Economia
Produção de motos cresce 3,4% e tem melhor resultado em 13 anos
Na comparação com 2023, o resultado de maio foi 3,4% superior, embora tenha apontado queda de 1,8% na comparação com abril. Essa redução é atribuída ao menor número de dias úteis (dois dias a menos) e também por causa dos feriados do Dia do Trabalho e Corpus Christi.
Em relação à produção de motocicletas de janeiro a maio, correspondente a 761.734 unidades, a alta foi de 13,8% em relação a igual período de 2023, sendo também o melhor resultado dos últimos 13 anos. A produção de modelos bicombustíveis nos cinco primeiros meses deste ano foi 16,7% maior que o mesmo período do ano passado, com 497,9 mil unidades.
Planejamento
Segundo o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, todas as fábricas estão cumprindo o planejamento de atender a demanda do mercado, que segue tendência de alta. Essa maior demanda, considerando o impacto positivo da melhoria da renda dos brasileiros, reflete a maior procura por motos, algo mantido desde a pandemia. Muitas pessoas passaram a usar motos como instrumento de trabalho e fonte de renda. Outros fatores decisivos são o preço acessível, o baixo custo de manutenção, economia e liberdade de locomoção para evitar aglomerações do transporte público.
Os licenciamentos em maio somaram 164.533 unidades, alta de 1,9% em relação a maio de 2023. Foi o melhor resultado desde 2011. A categoria de motocicleta mais emplacada foi a Street, com 77.117 unidades, o que indica uma participação de 46,9% no mercado. Os licenciamentos acumulados de janeiro a maio deste ano somaram 767.281 unidades, um crescimento de 19,9% em relação ao mesmo período de 2023, sendo o melhor resultado desde 2008.
Frota nacional
Motocicletas
- Mais de 33 milhões de unidades
- 1,6 milhão de unidades produzidas por ano
- 6º maior produtor mundial
- Mais de 70 milhões de unidades
- 2,5 milhões de unidades produzidas por ano
- 4º maior produtor mundial
Economia
Endividamento das famílias brasileiras bate recorde histórico e chega a 81,6%
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O endividamento das famílias atingiu 81,6% em maio deste ano, estabelecendo o maior índice da série histórica. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O indicador apresenta um crescimento de 3,4 pontos percentuais em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando registrava 78,2%. Em relação a abril, a alta foi de 0,7 ponto percentual. O índice abrange dívidas a vencer em modalidades como cartão de crédito, cheque especial, carnês, empréstimos e prestações.
Acompanhando o recorde de endividamento, a inadimplência subiu para 29,9%, o patamar mais elevado desde novembro passado. Apesar do aumento no volume de dívidas e de atrasos em relação a abril, o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar os débitos permaneceu estável em 12,3%.
Quase todas as faixas de renda registraram alta no endividamento, com exceção do grupo que recebe entre cinco e dez salários mínimos, que apresentou retração.
O período da pesquisa coincide com o lançamento do Novo Desenrola Brasil, ocorrido em 4 de maio. A iniciativa foca na redução do endividamento populacional e já atendeu mais de 1,4 milhão de pessoas na modalidade Famílias.
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