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ELEIÇÕES 2026

Acordo entre TRE-MT e Polícia Federal fortalece segurança nas Eleições 2026

Pelo termo, a Polícia Federal é designada a coordenar as forças de segurança que compõem o Gabinete de Gestão Integrada.

Publicado em

 / TRE-MT

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) firmou o Acordo de Cooperação Técnica nº 43/2026, que estabelece a participação da Polícia Federal em Mato Grosso no Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do Tribunal. O termo visa à atuação conjunta na segurança das Eleições Gerais de 2026, sem transferência de recursos financeiros entre as instituições.

Entre as ações previstas no ACT, assinado na última quinta-feira (02.07), estão o planejamento antecipado baseado em análise de riscos; reuniões periódicas entre os órgãos; atuação integrada no dia da votação; apoio à logística, identificação de locais sensíveis e pontos críticos; garantia da ordem pública, da segurança institucional e da normalidade do processo eleitoral.

Tanto o TRE-MT quanto a PF deverão elaborar e atualizar o plano de ação do GGI; designar representantes para coordenar e fiscalizar o acordo; compartilhar informações necessárias, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação (LAI); registrar todas as deliberações e permitir o acesso dos órgãos de controle aos documentos relacionados ao acordo.

Ao TRE-MT compete coordenar as reuniões do GGI; consolidar informações das Zonas Eleitorais e dos órgãos parceiros; orientar operacionalmente as Zonas Eleitorais; disponibilizar estrutura física para o funcionamento do gabinete; acompanhar e avaliar os resultados das ações.

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Já a Polícia Federal fica responsável por coordenar as forças de segurança no âmbito do GGI; disponibilizar recursos humanos, materiais e tecnológicos; manter plantão no dia da eleição para procedimentos policiais; apurar crimes eleitorais e realizar ações de inteligência; produzir relatórios de inteligência para a Justiça Eleitoral; apoiar o TRE-MT quando requisitada e articular ações com outros órgãos de segurança.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, ressaltou a importância da participação da Polícia Federal e coordenação das forças de segurança no âmbito do GGI.”A atuação conjunta fortalece o planejamento estratégico das Eleições Gerais de 2026, amplia a capacidade de resposta diante de eventuais ocorrências e contribui para garantir a segurança, a transparência e a regularidade de todas as etapas do processo eleitoral, reforçando a confiança da sociedade na Justiça Eleitoral”.

O ACT n° 43/2026 terá vigência até 19 de dezembro de 2026, podendo ser prorrogado mediante termo aditivo.

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Política

Blairo Maggi diz que saiu da política porque a exposição pública o prejudicava como empresário

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O ex-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Blairo Maggi, sepultou qualquer especulação sobre um possível retorno às disputas eleitorais ou a palanques majoritários.

O megaempresário, que comanda a Amaggi, uma das maiores potências globais do agronegócio e da exportação de grãos, afirmou categoricamente que sua “cota política” está encerrada e explicou que a decisão de se afastar em definitivo da vida pública foi motivada por critérios puramente empresariais, uma vez que o status de Pessoa Politicamente Exposta (PPE) trazia entraves às operações globais de suas empresas.

Segundo Maggi, o cenário econômico e as exigências de governança corporativa mudaram drasticamente nos últimos anos, tornando impossível a antiga prática de conciliar a gestão pública com o comando de grandes corporações. O ex-ministro revelou que a fiscalização rigorosa de bancos e o mercado externo pesaram na balança.“No passado era possível você estar empresário e estar na política, não havia muito problema. Mas hoje em dia não é mais possível. As pessoas que estão envolvidas ou próximas da política têm problemas de serem PPE (Pessoas Politicamente Expostas).

Isso traz grandes problemas e compliance com bancos, com empresas internacionais. A Amaggi, felizmente, se transformou numa empresa grande, que tem contatos e com o negócio no mundo inteiro. Então não tenho como ficar fazendo política e todo dia ficar respondendo uma coisa ou outra, explicando isso, explicando aqui. Ou você vai fazer política, ou você vai fazer negócio. Eu preferi cuidar dos negócios da minha família.”

Atualmente posicionado como um observador do cenário eleitoral, Maggi relatou que voltou de uma viagem aos Estados Unidos (EUA) e que tem se atualizado sobre as articulações locais estritamente por meio do que lê na imprensa regional e nas redes sociais. Avaliando o momento político como “morno”, ele projeta que o engajamento das lideranças e dos partidos deve ganhar tração real apenas após o encerramento do período da Copa do Mundo.

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