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OAB-MT pede afastamento cautelar de Alexandre de Moraes e suspeição de Paulo Gonet

Entidade também defende investigação independente e transparente sobre o Caso Master e o eventual envolvimento de autoridades públicas

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O Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT) e o Colégio de Presidentes das Subseções aprovaram, por unanimidade, um pedido de investigação rigorosa sobre os fatos relacionados ao chamado Caso Master e o eventual envolvimento de autoridades públicas.

A deliberação ocorreu nesta terça-feira (8), durante sessões extraordinárias das entidades. A OAB-MT defendeu que a apuração seja conduzida de maneira independente, célere e transparente, abrangendo, inclusive, eventual participação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre as medidas cautelares consideradas juridicamente cabíveis, a entidade pede o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes e o reconhecimento da suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Segundo a OAB-MT, as providências seriam necessárias diante de circunstâncias que possam comprometer a imparcialidade institucional durante a apuração.

Em manifestação pública, a seccional afirmou que mantém uma posição “firme, incisiva e inegociável” na defesa do Estado Democrático de Direito e que fatos capazes de atingir a credibilidade das instituições precisam ser devidamente esclarecidos.

A entidade também ressaltou que nenhuma autoridade, independentemente do cargo ocupado, pode estar imune à investigação e às consequências jurídicas decorrentes de seus atos.

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Conforme a OAB-MT, a iniciativa não representa um prejulgamento das autoridades mencionadas, mas o exercício de sua responsabilidade institucional de cobrar transparência, independência e efetividade nas investigações.

A deliberação será apresentada em Brasília durante reunião do Colégio de Presidentes de Seccionais com a diretoria do Conselho Federal da OAB.

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Política

Decisão do STF faz Câmara de Bom Jesus do Araguaia adiar eleição da Mesa para outubro

Ato assinado pelo presidente da Casa em Bom Jesus do Araguaia usa decisão do STF que anulou a votação antecipada em VG

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A Câmara Municipal de Bom Jesus do Araguaia marcou para 2 de outubro, às 19h, a eleição da Mesa Diretora que vai comandar a Casa no segundo biênio da legislatura, e escreveu no ato a razão da data: o entendimento do Supremo Tribunal Federal que levou à anulação da eleição antecipada da Câmara de Várzea Grande. O documento foi assinado em 4 de setembro pelo presidente da Casa, vereador Celso Barros (União Brasil), e publicado nesta terça-feira (8) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios do Estado de Mato Grosso.

O texto do ato faz referência direta às duas ações diretas de inconstitucionalidade em que o Supremo fixou que a eleição da Mesa para o segundo biênio só pode ocorrer a partir do mês de outubro imediatamente anterior ao início do mandato. Em seguida, registra a aplicação desse mesmo entendimento no caso da Câmara de Várzea Grande, onde a votação antecipada foi anulada.

A escolha de 2 de outubro tem explicação registrada no próprio documento: é a data da primeira sessão ordinária do mês. Na mesma sessão, os vereadores vão eleger a Procuradora da Mulher e a vice-procuradora. A sexta-feira escolhida fica dois dias antes do primeiro turno das eleições gerais.

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Antes de bater o martelo, o presidente pediu manifestação da procuradoria jurídica da Casa, que recomendou realizar o pleito somente a partir de outubro deste ano, o que o ato descreve como medida de segurança jurídica e de adequação à jurisprudência do Supremo. A Lei Orgânica do município e o regimento interno da Câmara já previam que a eleição acontecesse no segundo ano da legislatura, prazo que outubro cumpre.

Em Várzea Grande, a eleição que motivou o precedente foi realizada em 14 de maio deste ano, em sessão extraordinária, e terminou com a vitória da chapa encabeçada pelo presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), por 12 votos a 11. O vereador Bruno Lins Rios (PL), do grupo derrotado, levou o caso ao Supremo. O ministro Dias Toffoli anulou a votação em maio, ao entender que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso havia contrariado decisões vinculantes da Corte ao liberar a sessão, e em junho rejeitou o recurso apresentado pela Câmara varzea-grandense. Pela decisão, a nova escolha da Mesa em Várzea Grande só pode ocorrer a partir de outubro.

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O ato de Bom Jesus do Araguaia é o único da edição desta terça-feira do diário oficial dos municípios que invoca expressamente o caso varzea-grandense para justificar a data da eleição interna. O município fica no nordeste de Mato Grosso, às margens da BR-158, e a Casa tem nove vereadores.

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