Agronegócio
Deputado Nininho defende urgência na atualização de bulas de defensivos agrícolas
Assunto foi debatido pela Comissão de Agropecuária da ALMT; Nininho reforça que revisão visa garantir eficácia no controle de pragas, reduzir custos e ampliar a segurança alimentar no campo.
/ Assessoria
Durante a 3ª reunião ordinária da Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e de Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizada nesta terça-feira (3.06), um tema técnico e de impacto para o agronegócio dominou a pauta: a necessidade de atualização das bulas de defensivos agrícolas. A reunião foi presidida pelo deputado estadual Ondanir Bortolini Nininho (Republicanos), que conduziu os trabalhos com foco no fortalecimento do diálogo com o setor produtivo.
A engenheira agrônoma Jerusa Rech, gerente de defesa agrícola da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), participou do encontro. Em sua explanação, a especialista destacou que a revisão das bulas é fundamental para manter a eficácia no controle de pragas e doenças, reduzir custos operacionais e adaptar o uso dos produtos à nova realidade agrícola do estado.
EFICIÊNCIA E ECONOMIA
Jerusa explicou que a perda de eficiência de alguns defensivos ao longo do tempo decorre, entre outros fatores, do uso repetitivo e do surgimento de pragas resistentes. “Muitos ingredientes ativos estão no mercado há décadas e já não oferecem o mesmo resultado. Por isso, precisamos rever dosagens, intervalos de aplicação e indicações de culturas. Essa atualização técnica é uma ferramenta estratégica para garantir produtividade e sustentabilidade no campo”, afirma a engenheira.
Ela também destacou a introdução de novas culturas em Mato Grosso, como o gergelim, sorgo e milheto, demanda uma reavaliação urgente da eficácia dos produtos disponíveis. “Não se trata apenas de uma questão regulatória, mas de adaptação real ao que está sendo cultivado hoje. Uma bula desatualizada pode comprometer toda uma safra e colocar em risco o investimento do produtor rural”, alerta.
COMPROMISSO COM O PRODUTOR
O deputado Nininho reforçou o compromisso da Comissão com as demandas do setor produtivo e defendeu que a atualização das bulas deve envolver todos os atores da cadeia agrícola. “A fala da Jerusa trouxe uma preocupação legítima, que reflete a realidade do produtor. O que está sendo proposto é mais do que uma revisão técnica. É uma ação concreta que impacta diretamente a aplicação correta dos produtos, a redução de resíduos e, consequentemente, a saúde humana e a segurança alimentar”, destaca.
Para Nininho, a iniciativa da Aprosoja-MT precisa ser ampliada. “Temos que chamar as indústrias, os órgãos de fiscalização, as instituições de pesquisa. A comissão está à disposição para promover esse debate. Podemos organizar uma audiência pública, se for o caso. O importante é ouvir todos os lados para que possamos construir, com responsabilidade, um novo padrão de informação técnica para os defensivos”, diz o parlamentar.
ANÁLISE DE PROJETOS
Além da palestra técnica, a reunião ordinária da comissão analisou 13 itens de pauta. Desses, 11 foram aprovados, um foi retirado e outro devolvido para ajustes. Participaram da reunião o vice-presidente da comissão, deputado Gilberto Cattani (PL), os membros titulares Júlio Campos (União Brasil) e Janaina Riva (MDB).
Segundo Nininho, o trabalho da comissão vai além da análise de projetos. “Nosso papel também é abrir espaço para que o setor agropecuário traga suas demandas, para que a Assembleia possa agir com base em informações técnicas. A atualização das bulas é um desses temas que, mesmo parecendo técnico, tem enorme impacto prático. Afeta diretamente a economia rural e a segurança do alimento que chega à mesa da população”, comenta.
CAMINHO PARA SOLUÇÕES
O debate sobre a atualização das bulas representa um avanço no alinhamento entre o setor produtivo, os pesquisadores e o poder público. A proposta da Aprosoja-MT encontra na Comissão de Agropecuária da ALMT um canal legítimo de diálogo e articulação institucional.
“O caminho para uma agricultura mais eficiente passa pela ciência, pela escuta e pela responsabilidade com o meio rural. É assim que vamos garantir resultados positivos para o produtor e para a sociedade”, conclui o deputado Nininho.
