CONDENAÇÃO
Emboscada, tortura e morte: sete faccionados recebem penas que somam 192 anos de prisão em cidade no Araguaia
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O Tribunal do Júri de Água Boa condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa. O julgamento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
De acordo com denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos integravam uma organização criminosa com atuação na região. Conforme a investigação, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024, em uma residência localizada no município de Nova Nazaré. A vítima foi atraída para uma emboscada, morta por motivo torpe e submetida a meio cruel de execução.
Antes do homicídio, Allan Davi e o amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos em cárcere privado por várias horas. Segundo o Ministério Público, os dois foram atraídos para a residência sob o pretexto de um encontro com integrantes da facção. Após chegarem ao local e consumirem entorpecentes com algumas das acusadas, foram surpreendidos por outros integrantes do grupo, que chegaram armados, tomaram seus celulares e os impediram de deixar o imóvel.
As investigações apontaram que a execução foi motivada pela suspeita de que Allan integrasse uma facção rival. A desconfiança surgiu após uma publicação feita pela vítima em uma rede social. A partir daí, integrantes da organização criminosa passaram a monitorar Allan, planejaram uma emboscada e acionaram lideranças da facção para decidir o destino da vítima. Durante horas, Allan e Lucas foram submetidos a ameaças e intensa pressão psicológica enquanto os acusados analisavam o conteúdo de seus aparelhos celulares e buscavam obter uma suposta confissão.
Ainda conforme a denúncia, após a autorização para a execução, Allan Davi foi asfixiado com um lençol por integrantes do grupo. Em seguida, parte dos envolvidos transportou o corpo para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde o cadáver foi enterrado em uma cova rasa. A vítima foi decapitada no local, circunstância que embasou o reconhecimento da qualificadora do meio cruel. Enquanto isso, Lucas Orescio permaneceu sob vigilância dos criminosos e, ao ser liberado, teria sido ameaçado para não revelar o que havia ocorrido.
Entre os condenados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois crimes de tortura e organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos de reclusão e 20 dias-multa; Yara Yasmin Vilava Alves, a 28 anos de reclusão e 10 dias-multa; Diego Oliveira dos Santos, a 28 anos e oito meses de reclusão e 20 dias-multa; Ana Julia Xavier Morais, a 26 anos de reclusão e 20 dias-multa; Eduardo Ribeiro da Silva, a 25 anos de reclusão e 10 dias-multa; e Mathias Xavier Campos, a 20 anos de reclusão e 20 dias-multa.
Todos os condenados deverão cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade e manteve as prisões preventivas dos réus.
Agua Boa
Cantinho da Cegonha proporciona momentos inesquecíveis para gestantes de Água Boa
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As participantes do projeto Cantinho da Cegonha, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania de Água Boa, viveram dias especiais repletos de emoção, acolhimento e valorização da maternidade. Em duas ações marcantes realizadas nos últimos dias, as futuras mamães tiveram a oportunidade de participar de uma pintura gestacional personalizada e de um ensaio fotográfico profissional, experiências que ficarão guardadas para sempre em suas memórias.
Na sexta-feira (19) e segunda-feira (22), as gestantes participaram da atividade de pintura gestacional conduzida pela artesã do CRAS, Jemima Buarque. Cada pintura foi cuidadosamente elaborada de acordo com o tema escolhido pela própria gestante, incluindo o nome do bebê e elementos que representam os sonhos e expectativas para a chegada da criança.
Como explicado pela artesã, mais do que uma expressão artística, a pintura gestacional proporciona momentos de relaxamento, bem-estar emocional e fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê. Segundo a coordenadora do projeto, Márcia Andreia Martins, a atividade tem sido recebida com muito entusiasmo pelas participantes.
Após a pintura, as futuras mamães seguiram para a Praça da Cultura, onde foram realizados registros fotográficos pela prefeitura, para eternizar cada obra de arte criada sobre as barrigas. As imagens capturaram toda a sensibilidade, a beleza e a emoção desse momento tão especial da gestação.
Outro destaque da programação foi o tradicional ensaio fotográfico do Cantinho da Cegonha, realizado na segunda (22) e terça-feira (23). A ação acontece desde 2019 graças ao trabalho voluntário da fotógrafa Roberta Naves, que mais uma vez abriu as portas de seu estúdio para receber as gestantes com todo carinho e dedicação.
Desde 2021, a consultora de beleza Juliani Hartmann também integra essa corrente de solidariedade, contribuindo com a maquiagem profissional para valorizar ainda mais a autoestima das futuras mamães durante a sessão de fotos.
Além de registrar a beleza da gravidez, o ensaio busca fortalecer os laços afetivos entre mãe e bebê e proporcionar uma lembrança inesquecível desse período tão significativo. Para tornar a experiência ainda mais especial, Roberta disponibiliza roupas, cenários e presenteia cada participante com fotos reveladas.
Márcia Andreia destacou a importância da parceria voluntária para o sucesso da iniciativa.
“A Roberta realiza esse trabalho com o maior carinho do mundo, disponibilizando roupas, cenário e toda a sessão fotográfica para nossas gestantes. A Juliani também se dedica com muito amor e talento. O trabalho delas, em parceria com a Assistência Social, é simplesmente maravilhoso. Somos muito gratos por todo esse carinho dedicado às mamães do Cantinho da Cegonha”, ressaltou.
As fotografias produzidas durante o ensaio serão entregues no encerramento do projeto, juntamente com kits de artesanato personalizados confeccionados pelas próprias gestantes durante as oficinas oferecidas pelo Cantinho da Cegonha, além de um kit oferecido pelo projeto com roupas e itens para o bebê.
Por meio de ações como essas, o projeto segue promovendo acolhimento, fortalecimento de vínculos e valorização da maternidade, proporcionando experiências únicas e lembranças que acompanharão essas famílias por toda a vida.
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