MAIS DINHEIRO
Governo Lula vai ao Congresso pedir R$ 3 bilhões após roubo de aposentadorias
Recurso será destinado ao ressarcimento de aposentados e pensionistas do INSS vítimas de descontos irregulares causados por fraudes de entidades associativas
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O Governo Federal, por meio do Ministério da Previdência Social, anunciou que enviará ao Congresso Nacional uma Medida Provisória (MP) solicitando a liberação de R$ 3 bilhões. O montante será utilizado para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que tiveram valores indevidamente descontados de seus contracheques, resultado de fraudes praticadas por entidades associativas.
O anúncio foi feito na quinta-feira (10) pelo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, que reforçou a urgência da medida e informou que já articula com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, para agilizar a tramitação. “O governo tem interesse de que isso aconteça rapidamente. Meu desejo é de que seja ainda hoje”, declarou Queiroz.
De acordo com o presidente do INSS, Gilberto Waller, o valor solicitado foi calculado com base na quantidade de beneficiários que formalizaram reclamações. A expectativa é de que o crédito seja suficiente para quitar todos os casos.
Os prejudicados poderão aderir ao acordo de reembolso a partir de sexta-feira (11), pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios. A adesão é gratuita e dispensa o envolvimento de terceiros.
O pagamento será feito em parcela única, diretamente na conta bancária onde o segurado recebe o benefício. Os valores serão corrigidos pelo IPCA e pagos em lotes diários a partir de 24 de julho, respeitando a ordem de adesão.
O INSS alerta que não realiza contatos por telefone ou mensagens com links, orientando que o segurado utilize apenas os canais oficiais: o aplicativo Meu INSS e a Central 135.
Fonte: Jornal Folha Destra
Economia
Endividamento das famílias brasileiras bate recorde histórico e chega a 81,6%
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O endividamento das famílias atingiu 81,6% em maio deste ano, estabelecendo o maior índice da série histórica. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O indicador apresenta um crescimento de 3,4 pontos percentuais em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando registrava 78,2%. Em relação a abril, a alta foi de 0,7 ponto percentual. O índice abrange dívidas a vencer em modalidades como cartão de crédito, cheque especial, carnês, empréstimos e prestações.
Acompanhando o recorde de endividamento, a inadimplência subiu para 29,9%, o patamar mais elevado desde novembro passado. Apesar do aumento no volume de dívidas e de atrasos em relação a abril, o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar os débitos permaneceu estável em 12,3%.
Quase todas as faixas de renda registraram alta no endividamento, com exceção do grupo que recebe entre cinco e dez salários mínimos, que apresentou retração.
O período da pesquisa coincide com o lançamento do Novo Desenrola Brasil, ocorrido em 4 de maio. A iniciativa foca na redução do endividamento populacional e já atendeu mais de 1,4 milhão de pessoas na modalidade Famílias.
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