavimentadas.
  3. Isenção de autorização especial:
    • Equipamentos que cumprirem os requisitos de registro e dimensões não precisarão da Autorização Especial de Trânsito (AET) para circular.
  4. Sinalização obrigatória:
    • As máquinas devem contar com sinalização especial para alertar outros motoristas e aumentar a segurança no trânsito.

Na prática, a resolução oferece maior clareza sobre como máquinas agrícolas podem circular em rodovias, reduzindo riscos de penalidades ou acidentes. O registro no Renagro será gratuito para máquinas mais recentes, simplificando o processo para o produtor.

Além disso, a dispensa da AET para máquinas que atendam aos critérios evita burocracias e custos adicionais. Por outro lado, produtores que utilizam máquinas mais antigas, fabricadas antes de 2016, têm a opção de registrar seus veículos de forma facultativa, mas ainda precisam seguir as normas de sinalização e dimensões para circulação.

Com as mudanças, o produtor rural terá mais segurança jurídica para deslocar maquinários entre propriedades ou para prestar serviços, o que pode otimizar a logística das operações agrícolas.

A resolução também reforça a necessidade de adequação das máquinas às normas técnicas, garantindo a convivência harmoniosa entre veículos agrícolas e demais usuários das rodovias brasileiras.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Em 20 anos, agronegócio mais que dobrou empregos em Mato Grosso

Segundo o Imea, a geração de emprego no setor saltou de 173 mil em 2006 para uma estimativa de 449 mil em 2026.

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 / Diário de Cuiabá

O agronegócio mato-grossense consolida, ano após ano, sua força como gerador de oportunidades, sustentado por um crescimento consistente no número de trabalhadores ao longo das últimas décadas.

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta que o total de empregos no setor mais que dobrou, saltando de cerca de 173 mil em 2006 para uma estimativa de 449 mil em 2026.

O avanço revela não apenas a expansão da produção, mas também a capacidade do agro de absorver mão de obra e acompanhar o desenvolvimento econômico do estado.

Nos últimos anos, esse movimento ganhou ainda mais intensidade.

A partir de 2021, o setor passou a registrar um ritmo mais acelerado de geração de empregos, refletindo o aumento da produtividade, a ampliação das áreas cultivadas e o fortalecimento da cadeia produtiva.

O cenário reforça o papel estratégico do agro na criação de oportunidades, impactando desde as atividades no campo até os diversos elos que dão suporte à produção, como transporte, armazenagem e serviços.

Nesse contexto, a atuação da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) é fundamental para fortalecer o produtor rural e garantir condições para o crescimento sustentável do setor.

A entidade desenvolve ações voltadas à capacitação, assistência técnica, defesa de interesses e promoção de iniciativas que contribuem para a eficiência da produção.

O vice-presidente Norte da Aprosoja MT, Diogo Balistieri, explica que o agronegócio exerce um papel central na geração de empregos ao impulsionar não apenas as atividades dentro das propriedades rurais, mas toda uma cadeia produtiva que envolve transporte, armazenagem, indústria e serviços.

Segundo ele, esse alcance faz com que o impacto do setor ultrapasse os limites do campo, contribuindo diretamente para a economia dos municípios e para a criação de oportunidades também nas áreas urbanas.

“O agro brasileiro, especialmente o mato-grossense, tem gerado diversos empregos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva, principalmente com a industrialização das matérias-primas produzidas no campo. Onde o agro chega, há aumento de renda e da oferta de emprego. Os índices de desenvolvimento são maiores nas áreas agrícolas, mostrando e comprovando que, onde há agro, há pleno emprego e desenvolvimento”, destaca o vice-presidente.

Além da geração de empregos, o agronegócio também se destaca pelo peso na economia mato-grossense, sendo responsável por mais da metade da atividade econômica do estado.

A forte participação do setor evidencia como o desempenho do agro está diretamente ligado ao desenvolvimento regional, impulsionando investimentos, movimentando diferentes segmentos e criando um ambiente favorável à expansão das oportunidades de trabalho.

O 2º Diretor Administrativo da Aprosoja MT, Jorge Diego Giacomelli, ressalta que, ao apoiar o produtor e atuar em pautas estratégicas, a Aprosoja MT também estimula o desenvolvimento da cadeia produtiva, refletindo diretamente na ampliação de empregos e na geração de renda em todo o estado.

“A Aprosoja MT tem um papel importantíssimo na manutenção do produtor rural, garantindo que ele se mantenha ativo, fortalecido e unido enquanto classe. E, consequentemente, ao manter essa classe produtora em plena atividade, desenvolvendo seu trabalho e gerando riqueza, contribui-se para um agro mais forte, um estado mais fortalecido e uma economia mais pujante”, comple Giacomelli.

Diante desse cenário, o agronegócio reafirma seu papel como um dos principais vetores de desenvolvimento de Mato Grosso, não apenas pela força produtiva, mas pela capacidade de gerar oportunidades e sustentar milhares de famílias.

O dados, segundo a entidade, evidenciam que investir no fortalecimento do setor é também investir na criação de empregos, na dinamização da economia e no futuro do Estado, consolidando o agro como peça-chave para um crescimento sólido e contínuo.

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