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PM alerta alunos sobre riscos dos pods na Escola 09 de Julho, em Água Boa

Ação preventiva orientou estudantes sobre os perigos dos cigarros eletrônicos e a importância de escolhas saudáveis

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A Polícia Militar realizou, nesta quinta-feira (27), uma ação preventiva na Escola Estadual 09 de Julho, em Água Boa, para orientar os estudantes sobre os riscos relacionados ao uso de cigarros eletrônicos, popularmente conhecidos como pods.

Durante a atividade, os policiais abordaram os perigos desses dispositivos e destacaram a importância da conscientização para prevenir o consumo entre crianças e adolescentes.

A iniciativa também reforçou a presença da Polícia Militar no ambiente escolar e a aproximação com os alunos, por meio de ações educativas voltadas à prevenção e à promoção da saúde.

Com a atividade, a PM busca contribuir para um ambiente escolar mais seguro, saudável e consciente, incentivando os estudantes a adotarem escolhas responsáveis.

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Segurança

Estudo aponta avanço de facções em 92 cidades de MT e coloca discurso de governador sob pressão

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O recente endurecimento do discurso do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre o combate às facções criminosas reacendeu o debate sobre a situação da segurança pública em Mato Grosso. Vice-governador nos últimos oito anos e agora pré-candidato ao Governo do Estado, Pivetta afirmou, durante a posse de novos policiais civis na última sexta-feira (24), que o enfrentamento às organizações criminosas continuará “avançando com força” e declarou que “não há falta do Estado neste quesito”, garantindo que não permitirá a atuação das facções no território mato-grossense.

Entretanto, estudos recentes traçam um cenário que levanta questionamentos sobre a efetividade das políticas adotadas até aqui. O avanço das organizações criminosas em Mato Grosso voltou a acender o alerta sobre a capacidade do Estado em conter a expansão das facções e garantir a presença efetiva das forças de segurança em todas as regiões.

A nova edição do estudo Cartografias da Violência na Amazônia, elaborada pelo Instituto Mãe Crioula em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela um cenário preocupante. Segundo o levantamento, 92 dos 142 municípios de Mato Grosso (65,2%) já estão sob domínio ou disputa de facções criminosas, colocando o Estado como o que possui o maior número absoluto de cidades controladas ou disputadas por organizações criminosas na Amazônia Legal.

O estudo identificou a atuação de grupos como o Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC), Tropa Castelar e Bonde dos 40 (B40), demonstrando que a presença das facções deixou de ser um problema restrito às regiões de fronteira e passou a atingir municípios de diferentes características econômicas e sociais.

O levantamento aponta que o Comando Vermelho está presente em 85 municípios, sendo a única organização criminosa atuante em 71 deles. Já o PCC foi identificado em 14 cidades, enquanto a Tropa Castelar atua em cinco municípios e o Bonde dos 40 já possui registros em três cidades mato-grossenses.

O caso de Cáceres chama atenção por concentrar a atuação simultânea de três facções criminosas. De acordo com o estudo, a localização estratégica na fronteira com a Bolívia favorece o tráfico internacional de drogas e amplia a disputa entre organizações criminosas.

Os pesquisadores também destacam que o fortalecimento das facções ocorre tanto em municípios fronteiriços quanto em regiões marcadas por conflitos fundiários, expansão agropecuária, garimpo ilegal e baixa presença do poder público, fatores que criam um ambiente propício para a consolidação dessas organizações.

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Diante desse cenário, cresce o questionamento sobre a efetividade das políticas públicas de segurança adotadas pelo Estado. Embora o governo sustente que vem intensificando o enfrentamento ao crime organizado, os dados indicam que as organizações criminosas continuam expandindo sua área de influência, levantando dúvidas sobre a capacidade das ações atuais de conter esse avanço de forma estrutural.

Outro ponto que amplia essa preocupação é a defasagem no efetivo das forças de segurança. Enquanto centenas de policiais militares e civis deixaram as corporações por aposentadoria, falecimento ou outros desligamentos ao longo dos últimos anos, a recomposição dos quadros não acompanhou esse ritmo. Paralelamente, candidatos aprovados em concursos públicos seguem aguardando convocação, mesmo diante da necessidade crescente de reforço nas instituições.

A insuficiência de efetivo impacta diretamente a capacidade operacional das polícias, reduzindo o policiamento ostensivo, sobrecarregando equipes de investigação e dificultando a presença permanente do Estado em municípios onde as facções ampliam sua atuação.

Os dados ajudam a explicar por que o avanço das organizações criminosas permanece como um dos principais desafios da segurança pública em Mato Grosso. Especialistas defendem que o enfrentamento ao crime exige mais do que operações pontuais, sendo necessária uma política permanente de fortalecimento institucional, com recomposição do efetivo, investimentos em inteligência, valorização dos profissionais e ampliação da capacidade investigativa.

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O retrato apresentado pelo estudo reforça que Mato Grosso enfrenta um dos maiores desafios de sua história recente na área da segurança pública. A expansão territorial das facções evidencia que a resposta do Estado precisará ir além do discurso, priorizando medidas estruturantes capazes de recuperar a presença do poder público e impedir o avanço contínuo do crime organizado.

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