COMBATE AO TRÁFICO
Operação integrada apreende cerca de 500 quilos de maconha em Mato Grosso
Entorpecente estava distribuído em 12 fardos enterrados em uma propriedade rural.
/ Sesp
Uma operação integrada entre o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), a Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e a Polícia Federal resultou na apreensão de aproximadamente 500 quilos de maconha em uma propriedade rural de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá), nesta quarta-feira (29.7). Três homens foram presos na ocorrência.
A operação teve início no último domingo, após informações de inteligência indicarem que duas aeronaves provenientes da Bolívia teriam utilizado uma pista clandestina na propriedade para descarregar entorpecentes. Com base nas informações, as equipes das forças de segurança montaram uma operação conjunta e seguiram até o local para averiguação.
Na propriedade, os policiais não encontraram as aeronaves nem o carregamento. No entanto, abordaram dois caseiros, de 24 e 30 anos. Na residência de um dos funcionários da fazenda, as equipes apreenderam duas porções de maconha, uma espingarda, um aparelho celular utilizado para comunicação e outros materiais relacionados à atividade criminosa.
Enquanto as buscas eram realizadas, um homem de 32 anos chegou à propriedade em uma caminhonete sem placa, portando um revólver Taurus e munições. Apesar de ser o proprietário da arma, ele não possuía porte de arma e também foi preso.
Já nesta quarta-feira (29), em continuidade às diligências da operação, os policiais retornaram ao local e localizaram 12 fardos de substância análoga à maconha semienterrados na área da fazenda, totalizando cerca de 500 quilos da droga.
O material apreendido e os suspeitos foram encaminhados à Polícia Federal para as devidas providências.
Policial
Polícia Civil conclui que incêndio que matou mulher em Canarana não foi acidental
O suspeito foi localizado e confessou ter provocado o incêndio.
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A Polícia Civil de Canarana concluiu que o incêndio registrado no dia 22 de julho, que inicialmente era tratado como um possível acidente doméstico, foi, na realidade, uma tentativa de homicídio que resultou na morte da vítima. A informação foi confirmada pelo delegado Diogo Jobane após a conclusão das primeiras diligências e da análise realizada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
De acordo com as investigações, a mulher, natural de Mato Grosso do Sul, estava em Canarana havia aproximadamente 15 dias. Na noite do crime, ela teria consumido bebida alcoólica e se envolvido em um episódio de violência doméstica. Durante a madrugada, foi encontrada com cerca de 80% do corpo queimado.
Ela recebeu os primeiros atendimentos médicos no município e, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para Cuiabá. Apesar dos esforços da equipe médica, a vítima não resistiu e morreu.
Nos primeiros momentos da investigação, a hipótese considerada era de um incêndio acidental. Informações iniciais indicavam que a mulher poderia ter adormecido com um cigarro aceso, provocando fogo em roupas de cama.
Entretanto, os laudos periciais descartaram essa possibilidade. Segundo o delegado, a Politec constatou a presença de álcool etílico utilizado para iniciar o incêndio, evidência que alterou completamente a linha de investigação.
Com base nas novas provas, a Polícia Civil aprofundou as investigações e identificou o responsável pelo crime. Conforme Diogo Jobane, o suspeito foi localizado e confessou ter provocado o incêndio.
O delegado destacou que crimes praticados no ambiente familiar costumam ser complexos de esclarecer, já que normalmente ocorrem sem testemunhas. Nesse contexto, ressaltou que o trabalho técnico da perícia foi decisivo para a confirmação da dinâmica do crime e para a responsabilização da autoria.
Projeto “Empregado Seguro”
Durante a entrevista, a Polícia Civil também apresentou o projeto “Empregado Seguro”, iniciativa destinada a produtores rurais, empresários e comerciantes de Canarana.
A proposta permite que empregadores consultem a Polícia Civil antes da contratação de funcionários, verificando a existência de antecedentes criminais ou mandados de prisão em aberto. Segundo o delegado, a medida busca ampliar a segurança e reduzir riscos relacionados à contratação de pessoas envolvidas em crimes graves.
Como exemplo, Jobane relembrou um caso ocorrido em Ribeirão Cascalheira, onde um trabalhador contratado por uma fazenda assassinou o proprietário e ocultou o corpo na propriedade.
O investigador Valdivino afirmou que o intenso fluxo de trabalhadores vindos de outras regiões exige maior atenção dos empregadores. Ele também recordou uma investigação em que um casal contratado para atuar em uma fazenda foi apontado como autor de um homicídio seguido de sequestro, sendo posteriormente localizado e preso nos estados de São Paulo e Bahia.
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