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AGRO

Região de Querência, Canarana e Água Boa se torna a segunda maior produtora de grãos de Mato Grosso

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A região Nordeste de Mato Grosso, composta por 22 municípios, incluindo Canarana, Querência e Água Boa, alcançou um marco significativo ao se tornar a segunda maior produtora de grãos do estado, ultrapassando a região Sudeste. Atualmente, a liderança permanece com a região Médio-Norte, que possui uma previsão de produção de 31,84 milhões de toneladas na safra 2024/25, distribuídas entre soja (13,7 mi/t) e milho (18,14 mi/t).

Para a mesma safra, a região Nordeste projeta uma colheita de 16,05 milhões de toneladas, sendo 9,2 mi/t de soja e 6,85 mi/t de milho, o que representa 16,57% da produção estadual. Esses dados evidenciam a ascensão do Nordeste, que, devido à disponibilidade de áreas com pastagens degradadas, possui um grande potencial para expansão agrícola. Em comparação, a região Sudeste espera colher 16,03 milhões de toneladas, com 9,2 mi/t de soja e 6,83 mi/t de milho.

Dentro do Nordeste de Mato Grosso, Querência destaca-se como o município com a maior área plantada de soja, ultrapassando 400 mil hectares. Logo em seguida, Canarana ocupa a segunda posição, com 350 mil hectares dedicados à cultura da soja. Já Água Boa semeou 250 mil hectares com a oleaginosa. São Félix do Araguaia e Gaúcha do Norte são outros dois grandes produtores de grãos na região.

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No contexto estadual, Mato Grosso tem uma previsão de colher 45,85 milhões de toneladas de soja e 48 milhões de toneladas de milho na safra 2024/25, alcançando quase 100 mi/t nas duas principais culturas (93,85). Esses números reforçam a posição do estado como líder na produção de grãos no Brasil.

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Agronegócio

Em 20 anos, agronegócio mais que dobrou empregos em Mato Grosso

Segundo o Imea, a geração de emprego no setor saltou de 173 mil em 2006 para uma estimativa de 449 mil em 2026.

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 / Diário de Cuiabá

O agronegócio mato-grossense consolida, ano após ano, sua força como gerador de oportunidades, sustentado por um crescimento consistente no número de trabalhadores ao longo das últimas décadas.

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta que o total de empregos no setor mais que dobrou, saltando de cerca de 173 mil em 2006 para uma estimativa de 449 mil em 2026.

O avanço revela não apenas a expansão da produção, mas também a capacidade do agro de absorver mão de obra e acompanhar o desenvolvimento econômico do estado.

Nos últimos anos, esse movimento ganhou ainda mais intensidade.

A partir de 2021, o setor passou a registrar um ritmo mais acelerado de geração de empregos, refletindo o aumento da produtividade, a ampliação das áreas cultivadas e o fortalecimento da cadeia produtiva.

O cenário reforça o papel estratégico do agro na criação de oportunidades, impactando desde as atividades no campo até os diversos elos que dão suporte à produção, como transporte, armazenagem e serviços.

Nesse contexto, a atuação da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) é fundamental para fortalecer o produtor rural e garantir condições para o crescimento sustentável do setor.

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A entidade desenvolve ações voltadas à capacitação, assistência técnica, defesa de interesses e promoção de iniciativas que contribuem para a eficiência da produção.

O vice-presidente Norte da Aprosoja MT, Diogo Balistieri, explica que o agronegócio exerce um papel central na geração de empregos ao impulsionar não apenas as atividades dentro das propriedades rurais, mas toda uma cadeia produtiva que envolve transporte, armazenagem, indústria e serviços.

Segundo ele, esse alcance faz com que o impacto do setor ultrapasse os limites do campo, contribuindo diretamente para a economia dos municípios e para a criação de oportunidades também nas áreas urbanas.

“O agro brasileiro, especialmente o mato-grossense, tem gerado diversos empregos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva, principalmente com a industrialização das matérias-primas produzidas no campo. Onde o agro chega, há aumento de renda e da oferta de emprego. Os índices de desenvolvimento são maiores nas áreas agrícolas, mostrando e comprovando que, onde há agro, há pleno emprego e desenvolvimento”, destaca o vice-presidente.

Além da geração de empregos, o agronegócio também se destaca pelo peso na economia mato-grossense, sendo responsável por mais da metade da atividade econômica do estado.

A forte participação do setor evidencia como o desempenho do agro está diretamente ligado ao desenvolvimento regional, impulsionando investimentos, movimentando diferentes segmentos e criando um ambiente favorável à expansão das oportunidades de trabalho.

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O 2º Diretor Administrativo da Aprosoja MT, Jorge Diego Giacomelli, ressalta que, ao apoiar o produtor e atuar em pautas estratégicas, a Aprosoja MT também estimula o desenvolvimento da cadeia produtiva, refletindo diretamente na ampliação de empregos e na geração de renda em todo o estado.

“A Aprosoja MT tem um papel importantíssimo na manutenção do produtor rural, garantindo que ele se mantenha ativo, fortalecido e unido enquanto classe. E, consequentemente, ao manter essa classe produtora em plena atividade, desenvolvendo seu trabalho e gerando riqueza, contribui-se para um agro mais forte, um estado mais fortalecido e uma economia mais pujante”, comple Giacomelli.

Diante desse cenário, o agronegócio reafirma seu papel como um dos principais vetores de desenvolvimento de Mato Grosso, não apenas pela força produtiva, mas pela capacidade de gerar oportunidades e sustentar milhares de famílias.

O dados, segundo a entidade, evidenciam que investir no fortalecimento do setor é também investir na criação de empregos, na dinamização da economia e no futuro do Estado, consolidando o agro como peça-chave para um crescimento sólido e contínuo.

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