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VOLTA AS AULAS

Volta às aulas mobiliza 628 escolas da rede estadual e marca início do ano letivo 2026 em Mato Grosso

Com mais de 311 mil matrículas ativas, Seduc dá as boas-vindas à comunidade escolar e reforça investimentos em uniformes e postilas atualizadas

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O ano letivo de 2026 começa nesta segunda-feira (2.2) nas 628 escolas da rede estadual de ensino de Mato Grosso, com 311.762 matrículas ativas. A expectativa da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) é de que esse número chegue a aproximadamente 317 mil estudantes até o mês de março, acompanhando o fluxo de novas matrículas ao longo das primeiras semanas de aula.

O retorno às atividades escolares marca um momento de reencontro entre estudantes, professores, gestores e famílias, e também de acolhimento para quem inicia uma nova etapa na rede estadual. Para garantir um início de ano organizado e com foco na aprendizagem, a Secretaria preparou uma série de ações que envolvem desde a estrutura das unidades até o suporte pedagógico oferecido aos alunos.

“Estamos iniciando o ano letivo com planejamento, acolhimento e compromisso com cada estudante. A rede estadual já está recebendo os uniformes escolares e já receberam as apostilas, que são atualizadas bimestralmente para garantir um ensino alinhado às necessidades de aprendizagem”, afirmou o secretário de Educação, Alan Porto.

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“Nosso foco é assegurar que o estudante tenha acesso a conteúdos atualizados, materiais de qualidade e um ambiente escolar acolhedor, que estimule o aprendizado e o desenvolvimento integral”, destacou.

Além dos investimentos em materiais pedagógicos, a Seduc reforça que as equipes escolares passaram por planejamento e formações pedagógicas antes do início das aulas, garantindo que o ano letivo comece com organização e metas definidas durante a Semana Pedagógica.

O evento aconteceu em Cuiabá, de 19 a 23 de janeiro, com a participação de mais de 10 mil servidores da Rede Estadual de Ensino, entre gestores escolares, coordenadores pedagógicos, professores, nutricionistas e técnicos, com foco no alinhamento das diretrizes pedagógicas, administrativas e de gestão para o ano letivo.

A Semana Pedagógica teve continuidade nas escolas de todos as 13 diretorias regionais de 26 e 30 de janeiro, quando os profissionais que participaram do evento em Cuiabá replicaram os conhecimentos adquiridos aos demais servidores.

Para o secretário, essa metodologia garantiu que a formação não ficasse restrita ao evento, mas se transformasse em ações concretas no cotidiano escolar. Quem ganha com tudo isso são os nossos estudantes, que terão uma educação mais alinhada, qualificada e comprometida com o seu desenvolvimento.

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“A Secretaria de Educação deseja boas-vindas a toda a comunidade escolar, estudantes, profissionais da educação e famílias. É momento de reforçar o compromisso de trabalhar, ao longo de 2026, por uma educação pública cada vez mais inclusiva, eficiente e de qualidade em Mato Grosso”, finalizou Alan Porto.

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Educação

Descoberta de estudante superdotado de 10 anos em sala de aula será apresentada na Bienal de Matemática

Pesquisa de Marcel Augusto Calassa Alcântara, membro da Associação Mensa Brasil, entidade que reúne pessoas de alto QI, nasceu após observação de um padrão entre os números 13 e 16 e foi selecionada pela (SBM) para integrar o evento

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Estudante Marcel Augusto Calassa Alcântara, de 10 anos Foto: Assessoria

Julho de 2026 – Uma observação aparentemente simples durante uma aula de matemática levou o estudante Marcel Augusto Calassa Alcântara, de 10 anos, a desenvolver uma pesquisa que será apresentada na XII Bienal de Matemática da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A investigação começou quando ele identificou um comportamento incomum entre os números 13 e 16 e decidiu descobrir se o mesmo padrão ocorria com outros números. O estudo resultou em uma pesquisa sobre ciclos formados pela soma dos algarismos de potências numéricas, posteriormente aprovada para apresentação em um dos mais importantes eventos de matemática do Brasil.

A descoberta começou quando Marcel, que é membro da Associação Mensa Brasil, principal entidade no País que reúne pessoas com altas capacidades intelectuais no País e representante oficial da Mensa Internacional, maior organização de alto QI do mundo, percebeu um comportamento curioso envolvendo os números 13 e 16. Ao elevar 13 ao quadrado, obteve 169, cuja soma dos algarismos é 16. Em seguida, observou que 16 ao quadrado resulta em 256, e a soma dos algarismos de 256 é novamente 13. Assim, os dois números formavam um ciclo matemático: 13 → 16 → 13.

Intrigado com esse padrão, o garoto superdotado decidiu investigar se o mesmo fenômeno poderia ocorrer com outros números. O que inicialmente era apenas uma curiosidade transformou-se em uma pesquisa que envolveu cálculos, testes, formulação de hipóteses, análise de padrões e aprofundamento teórico.

O trabalho foi posteriormente estruturado em formato de artigo e aprovado para apresentação na XII Bienal de Matemática, evento que reúne pesquisadores, professores, estudantes e divulgadores científicos de diversas regiões do Brasil.

A pesquisa demonstrou que esse tipo de sequência matemática sempre acaba entrando em ciclos e que todos eles podem ser identificados dentro de um conjunto finito de números. A descoberta permitiu classificar diferentes ciclos e comportamentos da função estudada, contribuindo para a compreensão de padrões relacionados à soma dos algarismos de potências numéricas.

