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ESCALA DE TRABALHO

Erika Hilton acusa senadores de MT de defenderem ‘escala 7×0’; Jayme nega e fala em distorção

Senador mato-grossense afirma que proposta apenas amplia a possibilidade de escolha da jornada semanal; Wellington Fagundes ainda não comentou o assunto.

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A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) afirmou em suas redes sociais que os senadores e pré-candidatos ao Governo de Mato Grosso Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL) estão entre os parlamentares que assinaram a PEC nº 12/2026, encabeçada por Rogério Marinho (PL-RN) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a deputada, a proposta abriria caminho para a criação da chamada “escala 7×0”, em que o empregado trabalharia todos os dias da semana.

“O senador Flávio Bolsonaro e seus aliados apresentaram uma PEC no Senado que acaba com a CLT e cria a escala 7×0”, escreveu Erika.

Ao Rdnews, Jayme confirmou que assinou a proposta de Rogério Marinho, mas acusou a deputada de distorcer o conteúdo da PEC. “Não cria escala 7×0. Isso não existe”, afirmou o senador. Segundo ele, o texto apenas garante ao trabalhador a possibilidade de optar por uma jornada de 40 horas ou de 44 horas semanais, caso assim deseje.

O parlamentar mato-grossense ressaltou ainda que a proposta precisará passar por todas as comissões do Senado e que dificilmente será votada ainda neste ano. Para Jayme, a matéria que tem mais chances de chegar ao plenário é a proposta aprovada pela Câmara que trata da escala 5×2. “Vou votar favorável”, revelou.

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Questionado sobre o momento do debate, Jayme reclamou da politização do tema e avaliou que a discussão acaba contaminada pelo cenário eleitoral.

Já Wellington Fagundes não foi localizado para comentar o assunto. O espaço segue aberto. Na semana passada, contudo, o senador deu sinais de ser contrário ao fim da escala 6×1. Em vídeo publicado nas redes sociais, o liberal afirmou que o tema é sério demais para se transformar apenas em “discurso bonito”.

“Esse projeto precisa ser debatido com responsabilidade, ouvindo trabalhadores e empresários e entendendo a realidade de quem está na ponta. Não dá para falar em mudança sem fazer a conta fechar”, declarou.

Já o senador Carlos Fávaro (PSD) é um defensor da escala 5×2 e sustenta que a medida ajudará a reduzir a exaustão dos trabalhadores.

Pec da oposição

A proposta, protocolada na quinta-feira (28/5), um dia depois de a Câmara Federal aprovar a PEC que acaba com a escala 6×1 — prevê que os empregados poderão negociar a escala de trabalho com o contratante. “Prevê a possibilidade de opção pelos empregados quanto à jornada de trabalho, podendo escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas”, diz trecho do texto que está na CCJ.

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Veja publicação de Erika Hilton: 

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Política

Dr. Eugênio relembra início da trajetória política e destaca desafios enfrentados no Araguaia

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– AGÊNCIA DA NOTÍCIA

Durante entrevista, o deputado estadual Dr. Eugênio de Paiva relembrou os primeiros passos de sua trajetória política na região do Araguaia e contou as dificuldades enfrentadas para conquistar a confiança da população quando decidiu disputar seu primeiro mandato.

Ao comentar a caminhada política, o parlamentar revelou uma conversa recente com o pré-candidato a deputado estadual Abimael Borges, na qual ambos relembraram os desafios do início da vida pública.

Segundo Dr. Eugênio, ao chegar em municípios como Alto Boa Vista e Bom Jesus do Araguaia, ele não conhecia praticamente ninguém e precisou começar sua campanha do zero, visitando moradores, comerciantes e lideranças locais para apresentar suas propostas.

Um dos episódios lembrados aconteceu em Bom Jesus do Araguaia, quando entrou em um posto de combustíveis para abastecer o veículo e aproveitou a oportunidade para pedir o voto ao proprietário, conhecido popularmente como “Bodinho”. Anos depois, o comerciante contou ao deputado que decidiu apoiá-lo pela simplicidade e humildade demonstradas naquele primeiro contato.

“No começo é tudo muito difícil. Até que as pessoas conheçam a gente, é preciso muito trabalho e dedicação”, afirmou.

O deputado também destacou que as dificuldades não terminam com a eleição. De acordo com ele, o primeiro ano de mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso foi marcado por muitos desafios administrativos e políticos.

Dr. Eugênio explicou que chegou ao Parlamento com a experiência de apenas um mandato como vereador e de uma candidatura derrotada à prefeitura. Além disso, ressaltou que, ao assumir a cadeira na Assembleia, também precisou construir relacionamentos políticos na capital, onde, segundo ele, praticamente não conhecia ninguém.

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“Cheguei à Assembleia Legislativa e também não conhecia ninguém em Cuiabá. É um período de muito aprendizado, de montar equipe, estruturar o gabinete e fazer o mandato começar a funcionar”, relatou.

Ao recordar sua trajetória, o parlamentar destacou que a persistência, a proximidade com a população e o trabalho constante foram fundamentais para consolidar sua atuação política e representar os municípios da região do Araguaia no Legislativo estadual.
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