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Paraná Pesquisas destoa de pesquisas e coloca liderança de Pivetta em xeque

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A nova rodada do Paraná Pesquisas voltou a expor as diferenças entre os levantamentos eleitorais em Mato Grosso. Divulgada nesta quarta-feira (9), a pesquisa aponta Otaviano Pivetta (Republicanos) com 40,8% e Wellington Fagundes (PL) com 30%. São 10,8 pontos de vantagem. Apenas 16 dias antes, o mesmo instituto mostrava Pivetta com 39% e Wellington com 35%. A diferença era de quatro pontos.

A mudança chama atenção pelo tamanho e pela velocidade. Wellington caiu cinco pontos. Pivetta avançou 1,8. Com isso, a distância entre os dois saltou de quatro para 10,8 pontos. Uma ampliação de 6,8 pontos em pouco mais de duas semanas.

O resultado também contrasta com pesquisas feitas no mesmo período. A Real Time Big Data foi a campo entre 29 de agosto e 2 de setembro e mostrou Wellington com 34% e Pivetta com 27%. São sete pontos de vantagem para Wellington. Poucos dias depois, a Paraná colocou o candidato do PL 10,8 pontos atrás. A diferença entre os dois retratos chega a 17,8 pontos. Demostrando grande disparidade entre os institutos.

A oscilação ocorre sem um grande fato político novo que, isoladamente, explique uma mudança dessa dimensão a favor de Pivetta ou contra Wellington. Não houve, no período entre as duas rodadas da Paraná, um episódio de impacto evidente que permita atribuir diretamente a ele uma virada desse tamanho. Isso não invalida o levantamento, mas aumenta o peso da comparação com outras pesquisas e metodologias.

A Paraná já havia chamado atenção na rodada anterior. Números atribuídos à pesquisa foram publicados pela Veja em 23 de agosto, no mesmo dia previsto para o encerramento da coleta. A divulgação registrada estava prevista para o dia seguinte. A reportagem ficou disponível por cerca de duas horas e depois foi retirada. Quando o levantamento foi oficialmente divulgado, Pivetta tinha 39% e Wellington 35%, dentro da margem de erro.

Agora está aberta de vez a temporada de pesquisas eleitorais em Mato Grosso. Só em setembro, o print do sistema de registro mostra cinco pesquisas cadastradas no Estado: Percent Pesquisa, Instituto Tecnológico da Informação (ITI), Veritá, AtlasIntel e Paraná Pesquisas. Com tantos números e diferenças expressivas entre institutos, quem pode perder a referência é o eleitor. 

 A principal conclusão é de que não há como o eleitor ter a certeza de quem de fato está liderando a disputa.

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Política

Decisão do STF faz Câmara de Bom Jesus do Araguaia adiar eleição da Mesa para outubro

Ato assinado pelo presidente da Casa em Bom Jesus do Araguaia usa decisão do STF que anulou a votação antecipada em VG

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A Câmara Municipal de Bom Jesus do Araguaia marcou para 2 de outubro, às 19h, a eleição da Mesa Diretora que vai comandar a Casa no segundo biênio da legislatura, e escreveu no ato a razão da data: o entendimento do Supremo Tribunal Federal que levou à anulação da eleição antecipada da Câmara de Várzea Grande. O documento foi assinado em 4 de setembro pelo presidente da Casa, vereador Celso Barros (União Brasil), e publicado nesta terça-feira (8) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios do Estado de Mato Grosso.

O texto do ato faz referência direta às duas ações diretas de inconstitucionalidade em que o Supremo fixou que a eleição da Mesa para o segundo biênio só pode ocorrer a partir do mês de outubro imediatamente anterior ao início do mandato. Em seguida, registra a aplicação desse mesmo entendimento no caso da Câmara de Várzea Grande, onde a votação antecipada foi anulada.

A escolha de 2 de outubro tem explicação registrada no próprio documento: é a data da primeira sessão ordinária do mês. Na mesma sessão, os vereadores vão eleger a Procuradora da Mulher e a vice-procuradora. A sexta-feira escolhida fica dois dias antes do primeiro turno das eleições gerais.

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Antes de bater o martelo, o presidente pediu manifestação da procuradoria jurídica da Casa, que recomendou realizar o pleito somente a partir de outubro deste ano, o que o ato descreve como medida de segurança jurídica e de adequação à jurisprudência do Supremo. A Lei Orgânica do município e o regimento interno da Câmara já previam que a eleição acontecesse no segundo ano da legislatura, prazo que outubro cumpre.

Em Várzea Grande, a eleição que motivou o precedente foi realizada em 14 de maio deste ano, em sessão extraordinária, e terminou com a vitória da chapa encabeçada pelo presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), por 12 votos a 11. O vereador Bruno Lins Rios (PL), do grupo derrotado, levou o caso ao Supremo. O ministro Dias Toffoli anulou a votação em maio, ao entender que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso havia contrariado decisões vinculantes da Corte ao liberar a sessão, e em junho rejeitou o recurso apresentado pela Câmara varzea-grandense. Pela decisão, a nova escolha da Mesa em Várzea Grande só pode ocorrer a partir de outubro.

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O ato de Bom Jesus do Araguaia é o único da edição desta terça-feira do diário oficial dos municípios que invoca expressamente o caso varzea-grandense para justificar a data da eleição interna. O município fica no nordeste de Mato Grosso, às margens da BR-158, e a Casa tem nove vereadores.

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