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DOCUMENTÁRIO

Documentário sobre cineasta Xavante conquista prêmios no Festival de Cinema em Gramado

Produzido na Terra Indígena Sangradouro, filme sobre Divino Tserewahú venceu as categorias Melhor Montagem e Melhor Filme pelo júri popular

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O documentário mato-grossense “Divino: Sua Alma, Sua Lente”, que retrata a trajetória do cineasta Xavante Divino Tserewahú, conquistou dois Kikitos na 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado. A produção venceu, na última sexta-feira (21), as categorias Melhor Montagem e Melhor Filme pelo Júri Popular, entre os curtas-metragens brasileiros.
Foto: Edison Vara/Ag.Pressphoto

Produzido na Terra Indígena Sangradouro, no município de General Carneiro (MT), o filme acompanha a história de Divino Tserewahú, considerado um dos precursores do cinema indígena brasileiro. Com 35 anos de carreira, ele se tornou referência na utilização do audiovisual como instrumento de registro e preservação da cultura e das vivências do povo Xavante.

Com 20 minutos de duração, o documentário foi dirigido pela jornalista Clea Torres e pelo professor Gilson Costa, com codireção de Divino Tserewahú. A produção concorreu com outros 12 curtas selecionados entre mais de mil trabalhos inscritos de diferentes regiões do Brasil.

O filme recebeu apoio do Núcleo de Produção Digital da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus Araguaia, além de recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Governo de Mato Grosso, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), do Ministério da Cultura e do Governo Federal. A equipe responsável pela obra reúne profissionais indígenas e não indígenas.

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Foto: Edison Vara/Ag.Pressphoto
A produção executiva é assinada pela jornalista Carina Benedeti, enquanto Cristiano Costa responde pela direção de fotografia e Nathalia Gonçalves pela assistência de produção. Divino Tserewahú também atuou na tradução e na consultoria técnica. A trilha sonora foi produzida por moradores da Aldeia Sangradouro.

Para Gilson Costa, professor e coordenador do Núcleo de Produção Digital, a conquista representa um marco para o audiovisual produzido em Mato Grosso e contribui para ampliar a visibilidade das histórias e das experiências dos povos indígenas.

Foto: NPD UFMT/Reprodução
A premiação também possui um significado pessoal para Divino Tserewahú. O documentário reúne as últimas imagens e entrevistas realizadas com o pai do cineasta, que morreu dois meses depois das gravações.
Trajetória de Divino Tserewahú
Foto: Festival do Pará/Reprodução
Nascido em 1974, na Aldeia Sangradouro, Divino seguiu o trabalho iniciado pelo irmão e começou a aprender sobre cinema em 1990, quando a comunidade recebeu sua primeira câmera de filmagem, no formato VHS. A partir daquele momento, tiveram início as produções e os registros, principalmente de cerimônias destinadas ao público da própria aldeia.

A primeira atuação profissional de Divino na área ocorreu no Programa de Índio, série de televisão realizada na Universidade Federal de Mato Grosso entre 1995 e 1996.

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Em 1997, ele participou do primeiro encontro e da primeira oficina de formação de cineastas indígenas do Brasil, organizados pelo projeto Vídeo nas Aldeias e realizados no Parque Indígena do Xingu.

Entre 2001 e 2002, também por intermédio do Vídeo nas Aldeias, Divino estudou na Escola Internacional de Cinema de San Antonio de Los Baños, em Cuba. Na instituição, recebeu formação em técnicas de edição, roteiro de documentário e ficção, animação, entre outras áreas.

Ao longo da carreira, diversos filmes produzidos pelo cineasta Xavante foram premiados em festivais nacionais e internacionais. Sua trajetória pioneira também se tornou objeto de pesquisas acadêmicas, incluindo teses e dissertações desenvolvidas em instituições brasileiras.

Festival de Cinema de Gramado

Realizado desde 1973, o Festival de Cinema de Gramado é considerado um dos principais eventos cinematográficos do Brasil. Em 2026, a 54ª edição ocorreu entre os dias 12 e 22 de agosto, na Serra Gaúcha, reunindo produções brasileiras, latino-americanas e ibero-americanas.

Com informações dos portais UFMT e Festival do Pará

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Cidades

Halo Solar: entenda fenômeno que chamou atenção de moradores de Barra do Garças

O círculo luminoso apareceu ao redor do Sol nesta terça-feira (25/8) e rendeu vídeos compartilhados nas redes sociais.

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 / Semana 7

Quem passou pelas ruas de Barra do Garças na manhã desta terça-feira (25) se surpreendeu com um grande círculo luminoso formado ao redor do Sol. O fenômeno óptico despertou a curiosidade dos moradores, que pararam para observar e fazer vídeos com os celulares.

As imagens registradas em diferentes pontos da cidade começaram a circular nas redes sociais. Nas gravações, os barragarcenses demonstram surpresa com o anel, que apresenta partes esbranquiçadas e outras com tonalidades semelhantes às de um arco-íris.

Esse fenômeno óptico é conhecido como Halo Solar. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ele acontece quando a luz do Sol atravessa cristais de gelo suspensos nas camadas mais altas da atmosfera, geralmente presentes em nuvens finas do tipo cirrostratus.

Ao passar pelos cristais, a luz é refletida e refratada, formando o círculo observado no céu. Apesar das altas temperaturas registradas em Barra do Garças, a presença de gelo é possível porque o fenômeno ocorre em grandes altitudes, onde o ar é muito mais frio.

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Halo Solar é natural e não representa perigo. No entanto, a recomendação é não olhar diretamente para o Sol durante a observação, pois a intensidade da luz pode provocar danos à visão.

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