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Clima

Recuperação do rio Araguaia é apresentada na COP 28 em Dubai

O projeto do Xingu prevê ações de reflorestamento em áreas devastadas pelas populações indígenas residentes no Alto Xingu com a recuperação da zona de amortecimento, ocupada por fazendeiros de soja

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Olho no Araguaia/Olhar Alerta

A recuperação da Bacia Hidrográfica do Alto Rio Araguaia, que banha os estados de Mato Grosso, Tocantins, Goiás e Pará, será apresentada pela Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre) durante a conferência do Clima, a COP 28, que inicia hoje (30) em Dubai, nos Emirados Árabes. O projeto “Juntos pelo Araguaia” já está em execução e é o maior programa de recuperação ambiental em execução no país.

Durante o evento, promovido pela ONU, técnicos da Unilivre vão apresentar detalhes do projeto que prevê a recuperação de 10 mil hectares de matas ciliares. O trabalho de recomposição florestal está sendo desenvolvido com ações de conservação do solo e água, engajamento social, enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e fortalecimento do agronegócio. As ações são integradas e complementar e tem como foco principal a revitalização da bacia hidrográfica do alto rio Araguaia. Com 2.627 quilômetros de extensão, o rio Araguaia pertence à bacia amazônica e marca a divisa dos estados de Mato Grosso e Goiás, Mato Grosso e Tocantins e, ainda, Pará e Tocantins, desaguando no Rio Tocantins.

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O biólogo Durval Nascimento Neto, técnico da Unilivre, explica que o projeto “Juntos pelo Araguaia” é muito importante e ao mesmo tempo ambicioso. “A sua execução já é uma referência para outras regiões no planeta, por isso está entre as ações que a Unilivre apresentará na COP 28”.

ALTO XINGU

Além dessa ação, a ONG, baseada em Curitiba (PR) também apresentará outros dois projetos: a revitalização do rio Iguaçu e o reflorestamento do Parque Nacional do Xingu.  Considerado o maior rio totalmente paranaense, o rio Iguaçu tem 1.370 quilômetros de extensão e só possui 7,2% da vegetação original, segundo levantamento da ONG SOS Mata Atlântica.  O plano da Unilivre prevê a recuperação ambiental das nascentes em Curitiba e recuperação das matas ciliares na região da capital paranaense até São Mateus do Sul.

O projeto do Xingu prevê ações de reflorestamento em áreas devastadas pelas populações indígenas residentes no Alto Xingu com a recuperação da zona de amortecimento, ocupada por fazendeiros de soja. O projeto une desenvolvimento sustentável com formação social. Importante área de preservação que une os biomas do Cerrado e da Amazônia, o Parque está ameaçado pelo desmatamento e pela degradação ambiental.

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Chuva torrencial na madrugada deixou população apreensiva em Água Boa

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As fortes chuvas acompanhadas de ventania que atingiram Água Boa (MT) na madrugada desta quarta feira (14), causaram transtornos pontuais, com registros de árvores  arrancadas pela raiz, galhos espalhados nos canteiros das principais avenidas da cidade, alem de prejuizo em algumas praças. Também foram identificados e pequenos prejuízos materiais — como danos em fachadas, toldos e placas de estabelecimentos comerciais.

Tudo indica que o temporal ocorreu especificamente sobre o perímetro urbano, onde em alguns bairros, foram registrados até 60mm de chuva.

As manifestações climáticas como trovões e relampagos, registradas no final da noite de ontem deixaram alguns bairros sem energia elétrica.

Apesar dos estragos e do susto em alguns pontos da cidade devido os fortes ventos, o temporal trouxe um alívio aos moradores após o longo período de calor intenso e tempo seco na região.

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