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ELEIÇÕES 2026

Janaina Riva e Michelle Bolsonaro estão entre favoritas ao Senado em eleição que pode ter recorde de mulheres

Levantamento publicado pelo jornal O Globo aponta 15 candidatas em posição de favoritismo no país; em Mato Grosso, Janaina ocupa o segundo lugar na disputa pelas duas vagas

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Janaina Riva (MDB), em Mato Grosso, e Michelle Bolsonaro (PL), no Distrito Federal, estão entre as 15 mulheres apontadas como favoritas a conquistar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. O levantamento foi publicado nesta sexta-feira (11) pelo jornal O Globo e indica que o pleito de 2026 pode estabelecer um novo recorde de mulheres eleitas senadoras.

A análise foi elaborada pelo cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), com base nas pesquisas mais recentes da Quaest nos estados. Além das 15 candidatas em posição de favoritismo, outras 14 aparecem em condições competitivas.

Em Mato Grosso, Janaina ocupa o segundo lugar, com 18%, dentro das duas posições que garantem vaga no Senado. No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro lidera com 26%.

Janaina também recebeu destaque individual na reportagem de O Globo. Aos 37 anos, a deputada estadual foi citada entre as lideranças mais jovens que chegam à disputa pelo Senado em posição competitiva. Ela aparece nesse recorte ao lado de Marina JHC (PSDB), de Alagoas, de 35 anos.

Segundo Medeiros, a presença feminina entre as principais candidaturas não está concentrada em um único segmento político.

“O crescimento feminino no Senado não está restrito a uma corrente ideológica. Há candidaturas competitivas à esquerda, ao centro e à direita”, afirmou o cientista político ao jornal.

O número de candidatas bem posicionadas pode alterar uma marca que permanece há 16 anos. O maior número de mulheres eleitas para o Senado em um único pleito foi oito, registrado nas eleições de 2002 e 2010.

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Neste ano, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa. Caso nove mulheres sejam eleitas, 2026 estabelecerá um novo recorde em números absolutos. Se pelo menos dez conquistarem uma vaga, a eleição também igualará a maior proporção feminina já registrada em uma renovação do Senado, alcançada em 2014.

Em Mato Grosso, o resultado da Quaest se soma a outros levantamentos que colocam Janaina entre os primeiros nomes da disputa. Pesquisa Real Time Big Data divulgada no início de setembro mostrou a candidata com 26% no resultado consolidado dos dois votos para o Senado, contra 27% de Mauro Mendes, diferença de um ponto percentual e dentro da margem de erro.

O cenário apresentado por O Globo coloca Janaina no grupo de candidatas que podem ampliar a representação feminina no Senado a partir de 2027. A pouco menos de um mês da eleição, ela aparece entre as duas primeiras colocadas em Mato Grosso e integra uma lista nacional que reúne algumas das mulheres mais bem posicionadas nas disputas estaduais.

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O levantamento reúne também candidatas de diferentes partidos e correntes políticas. Além de Janaina e Michelle, aparecem entre as favoritas Marina Silva (Rede), em São Paulo; Gleisi Hoffmann (PT), no Paraná; Gracinha Caiado (União), em Goiás; Roseana Sarney (MDB), no Maranhão; Manuela d’Ávila (PSOL), no Rio Grande do Sul; Marília Arraes (PDT), em Pernambuco; e Teresa Surita (MDB), em Roraima.

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Política

Decisão do STF faz Câmara de Bom Jesus do Araguaia adiar eleição da Mesa para outubro

Ato assinado pelo presidente da Casa em Bom Jesus do Araguaia usa decisão do STF que anulou a votação antecipada em VG

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A Câmara Municipal de Bom Jesus do Araguaia marcou para 2 de outubro, às 19h, a eleição da Mesa Diretora que vai comandar a Casa no segundo biênio da legislatura, e escreveu no ato a razão da data: o entendimento do Supremo Tribunal Federal que levou à anulação da eleição antecipada da Câmara de Várzea Grande. O documento foi assinado em 4 de setembro pelo presidente da Casa, vereador Celso Barros (União Brasil), e publicado nesta terça-feira (8) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios do Estado de Mato Grosso.

O texto do ato faz referência direta às duas ações diretas de inconstitucionalidade em que o Supremo fixou que a eleição da Mesa para o segundo biênio só pode ocorrer a partir do mês de outubro imediatamente anterior ao início do mandato. Em seguida, registra a aplicação desse mesmo entendimento no caso da Câmara de Várzea Grande, onde a votação antecipada foi anulada.

A escolha de 2 de outubro tem explicação registrada no próprio documento: é a data da primeira sessão ordinária do mês. Na mesma sessão, os vereadores vão eleger a Procuradora da Mulher e a vice-procuradora. A sexta-feira escolhida fica dois dias antes do primeiro turno das eleições gerais.

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Antes de bater o martelo, o presidente pediu manifestação da procuradoria jurídica da Casa, que recomendou realizar o pleito somente a partir de outubro deste ano, o que o ato descreve como medida de segurança jurídica e de adequação à jurisprudência do Supremo. A Lei Orgânica do município e o regimento interno da Câmara já previam que a eleição acontecesse no segundo ano da legislatura, prazo que outubro cumpre.

Em Várzea Grande, a eleição que motivou o precedente foi realizada em 14 de maio deste ano, em sessão extraordinária, e terminou com a vitória da chapa encabeçada pelo presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), por 12 votos a 11. O vereador Bruno Lins Rios (PL), do grupo derrotado, levou o caso ao Supremo. O ministro Dias Toffoli anulou a votação em maio, ao entender que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso havia contrariado decisões vinculantes da Corte ao liberar a sessão, e em junho rejeitou o recurso apresentado pela Câmara varzea-grandense. Pela decisão, a nova escolha da Mesa em Várzea Grande só pode ocorrer a partir de outubro.

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O ato de Bom Jesus do Araguaia é o único da edição desta terça-feira do diário oficial dos municípios que invoca expressamente o caso varzea-grandense para justificar a data da eleição interna. O município fica no nordeste de Mato Grosso, às margens da BR-158, e a Casa tem nove vereadores.

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