ELEIÇÕES 2026
Audiência pública definirá plano de mídia do Horário Eleitoral Gratuito
Representantes de partidos políticos, federações, coligações e de emissoras de rádio e TV estão convocados a comparecerem.
/ TRE-MT
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realizará, nesta sexta-feira (21), às 9h, uma audiência para definir a geração do plano de mídia do Horário Eleitoral Gratuito referente às Eleições Gerais de 2026. A reunião ocorrerá no Plenário do Tribunal, em Cuiabá, e será transmitida ao vivo pelo canal oficial do TRE-MT no YouTube.
A convocação consta do Edital nº 2/2026/JAP, publicado nesta segunda-feira (17.08), e é destinada a representantes legais dos partidos políticos, das federações e das coligações partidárias, além das emissoras de rádio e televisão legalmente habilitadas a operar em Mato Grosso.
A audiência será coordenada pela juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT e coordenadora do Horário Eleitoral Gratuito, Edna Ederli Coutinho. Entre os objetivos está a elaboração do plano de mídia, documento que definirá a distribuição do tempo do Horário Eleitoral Gratuito entre as legendas que tenham direito à propaganda.
Também será realizado o sorteio da ordem de veiculação da propaganda em rede no primeiro dia do Horário Eleitoral Gratuito. Serão ainda discutidas as eventuais sobras de inserções e orientações sobre a operacionalização do sistema HEG-Mídias.
Outro tema previsto é a gestão das cotas de propaganda destinadas às candidaturas proporcionais de mulheres, pessoas negras e pessoas indígenas. A audiência também poderá tratar de outros assuntos relacionados à operacionalização do Horário Eleitoral Gratuito nas Eleições 2026.
Regras para entrega das mídias
O TRE-MT informa que a ata da Reunião Preparatória realizada em 04 de agosto já está disponível na página do Horário Eleitoral Gratuito. O documento reúne as definições acordadas sobre as especificações técnicas dos formatos das mídias, formas e prazos para entrega dos materiais e mapas de mídia.
As informações podem ser consultadas na página do Horário Eleitoral Gratuito – Eleições 2026 do TRE-MT.
A realização da audiência atende ao disposto nos artigos 53 e 55 da Resolução TSE nº 23.610/2019 e às atribuições estabelecidas pela Resolução TRE-MT nº 2.950/2025.
Política
Jayme crê que Mauro Mendes será alvo de mais três operações; ‘Não sobra cadeia para pôr gente’
O senador defendeu a prisão dos envolvidos, dizendo que ricos, quando cometem crimes, devem ser punidos e não apenas os pobres ou um “ladrão de galinha”
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O senador Jayme Campos (União) disse crer que ainda serão realizadas pelo menos mais três operações contra o grupo político do ex-governador Mauro Mendes (União), classificada por ele como “organização criminosa”. Na fala, o parlamentar defendeu que os envolvidos sejam presos e sugeriu a compra de containers para abrigar os novos detentos devido à quantidade de pessoas no caso.
“Eu vejo boatos correndo na praça. E não é uma não, amigo. Me parece que vêm duas ou três aí, porque o trem é mais feio do que vocês pensam”, afirmou nesta quarta-feira (19).
“Se eu for falar tudo o que eu sei, acabou Mato Grosso. Não sobra cadeia para pôr gente; vai ter que buscar novos presídios de lata lá no Espírito Santo, um container para prender gente. É o que vai acontecer aqui em Mato Grosso”, acrescentou o parlamentar.
O senador defendeu a prisão dos envolvidos, dizendo que ricos, quando cometem crimes, devem ser punidos e não apenas os pobres ou um “ladrão de galinha”. Cobrou, ainda, ação dos órgãos de controle, como o Ministério Público de Mato Grosso e os Tribunais de Contas do Estado e da União.
“Tem que ir preso. Tem que devolver o dinheiro do estado de Mato Grosso para o povo mato-grossense. É um problema de Justiça, dos órgãos de controle”, disse.
A declaração diz respeito à Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal no início do mês, tendo como alvos Mauro Mendes, o deputado federal Fábio Garcia, além dos familiares e aliados políticos de ambos.
Eles são investigados por supostas irregularidades no pagamento de um acordo com a empresa de telefonia Oi no valor de R$ 308 milhões. O dinheiro, conforme a Polícia Federal, foi parar em fundos de investimentos ligados à Mendes e Garcia.
“Para mim, [é coisa] de organização criminosa. PCC, Comando Vermelho e os Irmãos do Norte são fichinha para o que está acontecendo aqui. No Código Penal Brasileiro está lá formação de quadrilha. Entretanto, na minha visão, chama-se organização criminosa o que estão fazendo aqui em Mato Grosso”, disse Jayme.
O senador ainda citou o escândalo dos consignados, em que servidores foram vítimas de financeiras que ofereciam contratos abusivos. Além disso, classificou como uma “lambança” a privatização das rodovias estaduais.
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