VACINAÇÃO
Vacinação contra a Dengue está acontecendo em Água Boa para público de 10 a 14 anos
Imunização será realizada no Centro Municipal de Imunização; município tem cerca de 2 mil adolescentes aptos a receber as duas doses da vacina
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A Prefeitura de Água Boa começou na sexta-feira (13) a vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos. A aplicação das doses será realizada no Centro Municipal de Imunização e faz parte das estratégias de enfrentamento à doença no município.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o público-alvo deverá receber duas doses da vacina, com intervalo de três meses (90 dias) entre elas. Em Água Boa, cerca de 2 mil adolescentes estão aptos a receber o imunizante.
A vacinação é considerada uma das principais formas de prevenção contra a dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e que pode causar febre alta, dores intensas no corpo, mal-estar e, em casos mais graves, levar à internação. A vacina contribui para reduzir o risco de complicações e das formas graves da enfermidade, além de fortalecer a proteção coletiva.
A Secretaria de Saúde alerta que a vacina é contraindicada para pacientes imunossuprimidos. Outra orientação importante é que crianças e adolescentes que já tiveram dengue devem aguardar o período de seis meses após a infecção para receber a dose.
Para a imunização, é necessário que o menor esteja acompanhado por um adulto, portando documento pessoal e a carteira de vacinação. Após a aplicação, é recomendada a permanência no local para observação, a fim de identificar possíveis reações adversas.
Pessoas com histórico de reações alérgicas graves a medicamentos, alimentos ou outras vacinas devem permanecer em observação por pelo menos 30 minutos. Já aqueles sem histórico de alergias graves devem aguardar, no mínimo, 15 minutos após a vacinação.
O Dia D de mobilização será divulgado em breve e deve ocorrer ainda neste mês de fevereiro. A orientação é que pais e responsáveis não deixem para a última hora e garantam a proteção dos filhos contra a dengue.
Agua Boa
Emboscada, tortura e morte: sete faccionados recebem penas que somam 192 anos de prisão em cidade no Araguaia
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O Tribunal do Júri de Água Boa condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa. O julgamento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
De acordo com denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos integravam uma organização criminosa com atuação na região. Conforme a investigação, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024, em uma residência localizada no município de Nova Nazaré. A vítima foi atraída para uma emboscada, morta por motivo torpe e submetida a meio cruel de execução.
Antes do homicídio, Allan Davi e o amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos em cárcere privado por várias horas. Segundo o Ministério Público, os dois foram atraídos para a residência sob o pretexto de um encontro com integrantes da facção. Após chegarem ao local e consumirem entorpecentes com algumas das acusadas, foram surpreendidos por outros integrantes do grupo, que chegaram armados, tomaram seus celulares e os impediram de deixar o imóvel.
As investigações apontaram que a execução foi motivada pela suspeita de que Allan integrasse uma facção rival. A desconfiança surgiu após uma publicação feita pela vítima em uma rede social. A partir daí, integrantes da organização criminosa passaram a monitorar Allan, planejaram uma emboscada e acionaram lideranças da facção para decidir o destino da vítima. Durante horas, Allan e Lucas foram submetidos a ameaças e intensa pressão psicológica enquanto os acusados analisavam o conteúdo de seus aparelhos celulares e buscavam obter uma suposta confissão.
Ainda conforme a denúncia, após a autorização para a execução, Allan Davi foi asfixiado com um lençol por integrantes do grupo. Em seguida, parte dos envolvidos transportou o corpo para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde o cadáver foi enterrado em uma cova rasa. A vítima foi decapitada no local, circunstância que embasou o reconhecimento da qualificadora do meio cruel. Enquanto isso, Lucas Orescio permaneceu sob vigilância dos criminosos e, ao ser liberado, teria sido ameaçado para não revelar o que havia ocorrido.
Entre os condenados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois crimes de tortura e organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos de reclusão e 20 dias-multa; Yara Yasmin Vilava Alves, a 28 anos de reclusão e 10 dias-multa; Diego Oliveira dos Santos, a 28 anos e oito meses de reclusão e 20 dias-multa; Ana Julia Xavier Morais, a 26 anos de reclusão e 20 dias-multa; Eduardo Ribeiro da Silva, a 25 anos de reclusão e 10 dias-multa; e Mathias Xavier Campos, a 20 anos de reclusão e 20 dias-multa.
Todos os condenados deverão cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade e manteve as prisões preventivas dos réus.
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