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PESQUISA ELEIÇÕES 2026

Dr. Eugênio lidera entre pré-candidatos do Vale do Araguaia em pesquisa

Levantamento do Percent Brasil coloca o deputado entre os nomes lembrados espontaneamente em Mato Grosso

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O deputado estadual Dr. Eugênio, pré-candidato à reeleição, aparece com 1,9% das menções espontâneas em pesquisa de intenção de voto para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizada pelo Instituto Percent Brasil. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (29).

Na modalidade espontânea, os entrevistados dizem em quem pretendem votar sem que o pesquisador apresente previamente uma lista de possíveis candidatos.

Considerando os nomes politicamente ligados ou originários de municípios do Vale do Araguaia, Dr. Eugênio foi o pré-candidato mais citado no levantamento. O parlamentar é de Água Boa e exerce atualmente seu segundo mandato na Assembleia Legislativa.

A menos de 70 dias do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, o deputado afirmou que pretende continuar dialogando com os eleitores de diferentes regiões de Mato Grosso.

“O meu lado mineiro costuma dizer que eleições e mineração só se resolvem depois da apuração. Ainda temos uma longa jornada de diálogo com o povo mato-grossense pela frente, mas estamos muito felizes porque já existe um reconhecimento do nosso trabalho pelo eleitorado”, declarou Dr. Eugênio.

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O parlamentar também apareceu entre os nomes mencionados em levantamentos eleitorais divulgados anteriormente. Segundo ele, o resultado está relacionado à sua atuação em áreas como saúde pública e infraestrutura.

Durante seus quase oito anos de mandato, Dr. Eugênio tem defendido a regionalização dos serviços de saúde, acompanhado o andamento das obras de hospitais regionais e articulado a ampliação de atendimentos especializados nos municípios do interior.

Na área de infraestrutura, o deputado tem acompanhado projetos de pavimentação de rodovias consideradas estratégicas para a mobilidade da população e para o escoamento da produção, principalmente na região leste de Mato Grosso.

Dados da pesquisa

A pesquisa do Instituto Percent Brasil ouviu 1.200 eleitores de Mato Grosso entre os dias 23 e 27 de julho de 2026. As entrevistas foram realizadas presencialmente, em domicílios, por meio de questionário estruturado.

O levantamento teve como público-alvo moradores do estado com 16 anos ou mais. A amostra foi composta por 52,6% de mulheres e 47,4% de homens, distribuídos por diferentes faixas etárias, níveis de escolaridade e renda familiar.

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A pesquisa possui margem de erro de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

O levantamento foi realizado pelo Instituto Percent Brasil, contratado pela empresa CBA TV Aberta de Comunicacao LTDA e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-00822/2026 e MT-02251/2026.

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Política

Deputado chama Mauro de traidor na mesa de convenção e vaias tomam conta do espaço

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O ex-governador Mauro Mendes (União), que preside o União Brasil em Mato Grosso, recebeu sonoras vaias dos seus correligionários durante convenção do partido, nesta quinta-feira (30). Além da reprovação generalizada, ele foi chamado de “traidor” por seu ex-líder de governo, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), o que alimentou ainda mais a indignação e vaias dos presentes. O parlamentar acusou o chefe da sigla de trair o partido ao rifar o projeto de candidatura própria ao governo do Estado, liderado pelo senador Jayme Campos (União).

Em vez de sustentar o nome do senador, o grupo de Mendes articulou o alinhamento e o apoio oficial da legenda à reeleição do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Com a camiseta do histórico PFL e empunhando o microfone, Dilmar disparou contra a cúpula partidária no palco. “Nunca na história deste PFL, nunca na história vi o partido traindo o partido!”, disse.  

A fala inflamou o plenário, gerando gritos de apoio dos correligionários e uma onda de protestos contra os dirigentes sentados à mesa. Visivelmente constrangido, mas buscando manter o controle da convenção, Mauro Mendes assumiu a palavra logo na sequência para tentar responder ao ataque e conter os manifestantes que gritavam no auditório.  

Interrompido por sucessivas vaias da militância, Mendes procurou minimizar as acusações, enquadrando a escolha por Pivetta como uma decisão estratégica rotineira.  

“Entendo o respeito e a consideração que tenho pelo senador Jayme, já manifestei isso diversas vezes. Entretanto, o partido decidiu que vai apoiar outro. Isso é uma decisão política!”, argumentou o ex-governador ao microfone. Para rebater o argumento de ineditismo do racha trazido por Dal Bosco, Mendes recorreu ao resgate histórico das fusões partidárias que originaram a atual legenda.  

“O nosso partido, desde as suas origens históricas, por várias e várias e várias vezes, decidiu apoiar candidaturas de outros partidos. Não é salutar dizer que quem está apoiando não concorda com isso. Isso é uma opção política, de visão conjuntural”, defendeu-se o ex-governador sob clima tenso.  

A confusão escancara a complexidade da trajetória política de Dilmar Dal Bosco. Conhecido por sua habilidade de articulação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), o parlamentar vive uma situação emblemática: foi o homem de confiança e líder de governo durante toda a gestão de Mauro Mendes no Palácio Paiaguás e exerce hoje a liderança do governo Pivetta no parlamento estadual.

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Apesar de atuar como ponte da gestão estadual, Dal Bosco deixou claro no ato que sua lealdade partidária e pessoal permanece inabalável ao grupo liderado pelos irmãos Jayme e Júlio Campos, caciques fundadores e fiadores do antigo PFL e DEM no estado.

O embate público em Cuiabá sela o ápice da “guerra fria” travada há meses entre o pragmatismo eleitoral de Mauro Mendes e o peso tradicional da oligarquia Campos. Enquanto o grupo de Mendes celebra a composição pragmática com Pivetta, a ala dos Campos sinaliza que a ferida aberta na convenção deixará cicatrizes profundas na fidelidade da base governista durante a campanha.

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