ÁGUA BOA
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Justiça

Homem morre após esperar 11 dias por transferência para UTI após sofrer acidente em Vila Rica; MP divulga nota

Publicado em

O paciente morreu antes de conseguir ser transferido.

O Ministério Público divulgou uma nota sobre o caso onde Juvenal Benedito Ferreira, de 63 anos, morreu enquanto esperava transferência para leito de UTI por 11 dias. Ele havia sofrido um acidente de moto no bairro Vila Nova, em Vila Rica, no dia 11 de abril, e ficou internado no hospital da cidade até que fosse possível a transferência para alguma Unidade de Terapia Intensiva do Estado.

De acordo com informações, o MPMT informou que adotou as providências cabíveis para que o paciente fosse removido logo após de ter tido acesso aos laudos que comprovavam a real necessidade de transferência para um leito de UTI. Uma ação civil com pedido liminar foi movida, solicitando que o Poder Judiciário determinasse ao Estado e ao município que fosse efetuada a sua transferência no prazo de 24 horas, sob pena de bloqueio das contas dos requeridos.

Ainda segundo o Ministério Público, o pedido foi atendido rapidamente pelo Poder Judiciário, em razão da urgência do caso, mas para a conclusão da transferência, a Promotoria de Justiça teve que contatar vários hospitais para solicitar orçamentos, que não foram enviados rapidamente de volta ao MP, devido à pandemia e a superlotação dos estabelecimentos de saúde.

Leia Também:  Pesquisadora cita pressão psicológica e vexatória e aciona Fávaro

Com isso, devido ao quadro grave em que o paciente se encontrava devido à gravidade do acidente, ele veio a óbito antes que pudesse ser removido para a UTI.

Olho no Araguaia – Olhar Alerta

Advertisement
Click to comment

You must be logged in to post a comment Login

Leave a Reply

Justiça

Pesquisadora cita pressão psicológica e vexatória e aciona Fávaro

Mulher pede R$ 65,6 mil por danos morais; ação judicial consta prints de conversas em grupo de trabalho

Published

on

A operadora de telemarketing Patrícia Cristina da Silva entrou com uma ação de indenização por danos morais na Justiça de Mato Grosso contra o senador Carlos Fávaro (PSD), pedindo R$ 65,6 mil. O processo tramita na 4ª Vara Cível de Cuiabá.

Na ação, a mulher alegou que foi contratada para atuar na realização de entrevistas em uma pesquisa de campo, em maio deste ano. Ela afirma que teve a forma de pagamento alterada unilateralmente, além de ter sido submetida a cobranças consideradas vexatórias e a condições inadequadas de trabalho.

Segundo a ação, Patrícia foi contratada com o salário de R$ 1.850, com meta diária de 35 entrevistas em campo. No entanto, segundo ela, após o início dos trabalhos, a remuneração teria sido alterada para pagamento por produção, considerando apenas as pesquisas aceitas, o que, segundo ela, descumpriu o acordo inicialmente firmado.

No documento, a mulher anexou diversos prints de conversas de um grupo de WhatsApp de trabalho que comprovariam, supostamente, assédio moral e pressão psicológica ostensiva por produção de trabalho.

Leia Também:  Pesquisadora cita pressão psicológica e vexatória e aciona Fávaro

A trabalhadora afirmou que realizou 499 entrevistas durante o período contratado. E que no grupo de WhatsApp, os trabalhadores eram pressionados a enviar fotografias durante o expediente para comprovar a execução das entrevistas, prática que, segundo a ação, expunha os prestadores de serviço a situações de constrangimento e risco.

Também alega que precisou custear a própria água durante a jornada de trabalho por não haver fornecimento de itens básicos.

“Meta batida. Detalhe 1,5 de água não deu nem pra começar. Tivemos que comprar água hj tá muito quente”, disse uma das funcionárias no grupo.

Em outra mensagem, coordenadores orientam os participantes a enviarem fotos constantes das entrevistas e reforçam que “quanto mais produzir, mais vocês terão para receber”.

Além da indenização por danos morais, a pesquisadora requer a concessão dos benefícios da Justiça gratuita e a condenação do réu ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.

A ação está sob o comando da juíza Ana Cristina Silva Mendes. Ela determinou uma audiência de conciliação entre as partes antes de tomar decisão sobre o caso. Ainda determinou a citação de Fávaro para que apresente contestação no prazo legal. Até o momento, não há manifestação da defesa do senador nos autos.

Leia Também:  Pesquisadora cita pressão psicológica e vexatória e aciona Fávaro

Outro lado 

A assessoria jurídica do senador Carlos Fávaro encaminhou nota sobre a ação judicial.

“O senador Carlos Fávaro não tem qualquer relação com o caso narrado. A pesquisa de opinião pública foi contratada pelo Partido Social Democrático (PSD) e executada pela empresa Rumo Pesquisas. Cabe exclusivamente à empresa contratada prestar esclarecimentos sobre as condições de trabalho oferecidas aos pesquisadores, os critérios de remuneração, a coordenação da equipe e qualquer outra questão operacional relativa ao serviço”, disse.

“Atribuir ao senador responsabilidade por condutas de uma empresa terceirizada, sem qualquer prova de participação ou conhecimento dos fatos, é juridicamente infundado”, completou.

Continuar lendo

AGUA BOA

VALE DO ARAGUAIA

MATO GROSSO

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA