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CENTRO DE TREINAMENTO

Sistema Famato/Senar MT anuncia construção de Centro de Treinamento para qualificação rural em Água Boa

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– FAMATO

O presidente do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) apresentou na manhã desta quarta-feira (11) o projeto do novo Centro de Treinamento (CT) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT) que será construído em Água Boa. A iniciativa é voltada à qualificação profissional e ao fortalecimento da educação no meio rural.

A previsão é de que a licitação para contratação da empresa responsável pela obra seja lançada no primeiro semestre. A estrutura deverá ter cerca de 8 mil m² de área construída, sendo planejada para atender cadeias produtivas estratégicas da região, com foco em pecuária, agricultura e outras atividades.

O projeto inclui salas de aula, auditório para 250 pessoas, barracão para treinamentos com máquinas de grande porte, cozinha industrial, biblioteca e sala multiuso. Além do poder público, a iniciativa conta com a parceria do Sindicato Rural de Água Boa.

O prefeito de Água Boa, Mariano Kolankiewicz, afirmou que a proposta amplia a capacidade de qualificação local e tende a ganhar relevância com investimentos logísticos previstos para a região. “É um dia de grande alegria. Ficamos felizes com essa obra, que vai qualificar e ajudar muito os nossos produtores e o segmento do agro, que tem contribuído para o crescimento de Água Boa. Com a chegada da ferrovia, essa estrutura será muito importante para nós: treinamento, qualificação e uma grande parceria que o Senar já tem com o município”, disse.

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A presidente da Câmara Municipal, Rejane Garcia, avaliou que a implantação do centro atende a uma demanda recorrente do município e deve contribuir para a formação de mão de obra voltada ao campo. “Esse é um anseio da população e também da gestão pública. Somos muito cobrados por isso. E hoje vimos um projeto apresentado com excelência. Estamos ansiosos por essa grande obra em Água Boa, que vem contribuir muito para o homem do campo”, afirmou.

Já Vilmondes Tomain destacou o alcance regional esperado para a unidade. “Sabemos da importância dessa obra e tenho certeza de que será uma das melhores iniciativas nossas, no sentido de centro de treinamento. Sou da região e sei dos avanços que temos vivido. Água Boa está recebendo grandes projetos e vai ser ainda muito mais próspera. Vocês vão receber uma obra de altíssima qualidade para devolver à região uma estrutura que as pessoas vão usar e que vai gerar resultados”, concluiu.

Também participaram da agenda a primeira-dama de Água Boa e suplente de deputada federal, Juliana Souza, vereador Adelar Fusinato, ex-prefeito Germano Zandoná, secretário de Obras e Planejamento, Carlos Trautmann e engenheiro Marcelo Alves.

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Emboscada, tortura e morte: sete faccionados recebem penas que somam 192 anos de prisão em cidade no Araguaia

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O Tribunal do Júri de Água Boa condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa. O julgamento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

De acordo com denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos integravam uma organização criminosa com atuação na região. Conforme a investigação, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024, em uma residência localizada no município de Nova Nazaré. A vítima foi atraída para uma emboscada, morta por motivo torpe e submetida a meio cruel de execução.

Antes do homicídio, Allan Davi e o amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos em cárcere privado por várias horas. Segundo o Ministério Público, os dois foram atraídos para a residência sob o pretexto de um encontro com integrantes da facção. Após chegarem ao local e consumirem entorpecentes com algumas das acusadas, foram surpreendidos por outros integrantes do grupo, que chegaram armados, tomaram seus celulares e os impediram de deixar o imóvel.

As investigações apontaram que a execução foi motivada pela suspeita de que Allan integrasse uma facção rival. A desconfiança surgiu após uma publicação feita pela vítima em uma rede social. A partir daí, integrantes da organização criminosa passaram a monitorar Allan, planejaram uma emboscada e acionaram lideranças da facção para decidir o destino da vítima. Durante horas, Allan e Lucas foram submetidos a ameaças e intensa pressão psicológica enquanto os acusados analisavam o conteúdo de seus aparelhos celulares e buscavam obter uma suposta confissão.

Ainda conforme a denúncia, após a autorização para a execução, Allan Davi foi asfixiado com um lençol por integrantes do grupo. Em seguida, parte dos envolvidos transportou o corpo para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde o cadáver foi enterrado em uma cova rasa. A vítima foi decapitada no local, circunstância que embasou o reconhecimento da qualificadora do meio cruel. Enquanto isso, Lucas Orescio permaneceu sob vigilância dos criminosos e, ao ser liberado, teria sido ameaçado para não revelar o que havia ocorrido.

Entre os condenados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois crimes de tortura e organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos de reclusão e 20 dias-multa; Yara Yasmin Vilava Alves, a 28 anos de reclusão e 10 dias-multa; Diego Oliveira dos Santos, a 28 anos e oito meses de reclusão e 20 dias-multa; Ana Julia Xavier Morais, a 26 anos de reclusão e 20 dias-multa; Eduardo Ribeiro da Silva, a 25 anos de reclusão e 10 dias-multa; e Mathias Xavier Campos, a 20 anos de reclusão e 20 dias-multa.

Todos os condenados deverão cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade e manteve as prisões preventivas dos réus.

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