A expectativa agora é de que o tema seja ampliado com a participação de entidades do setor industrial, técnico e regulatório, para que se construa uma proposta efetiva de revisão das bulas, que contemple as necessidades atuais da agricultura mato-grossense e nacional.
Agronegócio
Em 20 anos, agronegócio mais que dobrou empregos em Mato Grosso
Segundo o Imea, a geração de emprego no setor saltou de 173 mil em 2006 para uma estimativa de 449 mil em 2026.
/ Diário de Cuiabá
O agronegócio mato-grossense consolida, ano após ano, sua força como gerador de oportunidades, sustentado por um crescimento consistente no número de trabalhadores ao longo das últimas décadas.
Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta que o total de empregos no setor mais que dobrou, saltando de cerca de 173 mil em 2006 para uma estimativa de 449 mil em 2026.
O avanço revela não apenas a expansão da produção, mas também a capacidade do agro de absorver mão de obra e acompanhar o desenvolvimento econômico do estado.
Nos últimos anos, esse movimento ganhou ainda mais intensidade.
A partir de 2021, o setor passou a registrar um ritmo mais acelerado de geração de empregos, refletindo o aumento da produtividade, a ampliação das áreas cultivadas e o fortalecimento da cadeia produtiva.
O cenário reforça o papel estratégico do agro na criação de oportunidades, impactando desde as atividades no campo até os diversos elos que dão suporte à produção, como transporte, armazenagem e serviços.
Nesse contexto, a atuação da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) é fundamental para fortalecer o produtor rural e garantir condições para o crescimento sustentável do setor.
A entidade desenvolve ações voltadas à capacitação, assistência técnica, defesa de interesses e promoção de iniciativas que contribuem para a eficiência da produção.
O vice-presidente Norte da Aprosoja MT, Diogo Balistieri, explica que o agronegócio exerce um papel central na geração de empregos ao impulsionar não apenas as atividades dentro das propriedades rurais, mas toda uma cadeia produtiva que envolve transporte, armazenagem, indústria e serviços.
Segundo ele, esse alcance faz com que o impacto do setor ultrapasse os limites do campo, contribuindo diretamente para a economia dos municípios e para a criação de oportunidades também nas áreas urbanas.
“O agro brasileiro, especialmente o mato-grossense, tem gerado diversos empregos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva, principalmente com a industrialização das matérias-primas produzidas no campo. Onde o agro chega, há aumento de renda e da oferta de emprego. Os índices de desenvolvimento são maiores nas áreas agrícolas, mostrando e comprovando que, onde há agro, há pleno emprego e desenvolvimento”, destaca o vice-presidente.
Além da geração de empregos, o agronegócio também se destaca pelo peso na economia mato-grossense, sendo responsável por mais da metade da atividade econômica do estado.
A forte participação do setor evidencia como o desempenho do agro está diretamente ligado ao desenvolvimento regional, impulsionando investimentos, movimentando diferentes segmentos e criando um ambiente favorável à expansão das oportunidades de trabalho.
O 2º Diretor Administrativo da Aprosoja MT, Jorge Diego Giacomelli, ressalta que, ao apoiar o produtor e atuar em pautas estratégicas, a Aprosoja MT também estimula o desenvolvimento da cadeia produtiva, refletindo diretamente na ampliação de empregos e na geração de renda em todo o estado.
“A Aprosoja MT tem um papel importantíssimo na manutenção do produtor rural, garantindo que ele se mantenha ativo, fortalecido e unido enquanto classe. E, consequentemente, ao manter essa classe produtora em plena atividade, desenvolvendo seu trabalho e gerando riqueza, contribui-se para um agro mais forte, um estado mais fortalecido e uma economia mais pujante”, comple Giacomelli.
Diante desse cenário, o agronegócio reafirma seu papel como um dos principais vetores de desenvolvimento de Mato Grosso, não apenas pela força produtiva, mas pela capacidade de gerar oportunidades e sustentar milhares de famílias.
O dados, segundo a entidade, evidenciam que investir no fortalecimento do setor é também investir na criação de empregos, na dinamização da economia e no futuro do Estado, consolidando o agro como peça-chave para um crescimento sólido e contínuo.
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