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Polícia Civil cumpre mandados contra faccionados que comandavam crimes no Xingu a partir de Cuiabá

Comando das ações criminosas era exercido por meio de aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas.

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A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso deflagrou na tarde de quarta-feira, (17.6). a Operação Comando Oculto, para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular um grupo, ligado a uma facção criminosa, responsável por comandar o tráfico de drogas, cobranças ilícitas, crimes violentos e lavagem de dinheiro na região de Santa Cruz do Xingu e municípios vizinhos.

Na operação foram cumpridas oito ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva em desfavor do casal investigado, três mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Santa Cruz do Xingu, além de três medidas de afastamento de sigilo bancário, abrangendo os investigados e a empresa constituída por eles.

Os mandados foram expedidos com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Xingu. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio das equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá.

Investigação e atuação à distância

As investigações iniciaram a partir da análise de materiais apreendidos em operações anteriores em Santa Cruz do Xingu e região. Os elementos obtidos permitiram identificar que o principal responsável por ordenar as ações da facção criminosa atuava à distância, residindo na cidade de Cuiabá, de onde exercia o comando das atividades criminosas por meio de aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas.

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Segundo apurado, o investigado utilizava sua posição hierárquica dentro da facção criminosa para determinar a distribuição de entorpecentes, impor funções aos integrantes do grupo, ordenar cobranças de taxas ilícitas e autorizar a aplicação de punições internas, conhecidas como “salves”, valendo-se da intimidação e da extrema violência para manter o controle sobre os membros da organização.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que os valores provenientes da comercialização de drogas na região de Santa Cruz do Xingu e São José do Xingu eram transferidos para contas bancárias vinculadas à esposa do líder criminoso. Com a finalidade de ocultar e dissimular a origem ilícita desses recursos, o casal teria constituído recentemente uma loja de roupas na capital mato-grossense, a qual passou a ser utilizada, em tese, como instrumento para movimentação e lavagem de capitais oriundos do tráfico de drogas.

Segundo o delegado de Santa Cruz do Xingu, Onias Estevam, as investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e dos dados bancários obtidos judicialmente. “O avanço das investigações tem o objetivo de identificar outros integrantes do grupo criminoso, bem como aprofundar a apuração dos crimes praticados pela facção”, disse o delegado.

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Comando Oculto

O nome da operação faz referência à forma de atuação da liderança criminosa investigada, que exercia o comando da organização à distância, sem participar diretamente da execução material dos crimes, mas determinando e coordenando as ações dos integrantes responsáveis pela prática do tráfico de drogas, cobranças ilícitas e atos de violência na região.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

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Força Tática apreende cinco armas e centenas de munições durante abordagem na zona rural; dois são presos

Grupo alegou que seguia para conter um gado bravio, mas fiscalização constatou irregularidades relacionadas ao armamento transportado.

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Dois homens, de 34 e 35 anos, foram presos na quarta-feira (17) após uma abordagem da Força Tática na zona rural de Vila Rica. A ocorrência foi registrada em uma estrada vicinal que liga o Assentamento Vila da Paz à comunidade Vila Carmelita.

Uma equipe realizava patrulhamento tático quando avistou uma caminhonete trafegando pela via. Durante a abordagem, os policiais perceberam a presença de armas de fogo no interior do veículo e determinaram que os ocupantes mantivessem as mãos visíveis enquanto o procedimento era realizado.

Após a retirada dos quatro ocupantes e a realização de buscas, os agentes encontraram um carregador de calibre .22 municiado com quatro cartuchos. Questionados, os abordados informaram que seguiam para realizar o abate de um gado considerado bravio e alegaram que as armas possuíam registro.

Na vistoria do veículo foram apreendidos dois rifles calibre .22, uma espingarda calibre .12 semiautomática, uma espingarda calibre .28 de tiro simples e uma pistola calibre 9 milímetros, além de 316 munições de diferentes calibres, facas, lanternas e equipamentos de visão e observação.

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De acordo com a Polícia Militar, a consulta aos sistemas oficiais apontou que quatro das armas estavam regularmente registradas. No entanto, a espingarda calibre .28 não possuía qualquer cadastro ou registro. Os policiais também constataram que as demais armas eram transportadas sem as respectivas guias de tráfego exigidas pela legislação.

Conforme o registro policial, um dos suspeitos assumiu a posse da pistola e de um dos rifles, enquanto o outro declarou ser proprietário das demais armas, incluindo a espingarda sem registro.

Os outros dois ocupantes do veículo foram liberados após informarem que acompanhavam a equipe apenas para auxiliar no manejo do gado, versão confirmada pelos proprietários do armamento.

Ainda segundo a ocorrência, todos os envolvidos afirmaram trabalhar em uma fazenda. Após a apreensão das armas, munições e demais materiais, os dois suspeitos foram encaminhados para as providências cabíveis.

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