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VACINAÇÃO

Vacinação nas escolas registra queda no total de doses aplicadas em relação ao ano passado

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A Prefeitura Municipal de Água Boa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou o balanço das ações de vacinação realizadas em ambiente escolar durante o primeiro semestre de 2026. Ao todo, foram atendidas 862 pessoas, com 884 vacinas administradas, sendo 779 doses da vacina contra a Influenza e 2 certificados emitidos.

Apesar do trabalho realizado pelas equipes de saúde nas unidades escolares, os dados apontam uma queda no total de doses aplicadas em comparação ao mesmo período do ano passado. No primeiro semestre de 2025, foram atendidos 776 alunos e aplicadas 1.007 doses. Já em 2026, mesmo com maior número de pessoas atendidas, o total de vacinas administradas foi menor.

O levantamento também chama a atenção para a baixa adesão em algumas unidades escolares. Em determinadas escolas, o número de vacinados foi muito reduzido e, em alguns casos, não houve aplicação de nenhuma dose durante a ação, como registrado no Colégio Cooperensino e na Escola Estadual Militar.

Outras unidades também apresentaram números considerados baixos, reforçando a necessidade de maior participação dos pais e responsáveis na atualização da caderneta vacinal das crianças e adolescentes.

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A Secretaria Municipal de Saúde destaca que as ações nas escolas têm como objetivo facilitar o acesso à vacinação e ampliar a proteção dos estudantes. No entanto, a imunização depende também da autorização e do compromisso das famílias em manter as vacinas em dia.

As vacinas continuam disponíveis no Centro de Imunização. Pais e responsáveis que ainda não atualizaram a caderneta vacinal dos filhos devem procurar a unidade levando o cartão de vacinação, para que a equipe possa avaliar a situação e aplicar as doses necessárias.

Manter a vacinação em dia é uma forma segura e eficaz de prevenir doenças, proteger os estudantes e contribuir para a saúde de toda a comunidade escolar.

Vacinar é um ato de cuidado, responsabilidade e proteção coletiva.

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Agua Boa

Emboscada, tortura e morte: sete faccionados recebem penas que somam 192 anos de prisão em cidade no Araguaia

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O Tribunal do Júri de Água Boa condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa. O julgamento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

De acordo com denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos integravam uma organização criminosa com atuação na região. Conforme a investigação, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024, em uma residência localizada no município de Nova Nazaré. A vítima foi atraída para uma emboscada, morta por motivo torpe e submetida a meio cruel de execução.

Antes do homicídio, Allan Davi e o amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos em cárcere privado por várias horas. Segundo o Ministério Público, os dois foram atraídos para a residência sob o pretexto de um encontro com integrantes da facção. Após chegarem ao local e consumirem entorpecentes com algumas das acusadas, foram surpreendidos por outros integrantes do grupo, que chegaram armados, tomaram seus celulares e os impediram de deixar o imóvel.

As investigações apontaram que a execução foi motivada pela suspeita de que Allan integrasse uma facção rival. A desconfiança surgiu após uma publicação feita pela vítima em uma rede social. A partir daí, integrantes da organização criminosa passaram a monitorar Allan, planejaram uma emboscada e acionaram lideranças da facção para decidir o destino da vítima. Durante horas, Allan e Lucas foram submetidos a ameaças e intensa pressão psicológica enquanto os acusados analisavam o conteúdo de seus aparelhos celulares e buscavam obter uma suposta confissão.

Ainda conforme a denúncia, após a autorização para a execução, Allan Davi foi asfixiado com um lençol por integrantes do grupo. Em seguida, parte dos envolvidos transportou o corpo para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde o cadáver foi enterrado em uma cova rasa. A vítima foi decapitada no local, circunstância que embasou o reconhecimento da qualificadora do meio cruel. Enquanto isso, Lucas Orescio permaneceu sob vigilância dos criminosos e, ao ser liberado, teria sido ameaçado para não revelar o que havia ocorrido.

Entre os condenados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois crimes de tortura e organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos de reclusão e 20 dias-multa; Yara Yasmin Vilava Alves, a 28 anos de reclusão e 10 dias-multa; Diego Oliveira dos Santos, a 28 anos e oito meses de reclusão e 20 dias-multa; Ana Julia Xavier Morais, a 26 anos de reclusão e 20 dias-multa; Eduardo Ribeiro da Silva, a 25 anos de reclusão e 10 dias-multa; e Mathias Xavier Campos, a 20 anos de reclusão e 20 dias-multa.

Todos os condenados deverão cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade e manteve as prisões preventivas dos réus.

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