ÁGUA BOA
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

INVESTIGAÇÃO

TCE mantém suspenso pregão de R$ 2,4 milhões de Campinápolis por indícios de fraude

Medida cautelar foi mantida após denúncia de possível fraude envolvendo empresa declarada como microempresa, apesar de faturamento acima do limite legal

Publicado em

O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve a suspensão do pregão eletrônico de R$ 2,4 milhões realizado pela Prefeitura de Campinápolis para aquisição de materiais de copa e cozinha. A tutela provisória de urgência, concedida em julgamento singular do conselheiro Guilherme Antonio Maluf, foi homologada na sessão plenária desta terça-feira (4).

A medida cautelar foi solicitada em representação de natureza externa proposta pela empresa GM Embalagens Ltda, participante do certame, sob argumento de que, durante a fase de habilitação, a empresa M.A. Campos apresentou declaração falsa ao se declarar como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), com a intenção de obter benefícios. Conforme a denunciante, a concorrente possuía faturamento superior ao limite legal de R$ 4,8 milhões, inconsistência que teria sido reconhecida pela própria prefeitura ao analisar o recurso administrativo apresentado pela reclamante.

Na manifestação, a gestão municipal informou que manteve a habilitação da empresa para preservar a proposta mais vantajosa ao interesse público, confirmou que, simultaneamente, instaurou processo administrativo sancionador para apurar a conduta da empresa e alegou que a suspensão do certame acarretaria risco de desabastecimento.

Leia Também:  Latam amplia operação em MT com voos diretos de Rondonópolis a Guarulhos e Cuiabá a Curitiba

Em seu voto, o relator argumentou que a jurisprudência do Tribunal de Contas já consolidou o entendimento de que a participação de licitante na condição de ME ou EPP, amparada por declaração falsa, quando o faturamento da empresa ultrapassa o limite legal, caracteriza fraude ao certame.

Maluf também apontou incoerência na argumentação da prefeitura, que, ao mesmo tempo em que abriu processo para investigar a conduta da empresa questionada, nomeou fiscal para acompanhar a execução das atas, por meio de portaria que confirmou a empresa vencedora. “Atitudes que evidenciam a intenção da prefeitura em dar prosseguimento à contratação em favor da licitante antes mesmo de concluir a apuração por ela própria instaurada. Essa contradição compromete a coerência de sua atuação e reforça os indícios que justificam a manutenção da medida cautelar.”

Ainda conforme o conselheiro, a não intervenção imediata do TCE-MT poderia consolidar situação de difícil reversão, com risco de dano grave ou de difícil reparação. “A homologação da tutela provisória mostra-se medida adequada, proporcional e necessária, voltada à preservação da regularidade do certame e à observância dos princípios que regem as contratações públicas.”

Leia Também:  Estudo aponta 16 profissões que devem ganhar espaço na indústria brasileira até 2035

O Plenário também entendeu que não haveria prejuízo essencial à população, pois os itens licitados (copos, bandejas e utensílios) não são considerados de natureza emergencial ou essencial a ponto de comprometerem a continuidade dos serviços públicos.

Advertisement

Cidades

Estudo aponta 16 profissões que devem ganhar espaço na indústria brasileira até 2035

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria identifica ocupações ligadas à tecnologia, inovação e sustentabilidade como as mais promissoras para a próxima década.

Published

on

 / Brasil 61

A indústria brasileira deverá passar por uma profunda transformação nos próximos anos, impulsionada pelo avanço da tecnologia, da inteligência artificial e da automação. Um estudo do Observatório Nacional da Indústria (ONI), vinculado à Confederação Nacional da Indústria (CNI), identificou 16 profissões que tendem a ganhar destaque entre 2026 e 2035, além de apontar 34 tendências que devem redefinir o mercado de trabalho industrial.

Segundo o levantamento, funções repetitivas devem perder espaço gradualmente, enquanto ocupações voltadas à análise de dados, inovação, sustentabilidade e transformação digital terão demanda crescente. A expectativa é que empresas passem a buscar profissionais com competências cada vez mais multidisciplinares e domínio de ferramentas tecnológicas.

As informações foram divulgadas originalmente pelo jornalista Paulo Henrique Arantes, da Brasil 61, com base no estudo elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria e na análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Entre as ocupações técnicas apontadas como promissoras estão técnico em cibersegurança industrial, técnico em manufatura aditiva (impressão 3D), técnico em microrredes e energias renováveis, especialista em Internet Industrial das Coisas (IIoT) e profissionais voltados à digitalização dos processos produtivos. Já entre os cargos de nível superior, destacam-se gerente de inovação aberta e colaborativa, especialista em inteligência artificial aplicada à indústria, engenheiro de gêmeos digitais e profissionais ligados à sustentabilidade industrial.

Leia Também:  Mato Grosso atinge R$ 35 bilhões arrecadados uma semana antes do esperado

De acordo com o superintendente do ONI, Márcio Guerra, o futuro da indústria exigirá atualização constante dos trabalhadores. Competências como fluência digital, capacidade de interpretar dados, criatividade, resolução de problemas complexos e aprendizado contínuo tendem a ser diferenciais cada vez mais valorizados pelas empresas.

O estudo também identifica 34 tendências tecnológicas e organizacionais que deverão influenciar diretamente o setor industrial, entre elas a expansão da inteligência artificial, da manufatura aditiva, dos gêmeos digitais, da realidade aumentada, do blockchain e da Internet Industrial das Coisas. Essas tecnologias prometem transformar tanto os processos produtivos quanto o perfil dos profissionais demandados pela indústria brasileira ao longo da próxima década.

Continuar lendo

AGUA BOA

VALE DO ARAGUAIA

MATO GROSSO

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA