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FMF avança com novos patrocínios, torneios reativados e apoio da CBF

Ao designar um interventor para a FMF, a CBF pretendia preservar a entidade de interferências de fora do ecossistema do futebol de forma a evitar prejuízos desportivos e econômicos para o futebol do estado.

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 / Rd News

A Federação Matogrossense de Futebol (FMF) passou por intensas mudanças nos últimos 60 dias. No período, que coincide com a gestão do interventor designado pela CBF, Luciano Hocsman, a FMF assinou patrocínios para o Campeonato Matogrossense da 1ª e 2ª divisão, retomou competições paralisadas, promoveu um curso de Licença C para treinadores, sediou uma sessão do STJD e está prestes a receber um Seminário Regional do projeto Arbitragem Sem Fronteiras, da CBF.

Ao designar um interventor para a FMF, a CBF pretendia preservar a entidade de interferências de fora do ecossistema do futebol de forma a evitar prejuízos desportivos e econômicos para o futebol do estado. Dois meses após o início deste período, Luciano Hocsman, a frente da gestão da entidade, festeja os avanços conquistados na gestão. O primeiro deles foi a retomada da 2ª divisão do Campeonato Estadual.

A competição teve seu início adiado devido a problemas financeiros. Havia sido prometida uma cota de R$ 20 mil aos clubes participantes, mas, sem recursos em caixa, Hocsman reuniu os representantes e pediu que iniciassem a competição e o dessem um voto de confiança. O trato foi feito, o torneio teve início e a FMF anunciou um inédito acordo de naming rights com a empresa LifeFit para o certame, o que ampliou a cota de cada participante para R$ 27 mil.

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A BYD, referência global em mobilidade elétrica e sustentabilidade, foi outra marca a adentrar o portfólio de apoiadores da FMF: a montadora será uma das patrocinadoras do Campeonato Estadual da 1ª divisão em 2026. Além disso, a visibilidade das competições estaduais tende a crescer, uma vez que a FMF negocia os direitos de transmissão das partidas com duas emissoras nacionais.

Além disso, a FMF prosseguiu com a organização de diversas competições de base: Sub-11, Sub-13, Sub-15, Sub-17 e Sub-20, além do Campeonato Feminino, com conselhos técnicos convocados e tabelas detalhadas. Em julho, numa parceria com a CBF Academy, a FMF promoveu o curso de Licença C para treinadores, ministrado por René Simões, ex-técnico da Seleção Brasileira Feminina e Seleição Jamaicana Masculina.

No dia 10 de julho, à convite da FMF, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva desembarcou em Cuiabá para a primeira sessão itinerante de 2025. Em um novo formato, o STJD levou duas sessões de julgamentos ao auditório da OAB do Mato Grosso: Sexta Comissão Disciplinar e o Pleno do STJD do Futebol. E entre os dias 7 e 9 de agosto, a FMF sediará a 3ª edição do Seminário Regional do projeto Arbitragem Sem Fronteiras da CBF. A iniciativa tem como foco ampliar a qualificação técnica, identificar novos talentos e valorizar os profissionais de arbitragem em diferentes regiões.

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Esportes

CBF desiste de prever retorno de Neymar na primeira fase da Copa e reduz clareza sobre o estado do camisa 10

Atacante evolui lentamente e também não deve encarar o Haiti, sexta-feira.

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 / G1

Neymar completa amanhã um mês sem jogar ou treinar no campo, o que também não fez ontem, contrariando as expectativas da comissão técnica da seleção brasileira e fazendo a CBF desistir de prever o seu retorno durante a primeira fase da Copa do Mundo 2026.

Com prazo apertado para ser integrado ainda esta semana ao grupo de jogadores e se preparar para encarar o Haiti, o camisa 10 também deverá ser desfalque na segunda rodada do Grupo C. Se evoluir nos próximos dias poderia encarar a Escócia no terceiro jogo, dia 24.

Hoje, o entendimento nos bastidores é que qualquer risco que Neymar corra de agravar novamente a lesão na panturrilha direita pode ser evitado. E que a sua presença em campo só acontecerá em caso de extrema necessidade, o que só deve ocorrer no mata-mata.

Assim como na semana passada, Neymar foi submetido ontem a novos exames de imagem para avaliar a evolução de sua lesão, que é satisfatória, mas não a ponto de fazê-lo seguir adiante para a próxima etapa do processo de recuperação.

Neste momento, o atacante ainda está entregue ao departamento médico e faz trabalhos complementares de musculação, mas precisa ainda chegar no estágio da preparação física no campo, para depois estar apto a treinar com bola junto aos demais jogadores.

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Mesmo que isso aconteça nos próximos dias, o prazo de recuperação de três semanas previsto pelo médico da seleção, Rodrigo Lasmar, que vence amanhã, ainda não contemplará o melhor de Neymar contra o Haiti.

Menor transparência

Em função do aumento da tensão e da pressão pela volta do camisa 10, a CBF deixou de lado a transparência com que tratou o tema quando recebeu o jogador do Santos, e faz um acompanhamento sem divulgar a evolução do jogador, agora sob os cuidados dos profissionais da seleção. Apenas quando houver de fato um salto qualitativo no tratamento de Neymar é que haverá divulgação, para não aumentar ainda mais a expectativa por um retorno. Essa falta de clareza tem gerado críticas da ala política da CBF.

Na última sexta-feira, antes da estreia contra Marrocos, o técnico Carlo Ancelotti afirmou que Neymar estava próximo de retornar ao convívio da seleção brasileira e a expectativa da comissão técnica era contar com o atacante já na próxima semana. Segundo o treinador, o camisa 10 estava focado no trabalho para voltar a ficar à disposição.

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“Neymar está trabalhando, com foco. A expectativa é que recupere e seja integrado ao grupo na próxima semana. Ele tem qualidade técnica indiscutível, mas também experiência, importante para o grupo” afirmou Ancelotti.

É exatamente para evitar que Neymar vire mais uma munição para o mau início da seleção que o tema será tratado com cautela.

As críticas em relação à estreia ruim contra Marrocos fizeram a seleção brasileira se fechar ainda mais para a preparação durante a semana do jogo contra o Hait. Há uma sensação geral nos bastidores de que a transparência das últimas semanas virou munição para ataques ao jogadores do Brasil e ao técnico Carlo Ancelotti. Por isso, a blindagem que já era grande desde a chegada nos Estados Unidos vai aumentar.

A ideia é preservar até alguns jogadores das entrevistas coletivas no CT. O excesso de declarações à Fifa e à imprensa após a estreia causou mal-estar interno. O foco agora será para dentro. Para uma recuperação em campo cada vez mais em foco.

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