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Construção Civil – MT desbanca DF e abre 2024 com o metro quadrado mais caro do Centro-Oeste

Mato Grosso abriu o ano de 2024 ostentando o maior valor para o metro quadrado (m²) da construção civil, ao atingir R$ 1.801,67.

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Mato Grosso abriu o ano de 2024 ostentando o maior valor para o metro quadrado (m²) da construção civil, ao atingir R$ 1.801,67. Foto: Divulgação

-Diário de Cuiabá

Mato Grosso abriu o ano de 2024 ostentando o maior valor para o metro quadrado (m²) da construção civil, ao atingir R$ 1.801,67. Com a cifra recorde, o estado assumiu a liderança de preços na região, deixando para trás o Distrito Federal, que tradicionalmente registrava o maior valor.

Essa média apurada em janeiro, coloca Mato Grosso entre os locais mais caros do país para construção do m², na 9º posição. No mesmo período, Santa Catarina se manteve na liderança: R$ 1.985,70. A média no país foi de R$ 1.725,52. Esses e outros dados fazem parte do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado pelo IBGE.

Ainda em relação aos dados de janeiro deste ano, observa-se que do total do custo do m² no estado, R$ 1.092,74 foram relativos à parcela de materiais de construção, que aumentou em relação a dezembro (R$ 1.088,89). Os outros R$ 708,93 referem-se à parcela da mão de obra, que neste início de ano ficou menor em relação ao fechamento de 2023: R$ 712,64.

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A região Norte, com alta em todos os estados ficou com a maior variação regional em janeiro, de 0,60%. Destaque para Tocantins, com alta de 0,95% impulsionado por aumento em ambas as parcelas. Logo em seguida, vem o Nordeste (0,49%), Sul (0,07%) e Centro-Oeste (0,01%). O Sudeste foi a única região com variação negativa, de 0,04%.

O Brasil apresentou variação de 0,19% em janeiro, queda de 0,07 ponto percentual (p.p.) em relação a dezembro de 2023 (0,26%. Com esse resultado, o índice começou o ano com uma variação 0,12 p.p. menor do que o registrado em janeiro de 2023, de 0,31%. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 2,43%.

“É a menor variação para janeiro para a série histórica que considera a desoneração da folha de pagamento do segmento da construção civil, iniciada em julho de 2013”, explica o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira. O custo nacional da construção, por metro quadrado, foi de R$ 1.725,52, sendo R$ 1.003,26 relativos aos materiais e R$ 722,26 à mão de obra.

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A parcela da mão de obra teve variação de 0,27%. “Impulsionada pelo reajuste do salário mínimo nacional para 2024, que impacta diretamente nos salários das categorias de profissionais que possuem pisos salariais inferiores ao novo valor vigente”, explica Augusto. Apesar disso, o valor ficou próximo ao de dezembro de 2023 (0,24%). Com relação a janeiro de 2023, o resultado demonstra queda de 0,54 ponto percentual (0,81

Já a parcela dos materiais apresentou variação de 0,14%, iniciando o ano com queda de 0,13 p.p. em relação a dezembro do ano anterior, quando registrou 0,27%. Na comparação com o índice de janeiro de 2023 (-0,03%), houve aumento de 0,17 ponto percentual.

Com o resultado, o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 0,23% na parcela dos materiais e 5,65% na parcela da mão de obra.

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Economia

Endividamento das famílias brasileiras bate recorde histórico e chega a 81,6%

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O endividamento das famílias atingiu 81,6% em maio deste ano, estabelecendo o maior índice da série histórica. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O indicador apresenta um crescimento de 3,4 pontos percentuais em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando registrava 78,2%. Em relação a abril, a alta foi de 0,7 ponto percentual. O índice abrange dívidas a vencer em modalidades como cartão de crédito, cheque especial, carnês, empréstimos e prestações.

Acompanhando o recorde de endividamento, a inadimplência subiu para 29,9%, o patamar mais elevado desde novembro passado. Apesar do aumento no volume de dívidas e de atrasos em relação a abril, o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar os débitos permaneceu estável em 12,3%.

Quase todas as faixas de renda registraram alta no endividamento, com exceção do grupo que recebe entre cinco e dez salários mínimos, que apresentou retração.

O período da pesquisa coincide com o lançamento do Novo Desenrola Brasil, ocorrido em 4 de maio. A iniciativa foca na redução do endividamento populacional e já atendeu mais de 1,4 milhão de pessoas na modalidade Famílias.

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