Como funciona a descoberta

A pesquisa analisa uma operação simples: elevar um número a uma potência e, em seguida, somar os algarismos do resultado. Por exemplo, 13² = 169 e 1 + 6 + 9 = 16. Repetindo o processo, 16² = 256 e 2 + 5 + 6 = 13. Marcel descobriu que alguns números entram em ciclos como esse e investigou quais ciclos existem e por que eles acontecem.

Para Marcel, a aprovação representa a oportunidade de compartilhar sua descoberta e conhecer pessoas que também gostam de aprender. “Fiquei muito feliz e animado. Eu gosto de matemática e de pesquisar coisas novas, então saber que outras pessoas acharam meu trabalho interessante foi muito legal. Também fiquei curioso para conhecer outros estudantes e aprender com eles”, afirma.

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A pesquisa nasceu de uma característica que a família observa desde a infância: a vontade de compreender como as coisas funcionam. “O que mais me impressiona em Marcel é a combinação entre curiosidade, autonomia e persistência. Quando encontra um tema que desperta seu interesse, ele não se contenta com respostas prontas. Faz perguntas, pesquisa, lê livros, conversa com pessoas, cria hipóteses e procura verificar se elas fazem sentido”, afirma a mãe, Glacy Calassa.

Segundo ela, a aprovação na Bienal representa o reconhecimento de um processo construído a partir da curiosidade infantil e da liberdade para explorar perguntas. “A aprovação na Bienal mostra que as crianças não são apenas capazes de aprender conhecimento. Elas também podem produzir conhecimento quando encontram espaço para explorar suas próprias perguntas”, acrescenta.

Aprender e compartilhar

A matemática é apenas uma das áreas que despertam o interesse de Marcel. Ao longo dos últimos anos, ele participou de olimpíadas acadêmicas nacionais e internacionais, eventos de ciência e robótica, conquistou o título de Mestre Nacional de Xadrez e tornou-se integrante vitalício da International Junior Honor Society (IJHS), organização internacional que reconhece estudantes com desempenho acadêmico de destaque.

A conquista da condição de membro vitalício da instituição é resultado de participações consecutivas e desempenho acadêmico consistente ao longo dos anos, reconhecimento alcançado por poucos estudantes em sua faixa etária.
A trajetória do garoto também inclui a publicação de um livro inspirado em uma experiência vivida durante um hackathon ligado à NASA, além da apresentação de um pôster científico em evento promovido pela Mensa Brasil.

Além das atividades acadêmicas e científicas, Marcel participa de iniciativas voltadas ao desenvolvimento de crianças com altas habilidades. Entre elas estão os encontros promovidos pela Mensa Brasil, que reúnem famílias, estudantes e profissionais em atividades de integração, aprendizagem e troca de experiências.

Ao longo dos anos, esses espaços permitiram que Marcel ampliasse seu círculo de amizades, participasse de projetos educacionais e convivesse com outras crianças que compartilham interesses em áreas como matemática, ciência, leitura e xadrez.

“Ao longo dos últimos anos, a Mensa Brasil proporcionou ao Marcel, por meio do Agzinho e dos encontros regionais, oportunidades de conviver com outras crianças curiosas, fazer amizades, participar de eventos inspiradores e perceber que gostar de aprender é algo positivo e que pode ser compartilhado”, afirma Glacy Calassa.

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O desejo de aprender e compartilhar conhecimento também ganhou forma em projetos criados pelo estudante. Quando tinha apenas 4 anos, Marcel criou o projeto Xadrez na Praça com o objetivo de reunir outras crianças para jogar, aprender e fazer amizades. O que começou como encontros informais cresceu ao longo dos anos e deu origem ao Clubinho STEAM do Marcel, iniciativa que promove atividades ligadas à leitura, matemática, ciência e xadrez.

Atualmente, o projeto reúne crianças e famílias em encontros, clubes de leitura, desafios matemáticos, atividades científicas e passeios educativos. Entre as ações realizadas estão encontros no Parque da Cidade, em Brasília (DF), para compartilhar conhecimentos, trocar experiências e incentivar a convivência entre crianças com interesses em comum.

“O que eu mais gosto é encontrar meus amigos e outras crianças que gostam das mesmas coisas que eu. Conversamos sobre matemática, jogos, livros e xadrez. É divertido porque cada pessoa sabe algo diferente e sempre aprendo alguma coisa nova”, conta Marcel.

A família acredita que iniciativas como essa ajudam a mostrar que aprender pode ser uma experiência coletiva e prazerosa. “Nossa principal estratégia é valorizar as perguntas. Mais do que oferecer respostas, procuramos mostrar que a curiosidade tem valor. Apesar de ele gostar muito de olimpíadas e ter excelentes resultados, nosso objetivo nunca foi formar um campeão de olimpíadas, mas uma criança feliz, curiosa e apaixonada por aprender”, afirma Glacy.

A escola também acompanha de perto esse processo de desenvolvimento. “Recebemos a aprovação de Marcel na Bienal de Matemática com grande alegria. Sua trajetória demonstra como a curiosidade, o esforço e o apoio adequado do colégio e da família podem transformar o potencial de uma criança em realizações concretas. Para o colégio, é uma honra acompanhar esse desenvolvimento e incentivar o pensamento científico desde os anos iniciais”, afirma Waldemar Nehgme, diretor do Doman School.

Além da participação na Bienal, Marcel foi convidado para integrar um projeto social voltado ao ensino de matemática para crianças, iniciativa que deverá começar no segundo semestre. Para a família, a história não é sobre precocidade ou recordes. É sobre o que pode acontecer quando uma criança encontra espaço para fazer perguntas, investigar suas ideias e compartilhar aquilo que aprende com outras pessoas.

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