Política
Janaina diz que conversará com Pivetta, WF e Jayme por aliança
Líder do MDB tenta viabilizar alianças para que a própria candidatura ao Senado não fique isolada.
Segundo ela, a legenda não restringirá o diálogo a nomes ou grupos específicos e citou as principais pré-candidaturas postas até o momento: do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos); do senador Wellington Fagundes (PL); do senador Jaime Campos (União); e da médica Natasha Slhessarenko (PSD).
“O MDB vai conversar com os quatro pré-candidatos que temos. O senador Jaime, o governador Pivetta, o senador Wellington Fagundes e, da mesma forma, com a candidata Natasha. Nós sabemos que, por questões partidárias, algumas alianças hoje não serão possíveis, mas vamos a todos”, disse.
“Se quiserem falar com o MDB, vamos dialogar. Se surgir mais algum pré-candidato que queira dialogar com o partido, o partido vai dialogar com todos”, acrescentou.
Janaina é pré-candidata ao Senado e até o momento não conseguiu palanque com outros candidatos da disputa principal deste ano. Até o momento, a maior proximidade é com o sogro e pré-candidato ao Governo Wellington Fagundes, do PL. Mas a junção enfrenta resistência dos bolsonaristas.
Já no grupo de Pivetta, Janaina é vista como opção de vice-governadora, o que pode distância uma aliança. Já Natasha é pré-candidata grupo do presidente Lula (PT) e isso deve inviabilizar a aliança em Mato Grosso.
Senado
Segundo Janaina, sua pré-candidatura segue mantida e será prioridade nas negociações futuras.
“Não muda [candidatura ao Senado]. E estamos trabalhando a melhor chapa para o MDB garantir a sua vaga ao Senado. A busca do MDB é essa”, disse.
Política
Denunciado por propina de R$ 30 milhões, Juarez segue roteiro já conhecido de contestação a delações
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O deputado federal Juarez Costa (Republicanos-MT) reagiu às informações divulgadas pela imprensa sobre supostos pagamentos de propina atribuídos a ex-executivos da Aegea adotando uma linha de defesa que se tornou recorrente entre agentes políticos citados em acordos de colaboração premiada. O parlamentar é acusado de receber R$ 30 milhões e uma BMW para facilitar negócios da Agea no município de Sinop, onde foi prefeito.
Em nota pública, o parlamentar afirmou que ainda não teve acesso aos autos da investigação e sustentou que as acusações divulgadas até o momento estariam baseadas apenas em relatos de colaboradores interessados em obter benefícios legais, sem a apresentação de provas concretas que confirmem as declarações.
A estratégia argumentativa segue um padrão observado em diversos casos de grande repercussão nacional: questionar a força probatória das delações, enfatizar a necessidade de comprovação independente dos fatos narrados e invocar os princípios do devido processo legal.
Outro ponto explorado pelo deputado foi o fator temporal. Juarez destacou que os supostos fatos teriam ocorrido há mais de uma década e que a colaboração premiada foi firmada há seis anos, mas somente homologada em 2025. Segundo ele, a divulgação das informações em meio ao ambiente pré-eleitoral suscita questionamentos sobre o momento em que os relatos vieram a público.
O parlamentar também contestou uma das premissas atribuídas às acusações ao afirmar que prefeitos não possuem competência para alterar leis de forma unilateral. De acordo com a nota, qualquer mudança legislativa depende de aprovação do Poder Legislativo, além de tramitação pública e fiscalização institucional. Ele acrescentou que o processo de concessão dos serviços de saneamento observou os procedimentos legais, incluindo audiências públicas e análise pelos órgãos de controle.
A manifestação termina com a disposição de colaborar com as autoridades e com a afirmação de confiança de que eventuais investigações deverão ser conduzidas com base em documentos, fatos e provas materiais, e não exclusivamente em depoimentos prestados por colaboradores.
A nota de Juarez Costa surge após a divulgação de trechos de acordos de colaboração envolvendo ex-executivos da Aegea, empresa que atua no setor de saneamento. As alegações ainda deverão ser submetidas ao contraditório e à análise das autoridades responsáveis pela investigação.
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