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EX- PREFEITO DE CAMPINÁPOLIS

Com bens bloqueados, grupo de ex-prefeito tem falência decretada pela Justiça

Decisão da 4ª Vara Cível de Rondonópolis inabilita empresários para atividades comerciais após descumprimento de regras de recuperação judicial.

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O juiz Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, da 4ª Vara Cível de Rondonópolis, decretou a falência do grupo de produtores rurais composto pelo ex-prefeito de Campinápolis (474 km de Cuiabá), José Bueno Vilela, além de Ana Lucia Correia Cação Bueno, Luciana Cação Vilela Bueno e Débora Henrique de Araújo. A decisão, proferida no âmbito de um processo de recuperação judicial que tramitava desde 2023, foi motivada pelo descumprimento sistemático de obrigações contábeis e financeiras por parte dos devedores.

Conforme os autos, o administrador judicial informou que o grupo deixou de apresentar demonstrações contábeis indispensáveis e não efetuou o pagamento de sua remuneração. Mesmo após ser intimado em março de 2025 para regularizar as pendências em cinco dias, o grupo permaneceu inerte.

Em setembro do mesmo ano, uma nova oportunidade foi dada, mas o inadimplemento persistiu por quase um ano até a prolação da sentença.Em sua fundamentação, o magistrado destacou que a transparência contábil é um requisito estrutural para que credores e o Judiciário avaliem a real situação da empresa. “A ausência de apresentação oportuna indica, com elevado grau de probabilidade, a inexistência ou inconsistência dos dados”, pontuou o juiz, classificando a falha como uma irregularidade “grave e insanável”.

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Com a decretação da falência, o juiz determinou a suspensão de todas as ações e execuções contra os falidos e proibiu qualquer ato de disposição ou venda de bens sem autorização judicial. Os produtores, que possuem sedes profissionais nas fazendas Santa Luzia e São Gabriel do Cachoeirão, em Campinápolis, devem apresentar em cinco dias uma lista atualizada de todos os credores.

A sentença também determina que as inscrições dos empresários nos órgãos de registro passem a conter a expressão “falido”, o que os inabilita para exercer qualquer atividade empresarial até que suas obrigações sejam extintas. O administrador judicial, Caio Almeida, continuará à frente da massa falida para proceder à arrecadação e venda de bens para o pagamento dos credores.

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A Copa do Mundo mais cara da história para os torcedores

Ingresso da final pode chegar a custar R$ 950 mil.

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 / G1

Você pagaria quase 1 milhão de reais para ver a final da Copa do Mundo?

Neste ano teremos a Copa mais cara da história para os torcedores. A Fifa espera arrecadar um recorde de US$ 3 bilhões com a venda de ingressos.

O ticket mais barato para a final custa quase R$ 21 mil. Sete vezes mais caro que na última edição. E grupos de torcedores já se organizam em protesto.

“Fiquei chocado com o nível de ganância, para ser sincero”, diz um torcedor dos EUA. “Acho que deveríamos boicotar esta Copa do Mundo”, afirma outro, do Senegal.

Nesta edição, a Fifa está aplicando preços dinâmicos. Isso significa que os valores dos ingressos variam de acordo com a demanda em tempo real, atingindo preços recorde

Além disso, a revenda de ingressos não tem regulação nos Estados Unidos nem no Canadá. Com isso, sites já anunciam ingressos para a final por até € 163 mil, ou R$ 950 mil.

Embora a Fifa diga que os preços refletem a demanda, grupos de torcedores criticam a falta de limites e regulação.

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O torcedor dos EUA Adaer Melgar pagou US$ 3.400 por seis ingressos. Ele começou a economizar há oito anos.

“Eu cheguei a abrir uma conta bancária separada, onde comecei a depositar US$ 100 por mês, pouco a pouco. Mesmo com esse planejamento e me preparando por alguns anos, foi muito mais caro do que eu esperava”, conta.

“Paguei quase US$ 500 por ingresso da fase de grupos. Também reservei um hostel em San Francisco e um motel em Dallas. Isso me custou cerca de US$ 150 por noite”, diz Mohammad Shakour, torcedor da Jordânia em sua primeira Copa.

Além disso, torcedores de algumas nacionalidades sequer podem comparecer devido a restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos.

“Se não somos aceitos como torcedores, nossas seleções não deveriam ir – e deveríamos realmente boicotar o torneio. Sem torcedores, não existe esporte, não existe entretenimento”, afirma uma torcedora do Senegal.

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