ÁGUA BOA
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

ÁREAS ÚMIDAS

Dr Eugênio diz que indefinição e restrição do uso das áreas úmidas traz perdas à economia do Araguaia

Deputado do Araguaia afirma que 4,5 milhões de hectares podem não ter atividade econômica; prefeito de Cocalinho fala em perda de R$ 3,5 milhões até meio do ano

Publicado em

– Jonas da silva/Assessoria

O Araguaia tem metade, ou seja, 17 dos 34 municípios que podem ser prejudicados, caso persista o entendimento da Justiça de que as áreas úmidas do Vale do Araguaia sejam consideradas como Pantanal, ou tenham restrição para uso do solo.

Se mantiver este entendimento, a projeção é de que 4,5 milhões de hectares não possam ter atividade agropecuária, ou qualquer outro licenciamento para empreendimento econômico.

“A economia do Araguaia já está perdendo com a insegurança jurídica diante da restrição do uso com a indefinição das áreas úmidas. Tenho conversado com prefeitos e empresários”, alerta o deputado Dr Eugênio de Paiva.

“Duas minas no município de Cocalinho, como o Calcário Vale do Araguaia, são responsáveis por todo o calcário utilizado no Araguaia e no Xingu”, diz o deputado. A restrição do uso ou não das áreas úmidas do Vale do Araguaia e Vale do Guaporé está em disputa judicial no Estado de Mato Grosso.

“É um impacto muito grande; são 2 milhões e 200 mil hectares de áreas plantadas em soja, algodão e milho que vão sofrer o impacto imediato devido à não exploração dessa mina de calcário”, compara Dr. Eugênio sobre a restrição do uso das áreas úmidas, algumas das quais consolidadas há décadas.

Leia Também:  Indígenas bloqueiam BR-158 entre Água Boa e Nova Xavantina na tarde desta segunda feira

Menos receita pública

O prefeito de Cocalinho, Márcio Conceição Nunes de Aguiar “Baco”, já percebeu o impacto da insegurança e indefinição sobre a restrição do uso da área úmida no Vale do Araguaia.

“O investimento do ISSQN, calculado de janeiro até 30 de maio, foi de menos três milhões e meio. Para um município pequeno como o nosso, é uma tirada de pé bem grande (redução). Isso mostra o medo da nossa região com as áreas úmidas. Da forma colocada como Pantanal, o que para nós não é realidade. E isso trouxe medo para os pecuaristas e a população”, lamenta. O ISSQN é o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, de recolhimento municipal.

O prefeito diz como ocorreu a perda do recurso para a prefeitura ao longo da atividade econômica. “Tivemos uma grande queda da receita do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e ICMS. Mas a grande queda foi de ISSQN, através dos produtores rurais. São eles que fazem investimento, que contrata caminhão de calcário, alguém para fazer a cerca e tem que tirar a nota fiscal para receber”, acrescenta.

Leia Também:  Bando de queixadas invade propriedade rural e coloca moradores e animais em alerta em Querência

Expedição para esclarecer

O deputado organizou e recepcionou jornalistas de Cuiabá no fim de semana com a Expedição Áreas Úmidas Araguaia na região para levar conhecimento aos profissionais de forma prática.

O parlamentar e jornalistas foram acompanhados dos professores e geólogos, Fernando Ximenes de Tavares Salomão, doutor em Geociências e Meio Ambiente, e Elder Luciano Madruga, mestre em Uso e Ocupação de Solo. Eles fizeram explicações técnicas nas visitas de campo nas propriedades.

Advertisement

Vale do Araguaia

AMM conclui agenda técnica no Araguaia com orientações para fortalecer agricultura familiar e gestões municipais

Published

on

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) concluiu nesta quinta-feira (30) a agenda de visitas técnicas realizada em três municípios da região Araguaia. Entre os dias 28 e 30 de julho, equipe da instituição esteve em Santa Cruz do Xingu, Confresa e Vila Rica, promovendo orientações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, à atualização da legislação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e às ações que contribuem para a melhoria dos indicadores municipais relacionados à participação no ICMS. As reuniões foram conduzidas pela gerente de Agricultura Familiar da AMM, Nathacha de Carvalho.

Durante a programação, foram realizadas audiências públicas, com  a participação de gestores públicos, vereadores, produtores rurais, representantes de associações e cooperativas, com o objetivo de apresentar informações, esclarecer dúvidas e orientar sobre medidas que podem ampliar as oportunidades para a produção local e fortalecer as políticas públicas voltadas ao setor.

