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Cidades

TJ mantém absolvição de ex-governador em ação de R$ 8 milhões

O ex-governador teria autorizado a venda de R$ 1,5 milhão de ações remanescentes da privatização.

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 / Mídia News

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) manteve a absolvição do ex-governador José Rogério Salles em uma ação que apurava suposto desvio de R$ 8,8 milhões em ações da antiga Centrais Elétricas Matogrossenses (Cemat) durante o processo de privatização, em 2002.

A decisão foi relatada pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo e seguida por unanimidade pela Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo. O acórdão foi publicado nesta segunda-feira (20).

A ação também manteve a absolvição do ex-secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Fausto de Souza Faria, já falecido.

O caso trata da venda de 1.519.787 de ações da antiga Cemat, remanescentes da privatização, sem avaliação prévia e sem licitação, o que, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), teria causado prejuízo aos cofres públicos.

Na ação, o MPE apontou que Salles e Fausto Faria, teriam participado da operação irregular ao autorizar a transferência das ações ao empresário José Carlos de Oliveira, mesmo após ele ter perdido a licitação.

Apesar do valor das ações na casa dos R$ 8 milhões, as cotas teriam sido negociadas por R$ 300 mil. Segundo as investigações, a transferência das ações teria sido a título não oneroso.

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O órgão também afirmou que houve descumprimento de orientação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), além de venda direta sem avaliação técnica, sem registro contábil e com tratativas informais com o beneficiário.

Em primeira instância, porém, a Justiça entendeu que não houve comprovação de dolo específico por parte dos agentes públicos e julgou improcedentes os pedidos de condenação por improbidade, mantendo apenas a obrigação de ressarcimento ao erário por parte do empresário.

Ao analisar o recurso do MPE, o relator destacou que a legislação atual exige prova clara da intenção de causar dano para configurar improbidade administrativa.

Segundo o desembargador, no caso do ex-governador, a assinatura da ordem de transferência das ações ocorreu como etapa final de um procedimento conduzido pela Sefaz, sem evidência de participação consciente em eventual ilegalidade.

Além disso, o relator ressaltou a conduta adotada pelo ex-governador após os fatos afasta a existência de dolo. Ao tomar conhecimento das irregularidades, ele e Fausto Faria comunicaram o caso à polícia, o que levou à abertura de inquérito para apuração.

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“Essa conduta constitui elemento relevante para a aferição do elemento subjetivo, na medida em que evidencia a ausência de proveito pessoal e a surpresa do agente ao descobrir a ilegalidade praticada”, escreveu o desembargador.

O magistrado ainda destacou que não é possível presumir dolo apenas pela posição hierárquica do agente ou pela assinatura de atos administrativos. Para ele, esse entendimento configuraria responsabilização objetiva, o que é vedado pela Lei de Improbidade Administrativa.

“Dessa forma, a hipótese é de manter a conclusão alcançada pelo juízo de primeira instância, ante a ausência de prova robusta quanto à prática de ato de improbidade administrativa imputado aos apelados”.

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Cidades

A Copa do Mundo mais cara da história para os torcedores

Ingresso da final pode chegar a custar R$ 950 mil.

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 / G1

Você pagaria quase 1 milhão de reais para ver a final da Copa do Mundo?

Neste ano teremos a Copa mais cara da história para os torcedores. A Fifa espera arrecadar um recorde de US$ 3 bilhões com a venda de ingressos.

O ticket mais barato para a final custa quase R$ 21 mil. Sete vezes mais caro que na última edição. E grupos de torcedores já se organizam em protesto.

“Fiquei chocado com o nível de ganância, para ser sincero”, diz um torcedor dos EUA. “Acho que deveríamos boicotar esta Copa do Mundo”, afirma outro, do Senegal.

Nesta edição, a Fifa está aplicando preços dinâmicos. Isso significa que os valores dos ingressos variam de acordo com a demanda em tempo real, atingindo preços recorde

Além disso, a revenda de ingressos não tem regulação nos Estados Unidos nem no Canadá. Com isso, sites já anunciam ingressos para a final por até € 163 mil, ou R$ 950 mil.

Embora a Fifa diga que os preços refletem a demanda, grupos de torcedores criticam a falta de limites e regulação.

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O torcedor dos EUA Adaer Melgar pagou US$ 3.400 por seis ingressos. Ele começou a economizar há oito anos.

“Eu cheguei a abrir uma conta bancária separada, onde comecei a depositar US$ 100 por mês, pouco a pouco. Mesmo com esse planejamento e me preparando por alguns anos, foi muito mais caro do que eu esperava”, conta.

“Paguei quase US$ 500 por ingresso da fase de grupos. Também reservei um hostel em San Francisco e um motel em Dallas. Isso me custou cerca de US$ 150 por noite”, diz Mohammad Shakour, torcedor da Jordânia em sua primeira Copa.

Além disso, torcedores de algumas nacionalidades sequer podem comparecer devido a restrições de viagem impostas pelos Estados Unidos.

“Se não somos aceitos como torcedores, nossas seleções não deveriam ir – e deveríamos realmente boicotar o torneio. Sem torcedores, não existe esporte, não existe entretenimento”, afirma uma torcedora do Senegal.

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