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Março Mulher – Sebrae/MT realiza encontro em Água Boa e mais 16 municípios para fortalecer o empreendedorismo feminino

O evento é gratuito, mas as interessadas precisam se inscrever; Kelly Singularidade e Mia Mônaco são as convidadas especiais da programação

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O Sebrae/MT (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso) promove, no mês de março, a série de encontros “Entre Elas”, programação voltada para mulheres que já empreendem ou querem empreender. O evento ocorre em 17 municípios do estado. A participação é gratuita, mas as interessadas precisam se inscrever pelo LINK.
Uma das convidadas é a mentora, autora, palestrante e influencer Kelly Singularidade, que abordará os desafios que enfrentou ao longo da vida e como transformou dores em sucesso. A segunda participação é da Mia Mônaco, que é palestrante, especialista em empreendedorismo feminino e facilitadora do Empretec (ONU/Sebrae). Ela também atua com mentoria, palestras e treinamento para empresas.
“O Mês da Mulher amplia a visibilidade e reforça a importância do protagonismo feminino na economia. Para o Sebrae, essa pauta não se limita a uma data no calendário, mas se consolida em ações que compõem uma jornada empreendedora de longo prazo. O apoio às mulheres empreendedoras acontece durante todo o ano, de forma estruturada, contínua e estratégica”, enfatiza a diretora-Superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun.
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O objetivo da iniciativa é promover relacionamento, conhecimento e geração de ideias para mulheres empreendedoras que buscam aprimorar suas competências socioemocionais, liderança, gestão de negócios, além de estimular debates em um ambiente inovador e prático.
“O evento Entre Elas também visa incentivar a troca de experiências e o desenvolvimento de soluções para os desafios contemporâneos enfrentados pelas empreendedoras”, destaca Érika Santos, gerente de Competitividade do Sebrae/MT
O encontro contempla os municípios de Barra do Garças, Água Boa, Confresa, Lucas do Rio Verde, Itanhangá, Nova Mutum, Santa Rita do Trivelato, Sapezal, Tangará da Serra, Rondonópolis, Castanheira Primavera do Leste, Pontes e Lacerda, Juara, Alta Floresta, Cáceres e Sorriso. Em cada cidade, haverá a participação de uma das palestrantes, a programação e detalhes de cada evento constam no site oficial.
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Emboscada, tortura e morte: sete faccionados recebem penas que somam 192 anos de prisão em cidade no Araguaia

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O Tribunal do Júri de Água Boa condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa. O julgamento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

De acordo com denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos integravam uma organização criminosa com atuação na região. Conforme a investigação, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024, em uma residência localizada no município de Nova Nazaré. A vítima foi atraída para uma emboscada, morta por motivo torpe e submetida a meio cruel de execução.

Antes do homicídio, Allan Davi e o amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos em cárcere privado por várias horas. Segundo o Ministério Público, os dois foram atraídos para a residência sob o pretexto de um encontro com integrantes da facção. Após chegarem ao local e consumirem entorpecentes com algumas das acusadas, foram surpreendidos por outros integrantes do grupo, que chegaram armados, tomaram seus celulares e os impediram de deixar o imóvel.

As investigações apontaram que a execução foi motivada pela suspeita de que Allan integrasse uma facção rival. A desconfiança surgiu após uma publicação feita pela vítima em uma rede social. A partir daí, integrantes da organização criminosa passaram a monitorar Allan, planejaram uma emboscada e acionaram lideranças da facção para decidir o destino da vítima. Durante horas, Allan e Lucas foram submetidos a ameaças e intensa pressão psicológica enquanto os acusados analisavam o conteúdo de seus aparelhos celulares e buscavam obter uma suposta confissão.

Ainda conforme a denúncia, após a autorização para a execução, Allan Davi foi asfixiado com um lençol por integrantes do grupo. Em seguida, parte dos envolvidos transportou o corpo para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde o cadáver foi enterrado em uma cova rasa. A vítima foi decapitada no local, circunstância que embasou o reconhecimento da qualificadora do meio cruel. Enquanto isso, Lucas Orescio permaneceu sob vigilância dos criminosos e, ao ser liberado, teria sido ameaçado para não revelar o que havia ocorrido.

Entre os condenados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois crimes de tortura e organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos de reclusão e 20 dias-multa; Yara Yasmin Vilava Alves, a 28 anos de reclusão e 10 dias-multa; Diego Oliveira dos Santos, a 28 anos e oito meses de reclusão e 20 dias-multa; Ana Julia Xavier Morais, a 26 anos de reclusão e 20 dias-multa; Eduardo Ribeiro da Silva, a 25 anos de reclusão e 10 dias-multa; e Mathias Xavier Campos, a 20 anos de reclusão e 20 dias-multa.

Todos os condenados deverão cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade e manteve as prisões preventivas dos réus.

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