Em Santa Cruz do Xingu e Confresa, a equipe da AMM tratou da importância da alteração da legislação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), adequando os procedimentos municipais às normas nacionais. A atualização prevê a inclusão de um capítulo específico para a agroindústria de pequeno porte e para a produção artesanal, possibilitando a desburocratização dos processos e criando melhores condições para que pequenos produtores realizem o processamento de produtos de origem animal de forma adequada, respeitando as características da produção artesanal. A expectativa é que a proposta de alteração da legislação seja encaminhada para votação na próxima sessão da Câmara Municipal.

Já em Vila Rica, a agenda foi direcionada à gestão municipal, com a participação do prefeito, primeira-dama e representantes das secretarias de Educação, Agricultura, Assistência Social, Saúde, Meio Ambiente e Finanças. A equipe da AMM apresentou orientações relacionadas ao Índice de Participação dos Municípios (IPM) no ICMS que considera ações desenvolvidas pelas prefeituras em diferentes áreas. Durante o encontro, foram destacadas as ações da agricultura que podem contribuir para o desempenho municipal, como a oferta de assistência técnica e extensão rural, a elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar, a aquisição de alimentos da agricultura familiar para a alimentação escolar da rede municipal e os investimentos realizados no setor.

Leia Também:  Indígenas bloqueiam BR-158 entre Água Boa e Nova Xavantina na tarde desta segunda feira

A gerente de Agricultura Familiar da AMM, Nathacha de Carvalho, disse que a agenda foi muito positiva, pois possibilitou orientar gestores, vereadores, produtores e representantes da sociedade sobre a atualização da legislação do SIM e as oportunidades para a agroindústria de pequeno porte e a produção artesanal. “Estamos na expectativa de que a legislação do SIM seja aprovada pelas Câmaras Municipais, permitindo que produtores, gestores e a população sejam beneficiados pelos avanços que a medida proporciona, especialmente com a ampliação das oportunidades de comercialização. A AMM permanece à disposição dos municípios para apoiar iniciativas que fortaleçam a agricultura familiar, setor fundamental para milhares de famílias mato-grossenses”, afirmou.

Oportunidade para os municípios
As visitas técnicas abriram espaço para diálogo, esclarecimento de dúvidas e apresentação de caminhos para aprimorar políticas públicas. Para os gestores municipais, o apoio da AMM é fundamental para fortalecer a agricultura familiar, ampliar oportunidades aos produtores e melhorar o desempenho dos municípios.

A prefeita de Santa Cruz do Xingu, Joraildes Soares de Souza, destacou a importância da audiência pública promovida com apoio da AMM para esclarecer dúvidas de vereadores, produtores e da população sobre a implantação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Segundo ela, a iniciativa representa uma oportunidade para ampliar os mercados dos produtores locais. “Foi uma audiência muito produtiva, que tirou dúvidas e vai abrir uma porta para que nossos produtores possam comercializar seus produtos com a documentação adequada”, ressaltou.

Leia Também:  Prefeitura de Água Boa abre inscrições para programa que concede bolsas de estudo a universitários

O presidente da Câmara de Confresa, Elton Messias, destacou a importância das orientações repassadas durante a audiência pública e afirmou que a implantação do SIM poderá ampliar as possibilidades de comercialização dos produtores rurais, inclusive para a alimentação escolar. “Queremos agradecer o presidente da AMM por essa reunião, que trouxe esclarecimentos importantes para que possamos avançar e fortalecer os produtores do município. Creio que vamos chegar ao objetivo final, que é aderir ao SIM  juntamente com os outros municípios que já aderiram”, afirmou.

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Vila Rica, Rafael Gallo, ressaltou a contribuição da AMM para o fortalecimento da agricultura familiar e para o aprimoramento das ações municipais. “Agradecemos a associação por nos dar esse suporte e por ter fortalecido toda agricultura familiar em Mato Grosso por meio do apoio técnico para que as prefeituras possam trabalhar de forma organizada. A palestra foi muito esclarecedora para que possamos fortalecer o desempenho de Vila Rica no índice de participação dos municípios e no repasse do ICMS”, assinalou.

Com o encerramento da agenda, a AMM reforçou a importância da aproximação com os municípios e do diálogo direto com gestores, produtores e organizações locais. A instituição dará prosseguimento às orientações para fortalecer iniciativas que estimulam o desenvolvimento da agricultura familiar e ampliam as oportunidades para os produtores rurais.

Continuar lendo

AGUA BOA

VALE DO ARAGUAIA

MATO GROSSO

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA